Recomenda-se:

Netscope

Monday, November 23, 2015

21 coisas que só uma rapariga tradicional entende

Bota de elástico? Old fashioned? Amiguinha do vintage? Careta? Conservadora? Tudo isso, com muita honra. Mas nem tudo são rosas na vida de uma rapariga à moda antiga...



1- Nos transportes públicos, ser a única a dar o seu lugar a uma pessoa idosa/grávida/freira/ senhor de muletas. Às vezes segue-se uma breve conversa com a tal pessoa, que diz para quem quer ouvir "já ninguém é bem educado hoje em dia" e tudo à volta com cara de caso.



2- Não conseguir conter uma  cara de tacho quando conhecidos seus tratam os filhos por "principezinhos e princesas" mas depois os educam como uns selvagens.  E pensar "no meu tempo" as crianças eram para ser vistas, mas ouvidas? Nem tanto



3- Não compreenderem a sua repulsa pela última "it bag", nem o seu fascínio por um vestido "velho" (na realidade, é brocado veneziano e vai ficar fabuloso depois de uma visita à costureira) ou um casaco que cheira a naftalina (é um Givenchy vintage).



4- Cair ou escorregar com grande aparato, magoar-se bastante, não dizer ai nem ui, levantar-se toda tonta mas com o ar mais sereno deste mundo e dizerem-lhe "você não existe! Se fosse eu a dar uma queda dessas, já tinha dito para aqui..." *inserir palavrões dos feios*. Isto de ter auto domínio...



5- Não ter paciência para "sessões de meditação e regressão de vidas passadas" e achar isso exótico e esquisito; preferir ir à Igreja e rezar o Rosário como os seus avoengos sempre foram e os outros acharem isso esquisito, exótico, uma seca e chamarem-lhe "papa Missas". O que não faz sentido, porque o que você faz sempre é menos demorado. E mal por mal, antes retirar-se para um convento limpinho ao pé da porta do que encher-se de lama, germes e parasitas num ashram remoto e imundo nos confins da Índia. 



6- Fazerem-lhe provocações e negaças, você ficar muda como uma estátua, dar o seu melhor olhar de desprezo e virar costas como a sua avozinha lhe ensinou, e ainda ser apelidada de "peneirenta", "princesa" ou pior, Senhora Dona Lady.




7- Ouvir muitas vezes "ninguém diria que és tão simpática! É que tens um ar tão sério!". Um  ponto pela sinceridade (ou será elogio envenenado?). É assim uma surpresa tão grande para toda a gente que tenha um seu lado mais divertido - que goste de dançar e contar piadas e essas coisas, como todo o mundo?



8- Sentir-se desconsiderada se um pretendente em potencial a convida sem a devida antecedência (olhe o respeito, menino!)...e o rapaz, como está habituado a raparigas mais modernas, não perceber o que raio fez de errado.



9- Ficar arreliada por chamarem "dondocas" e "mentes desperdiçadas" às donas de casa. Principalmente se não lhe faz impressão ser uma, pelo menos de vez em quando. A sua avó foi e era feliz, certo? A full time ou part time, com ou sem ajuda de pessoal especializado, o trabalho de casa nunca está feito, tem muito que se lhe diga e quem diz o contrário é preguiçosa. Ora toma.



10- As manicuras ficam todas tristes consigo, porque não as deixa fazerem-lhe macacadas nas unhas. Isto se não passou a pintar em casa, porque realmente não compensa perder tempo para pôr um verniz tranparente, porcelana, encarnado ou rouge noir, mais coisa menos coisa.



11- Sentir muitas vezes que a frase "já não há homens!" se aplica cada vez mais.




12- Saber que "dar-se ao respeito" é meio caminho andado para afugentar pretendentes que não prestam. E o mesmo se aplica a dizer coisas ajuizadas, mas que soam super antiquadas (e.g: "o namoro deve ser uma preparação para o casamento", "tenho de me despachar porque fiquei de ir com a avó à igreja", etc, etc) de propósito, só para se divertir com a cara deles. Depois começar a contar os segundos que demoram a pôr-se a andar. Viva a filtragem! (Se algum ficar depois de ouvir isso, das duas uma: ou é parecido consigo, ou é maluquinho ou gosta mesmo de si e vale a pena, ou tudo junto).




13- Por outro lado, comprovar que uma toilette discreta faz mais sucesso do que os "não-vestidos" que muitas mulheres usam, competindo para ver quem está menos vestida. O mistério tem um grande atractivo.



14- Detestar falar de dinheiro, porque lhe ensinaram sempre que isso é vulgar e de mau gosto. O que não dá jeito nenhum em certas situações em que é preciso discutir o vil metal.



15- Esperarem de si um comportamento invariavelmente exemplar, e cair o Carmo e a Trindade se por acaso prevarica. Perfeito o tempo todo, só o Terminator. E olhem lá.



16- As pessoas mais desbocadas têm medo de estar ao pé de si, não vá sair-lhes algum disparate (vulgo palavrão ou dito brejeiro). Chama-se a isso impor o terror silencioso.




17- Começar muitas frases por " como a avó dizia sempre..." ou, perante uma dúvida "o que é que a minha bisavó super sensata faria nesta situação?"



18- Ficar verde se lhe sugerem algo a tender para o demasiado revelador numa loja (ou se uma costureira tem a bela ideia de propor subir demasiado as bainhas) dizendo "é magrinha, tudo lhe fica bem" ou pior "aproveite enquanto é jovem, o que é bonito é para se ver, etc". Urticária.






19- Não se incomodar com serigaitas, porque a sua tia sempre lhe martelou que uma senhora só vê e ouve aquilo que quer, e de resto seria ridículo ter ciúmes de seres de outra dimensão; mas ter-lhes uma terrível alergia social, como há quem tenha aos ácaros e assim. 



20- Não compreender como há gente que fica amicíssima dos seus imensos ex, como se nada fosse, à moda das séries americanas.



21-Ter alergia ao poliéster - ou a tudo o que é perecível, de má qualidade, vulgar e descartável como o poliéster. Seja nos bens materiais ou em coisas menos tangíveis, como as companhias, os valores de base, a palavra de honra... 
A culpa não é sua se prefere o que é valioso, natural, durável e genuíno.




No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...