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Saturday, November 21, 2015

Oh Adele, que desilusão. E pimenta na língua?


Não é que eu seja uma grande fã de Adele, musicalmente falando: reconheço-lhe a boa voz e gosto de algumas canções suas (embora me arreliasse imenso o Someone like you sempre a passar, mas isso é culpa das playlists e não dela). 

Acima de tudo, sempre a achei muito bonita, com uns olhos incríveis e muito bom gosto para vestir de acordo com a sua silhueta. Ela nunca escondeu que gostava de si tal como era, mais quilo menos quilo - e que assim como assim tanto lhe fazia porque é uma artista séria, logo o seu sucesso não depende de andar por aí em trapinhos a tender para o vulgar, a expor sem necessidade aquilo que Deus deu. Nisso, à semelhança de Lana Del Rey (e essa bem mais magrinha, logo ser modesta e elegante é coisa que independe do tamanho) Adele marcava a diferença. Era uma excepção com alguma classe num star system que cada vez dá piores exemplos.

Mas eis que no melhor pano cai a nódoa e a cantora, a propósito do seu novo trabalho e de algo que até tem todo o sentido (explicar aos fãs que às vezes está contente como todo o mundo, logo não pode só escrever cantigas de fazer chorar as pedras) se sai com a palavra F*** a torto e a direito, de forma absolutamente gratuita, conta a Harper´s Bazaar

Assim, estilo Keira Knightley (outra que eu admirava até se sair com tiradas semelhantes). Sinceramente - já aqui o disse por estes dias, uma Senhora até pode usar uma palavra mais forte uma vez por outra, mas tudo tem o seu contexto e medida. E decerto, não em entrevistas. Nem naquela quantidade, que até parecia uma metralhadora de palavrões.



Depois, zás- embora de forma muito moderada, toda pela simples igualdade de direitos (creio eu) declara-se feminista. É por isso que embirro com a palavra: além de se ter tornado "obrigatória", estraga sempre tudo. Na cabeça destas meninas (bonitas, bem sucedidas e inteligentes, ou não teriam chegado onde chegaram) a igualdade de direitos impõe copiar os homens, agir como os homens, principalmente naquilo que eles fazem de pior... em vez do dever de, na sua condição de mulheres de bom senso, serem um bom exemplo para eles. Lá dizia o ditado africano, a civilização de uma sociedade depende muito da moral das suas mulheres.

Se eles nos vêem a agir assim, sentem-se o direito de se dirigir a nós nesses termos, de falar à nossa frente nesses termos, de atirar com a palavra F*** ou coisas piores caso estejam irritados, contrariados, ou por simples carolice/mau hábito. Perdem todo o respeito que deviam ter ao sexo oposto, todas são tratadas pela mesma péssima medida... e quem poderá censurá-los?

De uma Nicki Minaj ainda se espera essa sem noção, mas não de uma Adele. O que vem reforçar uma ideia: não basta vestir com elegância e aparentar ser uma Senhora. É necessário pôr isso em prática todos os dias, nas mais pequenas coisas e na medida do possível, agir como se todo o mundo estivesse a ver. O que no caso de Adele, nem é difícil. 

O que esta menina precisava era do método da avozinha: pimenta na língua, daquela bem picante, para não tornar a fazer outra. Que desgosto!

1 comment:

Carla Santos Alves said...

Nao basta sê—lo, também há que parece—lo.

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