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Wednesday, October 21, 2015

Guardá-lo ou "rifá-lo"? Uma pergunta basta para ficar com uma ideia.


Os homens são umas criaturas encantadoras: pelo menos ao início, quando tudo é lindo, só declarações de amor e demonstrações de devoção. Parecem capazes de beber os ares pela mulher que lhes tira o sono; eles não caminham nem guiam, eles voam e mostram-se dispostos a enfrentar dragões e matar mil homens pela sua dama. Junta-se a isso uma cara bonita e uma figura desempenada, e cada um no seu género- o cavalheiro elegante, o intelectual romântico, o aventureiro rebelde- com as suas lindas palavras ditas por uma voz grave e os olhos cintilantes de emoção, parece um herói de romance. 

Se alguém disse que não há nada mais belo do que uma mulher atingida pelas flechas do Cupido (pois a noção de se sentir amada faz-lhe brilhar os olhos e tinge-lhe as faces) talvez nunca tenha reparado na beleza varonil de um homem apaixonado. O olhar de aço, a postura determinada de quem se sente capaz de qualquer coisa...até os seus disparates e fanfarronadas soam bem a um coração sensível. E a alma feminina, mesmo a da mulher mais racional, mais prática, tem sempre algo de sonhador.



Todas sabemos, porém - até à mais ingénua jovem basta escutar as amigas que já passaram por isso - que ora pela ordem natural das coisas, que acalma as paixões mais veementes e mesmo os verdadeiros amores, ora porque alguns sabem ser falsos, como qualquer ser humano mal formado - que isso não basta. É preciso algo mais, a responsabilidade, uma impressão (ou certeza interior) de solidez futura.

Por isso importa avaliar bem isso antes que a fascinação e o entusiasmo toldem o julgamento: a hombridade, a decência, a palavra, a bondade, o altruísmo, o sentido prático ...que muitas vezes se revelam em pequenos gestos espontâneos.


O jogador de rugby Dimitri Szarzewski: um "deus" no Estádio, mas homem de família fora dele
                     
 Mas além de tudo isto, há um raciocínio muito simples que ajuda uma mulher a perceber quem tem diante de si. Independentemente de o cavalheiro em causa ser um dandy, um atleta, um estudioso, um artista, um  executivo orientado para os resultados, etc...

Basta pensar: em caso de crise, calamidade ou cenário apocalíptico, ele seria homem para a ajudar na sobrevivência? Se o acha capaz de liderar uma equipa ou pelo menos ser um elemento valioso, atribua um ponto extra. 

                                               

Como agora a série recomeçou, voltemos ao Darryl Dixon de The Walking Dead: é desde o início um membro imprescindível para o grupo de sobreviventes: forte, valente, habituado a caçar, discreto e capaz de planear estratégias e cumprir ordens. Mas apesar de ser aparentemente um homem rude, pouco refinado e de pouquíssimas falas, é sensível que chegue para para proteger um bebé indefeso, que outros considerariam um empecilho. Não basta ter coragem para dar tiros: é preciso valentia para colocar o próximo  em primeiro lugar.

Então, uma mulher pode comparar o seu pretendente, ou potencial namorado/marido ao Darryl. Não importa se ele cresceu no campo ou na cidade, que meios possui, se é mais sofisticado ou menos: ele tem coragem? Tem sentido prático? Importa-se com os outros? Sente-se segura ao lado dele? Se sim, fantástico.



Mas se sente que, pelo contrário, em qualquer fim do mundo literal ou figurado, tomar conta da ocorrência seria tarefa sua, pense duas vezes. Uma mulher a sério não precisa de um homem para se desembaraçar, mas ninguém quer carregar um trambolhozinho cheio de fanicos em situação de emergência, muito menos ter a seu lado um egoísta, um medricas que só pensa em salvar a própria pele e não quer saber dos outros. 

Pessoas assim não só são más para elas próprias em situação de guerra, catástrofe, etc- porque não sabem trabalhar em equipa e acabam por pagar o preço - como colocam em perigo todo um grupo. E na vida quotidiana, com as crises de todos os dias, o "grupo" é o casal ou a família.



E assim são estas almas na vida real, nos relacionamentos: incapazes de se comprometer (ou ainda que digam da boca para fora que estão comprometidos, na hora H não sabem escolher lados, defender a pessoa de quem gostam contra terceiros ou ser responsáveis com as contas) sempre prontos a obter mais dando o mínimo, a dar o dito por não dito, muito amigos de se defender culpando os outros, de mudar de ideias, de atraiçoar quem for necessário para o seu proveito próprio, de prejudicar os outros ou a si mesmos só para demonstrar que mandam ou têm razão, etc.

Escolha um Darryl Dixon e estará sempre bem acompanhada...ainda que não haja zombies  por perto (esperemos!).




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