Ontem fizeram-me essa pergunta enquanto punha em ordem parte dos meus e respondi automaticamente: "quando não prestam".
E é a pura verdade, pois além de "quantos sapatos tem?" ser uma pergunta bastante atrevida para se fazer a uma rapariga e a que é difícil responder, o excesso - ou não - varia consoante o espaço disponível, as necessidades, gostos, hábitos, estilo de vida e orçamento de cada uma.
Assim, "quando não prestam" é o melhor critério. Já se sabe que há vários tipos de sapatos na vida de uma mulher, aqueles que é sensato ter sempre à mão ou comprar com mais frequência, os que permitem caminhar sem estragar bons momentos e os que são à prova de erro quando se trata de favorecer a figura. O que não nos faz felizes não deve ter lugar, nem os sapatos que cronicamente magoam. Tal como as pessoas que só causam aborrecimentos por muito elegantes que sejam, devem sair de cena para não voltar, ainda que isso cause uma certa pena...
Logo ao calçado - como a tantas áreas da vida - pode aplicar-se esta máxima infantil, mas eficaz: não presta. E se não presta e está a ocupar um espaço que faz falta para tantas outras coisas, guardar para quê?

