“If it feels wrong, it probably looks right".
Discordo e concordo ao mesmo tempo. Um conselho de Leandra Medine deve ser tomado com humor e um grão de sal, já que a auto-intitulada "repelente de homens" (que por acaso casou muito bem) é conhecida por fazer escolhas que não são aconselháveis à comum das mortais, por vezes mais "interessantes" do que bonitas ou correctas. Faz parte do seu encanto, mas não é para todas!
Se um outfit dá a sensação de que algo está "errado" por parecer que engorda/dá um ar desleixado/desengonçado/vulgar, é porque provavelmente está. Quem já tem um sentido treinado dos materiais, do fitting e das proporções deve confiar nele.
Porém, se essa desconfiança advém de usar cores/formatos/padrões cujo único "defeito"é fugirem à sua norma ou serem um nadinha mais chamativos, desde que dentro do bom senso, porque não? Mesmo o estilo mais intemporal ganha com pequenas inovações, mas às vezes a timidez ou a preguiça levam a melhor. Nesse caso, as ideias impulsivas podem ajudar a descobrir novas avenidas de estilo.
Encaremos as modas & elegâncias com um sorriso, sem levar tudo super a sério!
Se não resultar, é apenas roupa...basta não repetir a combinação e pronto. Certa vez arrisquei usar uma camisola num azul forte, de mangas amplas, e detestei. A cor não me ia bem e provocava-me mesmo dores de cabeça (além de eu, conhecendo-me, saber que devo evitar malhas com formatos "exóticos" porque não se seguram impecavelmente no lugar). Tive de parar para comprar a primeira camisola de caxemira justa, preta e de gola alta que me apareceu e aquele monstro das bolachas azulão foi no saco de doações seguinte.
Felizmente, isto acontece pouco!
Mas há dias apeteceu-me usar os meus botins encarnados com uma camisola de breton stripes (e mais algum detalhe que não me ocorre agora) e senti-me lindamente. Até porque nem sempre temos a mesma disposição...há dias em que estamos mais receptivas a coisas diferentes, noutros queremos sentir-nos seguras. Há que ouvir o instinto.
Apenas uma ressalva: NUNCA, por nunca ser, inventar "novidades" num dia em que é imperativo estar segura de si, como uma festa importante, encontro decisivo, apresentação stressante, etc. Vi isso acontecer demasiadas vezes, vezes suficientes para saber que não é boa ideia...


