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Wednesday, November 25, 2015

Quando as "avozinhas" dão dicas de estilo


A quem quer aprender, as senhoras mais velhas podem transmitir excelentes noções de estilo intemporal. A maioria de nós terá recebido boas influências das mulheres da  família (mães e avós, sogras, tias) e ter algumas dessas senhoras como referência. 

A avó T. deixou-me uns quantos mantras difíceis de esquecer: uma pele luminosa é o mais importante...um bâton cor de carne (nude) fica sempre bonito...os tons creme e bege dão boa cara...uma carteira só vale a pena se for boa e de preferência, em pele...os vestidos largueirões são de evitar, ou convém pôr-lhes um cinto! Já a avó C. martelou-me a máxima "em termos de beleza, nunca devemos querer ser muito diferentes daquilo que Deus nos deu!". 

E ambas insistiam muito na frase: "cabelo demasiado curto e/ou sem volume, jamais!".



 Depois, há as tias: a tia G., que sempre foi glamourosa e me ensinou o impacto de um bom casaco de peles (tive porque tive de arranjar um casaco em pelo branco, eu que até sou toda pela simplicidade, porque adorava ver-lhe o dela quando era pequena; achava aquilo mágico) a tia C.,que era uma boneca nos anos 50; ou a tia S., que não conheci mas tocava piano lindamente e segundo dizem, andava sempre arranjada na perfeição. Todas estas figuras femininas fazem parte do imaginário individual e moldam inevitavelmente a forma como percebemos a moda, o estilo e a beleza. Depois, há aquelas senhoras amigas da velha guarda, que nos fazem querer ser como elas - ou as "avós" super cuidadas que vemos na rua e na Igreja, com os seus agasalhos admiravelmente feitos, os seus acessórios de um luxo sem tempo (aos Domingos costumo cruzar-me com um elegantíssimo e simpático casal nos seus 80, sempre agarradinhos e ela muito vaidosa, com uma velha Chanel 2:55 que é um amor).



As avós conhecem melhor do que as consumidoras mais novas a verdadeira qualidade, o styling correcto, o real significado do luxo e da elegância, porque viveram tempos menos permissivos, menos frenéticos e menos consumistas, em que era suposto haver um lugar e ocasião para tudo, em que as coisas eram feitas para durar.


Por isso, achei um encanto este artigo :"Lições de estilo da minha vizinha de 92 anos".

A autora, que tem a sabedoria de não achar que os jovens sabem tudo, falou com a senhora da porta ao lado, uma ex-executiva de Wall Street que mantém uma activa vida social e conserva o espírito jovem, adivinhem como? Entretendo-se imenso com as suas roupas, antecipando o próximo jantar com amigos, planeando algumas toilettes com antecedência, etc. Quem não gostaria de chegar a essa idade e continuar a divertir-se com a moda, como se o tempo fosse só uma piada? Acho uma terapia excelente.

E alguns dos seus conselhos são spot on

- Nunca subestime o poder de um fato/ tailleur, que se pode usar de forma casual ou sofisticada (ideias para isso aqui);

- É melhor investir do que simplesmente "comprar" (evitar a roupa declaradamente "baratuxa" e procurar sempre a qualidade);

- Ter SEMPRE algo elegante no armário para as situações que pedem traje social;

- Uns bons saltos podem fazer toda a diferença (escolhendo os saltos certos para si, claro);

- Faça limpezas regulares ao armário, e livre-se do que não lhe serve. Se não cabe na roupa (ou lhe sobra tecido) guardá-la para quê?

- Os sapatos devem combinar com as calças (nota: porque assim alongará as pernas!)

- Peças lisas e coloridas são mais clássicas do que padrões espampanantes.


A avós, como as mães, têm sempre razão...








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