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Friday, November 27, 2015

Só cá faltava mais esta: bater palmas é "opressor"


Qualquer alma artística que alguma vez tenha pisado um palco ou falado em público, sabe que não há nada tão caloroso como uma grande ovação. Palmas significam que se comunicou realmente com a plateia; que se ganhou o apoio da dita: que toda a gente in the house está a passar um bocado agradável; trazem aquela sensação de alívio "uffff, saí-me bem". É de bom tom aplaudir quem se apresentou e - conforme o local e a situação- eventualmente fazê-lo de pé, atirar um "Bravo!" ou flores, fazer luzinhas com um isqueiro (num concerto de rock, por exemplo), etc, etc.

É claro que senhoras podem contribuir mais discretamente para a salva de palmas, que não convém magoar as mãos nem fazer figuras, mas...desde que sem exageros nem histerias e respeitando o ambiente em que se está (não se fica solenemente quieto num festival de heavy metal nem se faz mosh na Ópera, como é óbvio) palmas para quem cantou, representou, etc....são bem vindas em toda a parte menos dentro da Igreja

Que curiosamente, porque estamos no fim dos tempos, é precisamente o local onde muita gente, até com obrigação para mais, acha que pode aplaudir (não seria adequado detalhar, mas podem esclarecer o assunto aqui).

Mas fora isso, toda a gente gosta de receber palmas e aplaudir quem teve uma boa prestação, certo? Errado! E errado porquê, Sissi, pergunta quem ainda não teve acesso às mesmas notícias que esta vossa amiga teve a pouca sorte de ler?




Porque - repito- meus caros, estamos no fim dos tempos. Porque a ridicularia, a futilidade, a histeria new age e a falta de noção é tanta que só pode ser um sinal de que mais dia menos dia temos o fim do mundo e a barraca armada, ou o fim do mundo em cuecas e "ciroilas", como se diz na minha terra. E em verdade vos digo que se o Apocalipse for conforme o Livro e vier para pôr termo a tanto disparate junto eu cá estou por tudo, seja o que Deus quiser.

 De acordo com o Washington Timesumas mentes politicamente correctas numa conferência feminista e liberal (what else?) entenderam que bater palminhas é agressivo, machista, sexista (claro!) e gera ansiedade. E parece que tal lembrança partiu de um grupo de estudantes de Oxford. Até veio um terapeuta qualquer dizer que isso tem fundamento, logo, a bem da harmonia na sala, foi pedido que a assistência manifestasse a sua aprovação...dando estalinhos com os dedos



Isto de modo a não ofender nem causar fanicos, chiliques e piripaques em nenhuma pata choca (ou pato choco) que estivesse presente. Pior ainda, estão a tentar lançar a modinha. Eu ainda sou do tempo em que agressivo era atirar tomates e ovos podres para o palco e um artista/político sobrevivia, que um artista tem de ter arcabouço e costas largas. Anda tudo muito sensível!

Daqui, concluo duas coisas: primeiro, que há gente com muito tempo livre nas mãos (passe o trocadilho) e cujas preocupações são muito pouco relevantes; as mulheres que realmente enfrentam dramas graves em países bom,...complicados não
 podiam importar-se menos com a forma como se aplaude. Quanto às mulheres que são vítimas de violência nas nações ditas civilizadas e evoluídas, também essas com causas a sério para sofrer de ansiedade, às tantas preferiam que os agressores batessem palmas num concerto do Justin Bieber ou da Lady Gaga até lhes doer as mãos do que ter a lei por eles, ou quase, a permitir-lhes usar as mãos para coisas piores. 

Segundo, que se a tendência entra em voga estou bem arranjada. É que nunca soube estalar os dedos...já tentei mas não sou capaz, nem quando em pequena queria imitar a Cleópatra do filme do Asterix...







1 comment:

redonda said...

Também não sei dar estalinhos com os dedos :(

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