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Thursday, October 1, 2015

Cosmética do espírito: 9 dicas para ser linda por dentro (e isso vê-se por fora)

Cuidar da beleza e elegância exterior é um dever da mulher, por muito que agora se defenda que o desleixo é um "direito". Mas realçar a graça física dentro das possibilidades de cada uma não é complicado: basta encontrar o exercício certo para si, e praticá-lo. Determinar o seu tipo e tirar partido dele. Descobrir a rotina de cabelo, cosméticos e maquilhagem que mais favorece, e segui-la; saber o que lhe vai bem ou não em termos de vestuário, e aplicar essa informação rigorosamente na escolha do guarda roupa, tendo alguma atenção às tendências para manter uma imagem coerente dentro do que lhe fica bem, mas actual. Saber as regras do meio em que se move, e cumpri-las. Simples de conseguir, com um pouco de boa vontade e disciplina!

 A beleza e elegância interiores, todavia, são algo mais subtil e que exige maior vigilância, pois não basta olhar-se ao espelho algumas vezes para retocar o que está mal. Porém, sem elegância do espírito não pode haver elegância exterior; e sem beleza interior, até a beldade mais impressionante perde metade do encanto. A mente afecta o corpo, por isso aqui ficam alguns passos de "cosmética do espírito" para garantir que tudo fica a condizer.

1- Relativizar com sentido de humor...em vez de dramatizar 



A ex do seu namorado que faz tudo para a arreliar (e ele insiste em desprezá-la de forma demasiado "delicada" para seu gosto). O chefe impossível. Os projectos que nunca mais dão lucro ou as despesas que surgem não se sabe de onde quando já tinha tudo equilibradinho e direitinho. Um problema de saúde que lhe deu cabo da boa forma a que se habituou. Desaires que atrasam os seus planos, que até parece bruxedo, tudo seguido...assim de repente, a sua vida parece uma telenovela. 

Ou um filme do Charlie Chaplin. E se calhar é mesmo...afinal, a vida imita a arte. Se já fez tudo o que podia fazer, se tem tudo tratado e agora não depende de si, mais vale brincar com o assunto. Encare tudo isso como se fosse um filme ou telenovela que emociona mas não lhe diz directamente respeito, e divirta-se com o lado cómico da situação, em modo "não percam o próximo episódio, porque nós também não".  Pode ter de procurar, mas ele está lá. Pôr alcunhas jocosas às pessoas que a aborrecem também é uma boa terapia (e às vezes uma boa vingança, porque muitas acabam por pegar...). Tenha calma porque a vida é fluida e por muito estagnada que uma situação esteja, nada dura para sempre. As pessoas incómodas arranjam mais que fazer (ou se não arrepiarem caminho, acabam por receber a recompensa) o que tiver de ser seu à mão lhe virá parar e enfim, a muitos males da vida aplica-se aquela máxima do povo que é rude, mas certa: "isso incha, desincha e passa".

2- Ser honesta, mesmo nas pequenas coisas.



Quem diz a verdade não merece castigo. É claro que o segredo é a alma do negócio e que por vezes pode ser necessário recorrer ao bluff para pôr um rufião no sítio ou à  mentira piedosa para evitar magoar os outros desnecessariamente, mas ser honesta com os seus botões e com os outros poupa muitas dores de cabeça. Mesmo em situações dúbias, uma resposta transparente contada laconicamente é melhor do que muita astúcia. Custa menos e assegura uma boa reputação - até porque se tiver de correr bem ou mal, não é por andar às voltas que se altera o resultado. Além disso, ser 100% honesta com os seus verdadeiros sentimentos (o que não é tão fácil como parece, pois fomos programadas para contentar toda a gente) poupa muitas encrencas e embrulhadas desnecessárias. Quantas vezes nos envolvemos numa situação onde não queríamos estar à partida mas nos deixámos levar por não deixar o instinto falar mais alto?


3- Dar o desconto aos outros



Lá dizia o bom Imperador Aurélio, eu cá não me amofino com objectos inanimados nem com transviados que não sabem ver o caminho. É claro que temos de suportar pessoas medonhas às vezes, mas podemos fazer três coisas para não custar tanto: primeiro, pensar algo do estilo "coitado(a) é doente/ infeliz em casa/não teve educação nenhuma" e recusar categoricamente com os nossos botões que gente dessa nos cause rugas. Maria Antonieta não moveu um músculo quando a populaça a levou à guilhotina, pois não? Pois, porque eram uns pobres coitados que não sabiam agir melhor. Entrar em modo "perdoai-os que eles não sabem o que fazem" ajuda muito a manter a auto estima imbeliscável. Seja imperturbável, mas magnânima para não se deixar contagiar.  Segundo, pensar nas vezes em que somos ou fomos difíceis de aturar/injustas/uma carga de trabalhos para os outros. De certeza que o fomos alguma vez, nem que fosse em pequenas. Também podemos ter de algum modo melindrado essa pessoa por não gostarmos dela à partida, sabe-se lá. E terceiro - esta para quem é mais espiritual - pode-se sempre oferecer essas arrelias como sacrifício para queimar o mau karma (se gostar de ideias esotéricas) pelos seus pecados, pelo arrependimento dos pecadores, para sufragar as alminhas do Purgatório, etc. O mundo anda tão mau que qualquer oferta ajuda, e sempre confere algum sentido e feeling de heroísmo à coisa.

4- Ser solidária com as outras mulheres



Já se disse aqui vezes sem conta, uma mulher elegante não tolera rivais. Não porque as elimina com uma maçã embruxada como a Rainha Má ou coisa assim, mas porque tem demasiado amor próprio e confiança no seu valor para se rebaixar a competições ridículas. Isto no campo amoroso e sempre que possível, no profissional. Mas em tudo o resto?  Quantas vezes não vemos mulheres a antipatizar/rivalizar umas com as outras mesmo quando não há interesses em conflito, só porque "ela-vem-mais-gira-do-que-eu" ou algo do género? E nem falemos de "amigas" que se alfinetam umas às outras. Descer do pedestal da vaidade, reconhecer que todas têm a sua vez de brilhar, não é só uma receita para fazer amizades valiosas: é um gesto elegante e sempre bem vindo. Não custa nada elogiar a maquilhagem/vestido/penteado de outra pessoa de vez em quando e tirar o holofote de si própria. Deixem-se a agressividade, o "bow down, bitches" e os "beijinhos no ombro" no ghetto, onde pertencem.

5 - Julgar, mas sem maldade



O "não julgueis" tem melhor reputação do que merece. É importante notar o erro alheio para vermos o que não queremos para nós, nem para as pessoas próximas, ou no sentido de alertar outros através do mau exemplo. Mas condenar o pecado não implica detestar o pecador. Quando se pensa "que aspecto medonho tem aquela rapariga!" é mais saudável fazê-lo no sentido construtivo: "pobre pequena! Só precisava de fazer isto ou aquilo para ficar mais apresentável!". É melhor ter pena (ou se é caso disso, orientar para corrigir) do que criticar tudo e todos. Ditos jocosos e ácidos têm o seu lugar, mas atirados constantemente tornam-se cansativos e deixam que os faz - e quem os ouve - num estado de crispação. Igualmente de evitar é o cultivo do mexerico gratuito. Se a informação não é útil para si, não gaste o seu tempo a debitar e analisar.

6- Concentrar-se no que tem e deixar lá o que não tem



Todos gostaríamos de ter mais coisas, ou outras coisas- mais sucesso, esta ou aquela característica física, determinado carro, as últimas botas da Givenchy, uma casa na praia, um grande grupo de amigos ou o relacionamento perfeito. É normal inspirar-se nos outros e inspirar outras pessoas. Afligir-se com isso, nem que seja para pensar "não é justo!" ou tentar reproduzir o modelo de vida/estilo alheio é que não está certo, nem dá certo e ainda causa danos à pele. Há que ter presente que ninguém tem uma vida perfeita nesta terra e que cada um tem o seu caminho e o seu tempo para chegar aos objectivos que traçou - até porque o que desejamos num determinado momento nem sempre se revela tão importante assim a longo prazo. Por muito cliché que isto pareça, o que temos agora é que conta e há que levantar as mãos para o céu e tirar partido. O resto há-de vir, ou algo melhor.


7- Não se considerar uma grande pessoa, nem a última das criaturas



Este é um mal do século - o que mais se vê por aí são pessoas (e mulheres em particular) ou muito cheias de si, prontas a ofender-se por qualquer coisa, ou com a auto estima de rastos. Quem não se tem como a melhor do mundo, a beleza extraordinária ou a Rainha do Sabá dificilmente se vai abaixo ante qualquer melindre ou percalço. Por outro lado, ter a consciência de quem é, de onde veio, do que vale e para onde vai, fazendo orelhas moucas a tudo o resto, ajuda a aplicar a máxima "nunca seja humilde com os arrogantes nem arrogante com os humildes" e a estar com o mesmo desembaraço sereno em toda a parte.


8 - A justiça é legítima, mas...



Ser boa pessoa não significa ser tapete. Ou como um sacerdote muito sábio um dia me disse, "Nosso Senhor mandou dar a outra face, mas não disse quantas vezes!". Em determinadas situações é preciso retaliar para equilibrar as coisas, agir em legítima defesa ou dar a um rufia o devido troco para que não faça outra. No entanto, angustiar-se com isso, acordar e deitar-se a pensar na pessoa, consumir-se de raiva porque quem lhe fez mal anda para aí todo contente e você continua a sofrer o prejuízo tipo Calimero "fazem-nos isto porque somos pequeninos, etc", etc...é como estar apaixonado, mas em mau. Não se pensa noutra coisa e o dano causado acaba por ser muito maior. Há que aplicar a nobre arte de se zangar com frieza. Sem ódio e estrategicamente. Não perdendo a cabeça, portanto. Catarina de Medici tinha o lema "odiar e esperar", mas apesar de ter lá as suas qualidades ela acabou feia, esverdeada e sozinha a aborrecer os filhos, por isso é melhor aligeirar a ideia para "sentir a ira justa e esperar". Mais cedo ou mais tarde há-de haver ocasião de fazer justiça e em todo o caso, a melhor vingança costuma ser viver esplendidamente bem.


9 - Viver para lutar outro dia



"Basta a cada dia o seu mal". Quando tudo está feio, há momentos em que não vale a pena dizer "amanhã é outro dia" porque cada amanhecer parece mais uma carga de trabalhos do que uma bênção. Abrem-se os olhos e "zás, hoje tenho de suportar isto e mais aquilo". Nessas alturas há que mandar o pensamento positivo à fava (porque só serve para irritar mais a alma a uma pessoa) e ficar feliz por levar cada dia a bom porto sem pensar no resto, para lutar mais um pouco no seguinte e ir andando assim - saboreando cada pequena vitória até que os ventos mudem. E eles mudam sempre, pelas próprias leis da natureza...
 Igualmente, é boa ideia decompor os grandes objectivos em degraus mais pequenos, celebrando cada batalha ganha. Isso não é deitar foguetes antes da festa - é fazer como nos jogos de vídeo, em que ficávamos felizes e aliviados de chegar ao próximo nível.


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