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Wednesday, November 18, 2015

Querem ver que já não se pode brincar com nada?



Definitivamente, a doença do politicamente correcto continua a galopar por aí, sem que ninguém faça nada, a pôr bolor nas mentes, a lançar o terror de dizer alguma coisa que ofenda.

Desta feita, a indignação é com dois livros para crianças ,"Piadas sobre Meninos" e "Piadas sobre Meninas" com insultos patetas para os pequenos dirigirem às pequenas e vice versa. Do género de boca que nos livros do Calvin & Hobbes o Calvin dizia à Suzy, quando ainda se podia brincar saudavelmente com as coisas, vulgo: como se chama uma menina com meio cérebro? Sobredotada! ou "o que é que os rapazes e o muco têm em comum? Ambos incomodam e são pegajosos".



Os livrinhos podem pecar por serem um pouco parvos ou no limite, sem interesse. Há de facto coisas mais construtivas, edificantes e com mais sentido de humor para as crianças lerem. Mas mal por mal, antes dizerem piadas destas no recreio uns aos outros do que palavrões (e toda a gente sabe que há crianças que os dizem, dos feios).

Mas não- aqui d´El Rei que é machista e perpetua os estereótipos de género - sempre a porcaria do género, senhores! - e os livritos foram retirados pela editora com mil pedidos de desculpas, como se fossem uma mistura do Mein Kampf com a Bíblia Satânica e o Necronomicon, o verdadeiro.



Não sei se isto me aborrece mais pela utopia de tais idealismos (todos sabemos que homens e mulheres embirram uns com os outros desde a infância, que os rapazes puxam o cabelo às raparigas e elas se vingam correndo atrás deles a ameaçar tareias de criar bicho sem medo de levar o troco porque numa menina não se bate nem com uma flor e depois lá se entendem a pesar das eternas guerras de alecrim e manjerona; sem isso nem tinha graça) se pela futilidade e bacoquice da coisa, se por causa da obsessão com uma igualdade de comportamento irrelevante e ridícula. 

Porque o que agora é considerado lindo são livros para crianças em que se trata a mãe sem cerimónia e se sopra a sopa, ou livros sobre como usar a retrete com a dita cuja incorporada e coisas mais gráficas, ou sobre um casal ser tão equalitário que anuncia "estamos grávidos" e um homem ser tão mariquinhas que se sente "grávido". 

 E isso sim, dá desgosto a uma mãe.

 Que um filho chegue a casa a dizer "o que são doze meninas em fila? um túnel de vento!" anda é como o outro. É sinal que é um rapaz saudável e que começa a reparar no sexo oposto. Mas ele que pergunte "quando é que a mãe e o pai ficam grávidos para eu ter um irmãozinho?" e é caso para a mulher mais serena ter o primeiro fanico de uma vida até hoje isenta disso e para o atrevido marchar, não; girar dali para o colégio interno mais rigoroso que houver nas redondezas. Vade retro, satana.



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