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Tuesday, October 27, 2015

Ná, não é assim que se lida com isto like a boss.


Shelby Swink, uma jovem americana, teve o desgosto de ser abandonada à própria da hora pelo noivo. E a maneira que encontrou de enfrentar o ridículo e o choque da situação foi, no dia em que a cerimónia se realizaria, marcar uma sessão fotográfica muito empowering (tinha de vir a palavrinha do momento) junto da família e amigos, em que pintalgou e escangalhou o vestido de noiva.

 Também o sacrifício não há-de ter sido grande - era um suspiro de cai cai igual aos outros todos, pois então. Os convidados espatifaram igualmente as roupas que iam usar nessa data, fingiu-se (eu não acredito) que foi tudo uma ganda festa e claro, como a única coisa mais na moda hoje em dia do que fazer books e sessões de retratos é colocar isso tudo nas redes sociais, a história saltou para os média.

Ora, eu cá não sou ninguém para dizer que há maneiras boas ou más de lidar com uma desilusão dessas - cada um as supera a seu modo - mas quer-me cá parecer que dar ainda mais nas vistas é um pouco raposa que não foi às uvas, tipo "olha para mim tão bem sem ti, I will survive". 


Em tais aflições, o melhor é apanhar um avião, se possível. Espairecer discretamente, de preferência se a Lua de Mel já estiver reservada e paga assim como assim.

E se é para dar nas vistas, mais vale fazer como outra noiva que passou pelo mesmo mas não desmarcou a boda e convidou os sem abrigo da cidade para o luxuoso copo-de-água. Ou leiloar o vestido para alguma obra de caridade a favor de mulheres em risco - ao menos tirava-se bem do mal, alguém aproveitaria da desgraça.


De uma forma mais privada, conheço duas mulheres que enfrentaram esse trauma admiravelmente e sem queixinhas. De uma delas já falei aqui

Mas a outra lidou realmente com o caso como uma patroa que é. Recuperou do choque, ligou aos convidados a cancelar a festa, recompôs-se, tratou de andar bonita e em menos de um Credo, arranjou um noivo melhor. E a cereja em cima do bolo foi esta: como os vestidos de noiva custam os olhos da cara e ela gostava deveras do modelo que tinha escolhido para o casório que não chegou a ser, não esteve com superstições nem tretas e usou-o que foi um gosto! "Ora essa...se eu gostava do vestido, era o modelo que eu queria, havia de ir comprar outro?"- dizia, toda divertida, a quem a queria ouvir. Guardado estava o vestido para o noivo de jeito que havia de chegar...fez um figurão e continua felicíssima. Quanto ao facebook, nem era para ali chamado...isso sim é empowering! E discreto, que a classe cabe até nas desgraças. Ou principalmente nelas.



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