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Thursday, October 22, 2015

Senza una donna


Por norma não aprecio textos deste estilo, partilhados ao acaso no Facebook - ou são cheios de lamechice, ou de lamuria estilo "raposa que não foi às uvas". Mas este, que me chamou a atenção nem sei porquê e do qual nem conheço a autora, está muito bem apanhado: curto, incisivo, spot on. Eu não descreveria melhor o que uma mulher sente quando se cansa de vez:

Quando nós gritamos e reclamamos, vocês significam muito para nós (...) . Quando nós nos vamos começando a calar, vocês estão a deixar de significar seja o que for, estão a tornar-se num “tanto faz”. Aquele (...) dia em que finalmente nos cansámos (...) foi aquele dia como podia ter sido outro qualquer, porque todos os dias ao vosso lado se tornaram iguais.

A sensação de "já nem vale a pena gastar latim" sobre assuntos que antes tiravam uma pessoa do sério, que davam vontade de discutir e dissecar;  o tédio de saber que já não há nada de bom, nem de entusiasmante ou de novo a esperar da pessoa, só mais do mesmo; em suma, o modo "o que não tem remédio, remediado está", que é assim um sentimento anestesiante e entorpecedor, logo permite afastar-se sem grande tragédia. 



Acho que todas as mulheres já passaram, ou viram alguém próximo passar, por uma dessas relações em que a namorada ou esposa se torna um bonito brinquedo. Uma boneca que vai estar sempre ali, haja o que houver, pronta a ser ligada quando lembra e alvo de todas as judiarias infantis. E quando o "brinquedo" - fartinho de avisar que as pilhas estão a ficar gastas-  sai de cena, é uma admiração, uma estupefacção, uma afronta, e "o que é que eu fiz?" como se ninguém tivesse dito nada...







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