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Thursday, October 29, 2015

Para tudo há um tempo.



Sempre gostei muitíssimo desta canção dos The Byrds, que capta na perfeição o espírito do trecho Bíblico (Eclesiastes, 3) onde foi buscar a letra.


Há um tempo - ou uma altura-  para cada propósito debaixo do céu. Cada gesto, cada decisão, cada emoção, tem o seu momento: tempo de falar, e tempo de calar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo para rasgar e para remendar; tempo de guerra, e tempo de paz; tempo de tristeza e tempo de celebrar; tempo de demolir e tempo de juntar pedras; tempo de abraçar e tempo de apartar-se...não necessariamente por esta ordem.

A vida é feita disto tudo e não vale a pena lutar contra o facto. É preciso abraçar essa realidade e (além de confiar que o que tem de suceder vem quando é a sua altura, nem mais nem menos; e não necessariamente quando desejamos, ou seja para ontem) entender que por vezes, consoante o momento certo, a guerra, o rasgar, o guardar silêncio, o apartar-se, o demolir ou mesmo o odiar podem ser benéficos.

As frutas e flores nascem quando  bem entendem, não quando queremos; colhê-las antes não traz benefício a ninguém. Por isso é mau ser apressado. Mas quem se demora toda a vida e ainda deita as culpas à Natureza é igualmente insensato.



 Logo, o que não se pode fazer é confundir os momentos de agir assim ou assado: demolir quando é altura de construir, guerrear quando o calor da batalha já lá vai há muito e seria mais útil reerguer pontes, ferir quando é tempo de curar, calar se já é mais que tempo de pôr tudo em pratos limpos, continuar a dizer o mesmo quando é tempo de calar...ou de dizer outras coisas mais importantes.

 É tão mau querer as coisas antes do tempo devido como protelá-las demasiado, arrastá-las ou agir de forma contrária ao que a estação pede. Já se está em tempo de paz ou renovação e continua-se preso ao que lá vai; já passou a altura da hesitação, mas não se faz nada...são tantos exemplos!

Cair nesse erro crasso pode mesmo fazer com que se perca - ou se escangalhe - até o que estava escrito no céu. Quando não se dá às coisas o seu devido tempo, ou não se honra o tempo correcto para cada coisa, o tempo passa e pode nunca voltar, como a flecha atirada, a palavra dita e a oportunidade perdida. 

Como a canção diz, não há nada - ou há muito pouca coisa - tão imutável que seja insensível às danças do tempo ou ao virar das estações. Tudo tem o seu tempo e o seu modo, o resto é com cada um, que o Céu e o Universo dão os limões, mas não fazem a limonada...

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