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Sunday, December 6, 2015

8 *pequenas* razões para muita gente não ter o estilo ideal (e como lhes dar a volta)


Há pessoas que fazem gosto em vestir bem, prezam a elegância e até não lhes falta sentido estético, mas...o resultado nunca é tão polido, favorecedor ou expressivo como gostariam. Esse "bocadinho a mais" pode estar ausente devido a 8 problemazinhos fáceis de identificar. Ora vejamos: 


1- Não conhece bem o conteúdo do seu armário




Para ter um guarda roupa completo e elegante, é preciso conhecer-se a si mesma (gostos, silhueta) e sobretudo, as próprias necessidades- por exemplo, quem vai regularmente a eventos precisará de mais peças adequadas a traje social do que quem eventualmente assiste a um ou dois casamentos e baptizados por ano. É necessário comprar de acordo com aquilo que usa mais. Mas mesmo quem tem tudo isto em atenção, precisa de estar em contacto regular com o conteúdo do seu armário. Se, digamos, criou o bom hábito de usar um "uniforme" com frequência (e.g:  skinny pretas+ um top básico + blazer +saltos) convém que conheça bem cada blazer e cada par de calças que tem em casa, que saiba como cada um lhe assenta e se cada exemplar está pronto a usar ou se pelo contrário, lhe falta um botão, etc.  

Em 3 casacos semelhantes da mesma cor, um pode ser o "justinho que dá com tudo", outro "o de corte masculino", um ser mais curto e adequado a vestidos, enquanto o do cabide ao lado, mais longo, fica melhor com calças cigarrette ou jeans. De nada vale ter muitas peças do estilo que aprecia se não sabe exactamente a utilidade de cada uma.


2- Tem alergia a agulhas e ferros de engomar



Comprar é muito tentador e algumas marcas de pronto a vestir têm evoluído na questão dos tamanhos, mas os velhos hábitos continuam a marcar pontos e o fitting é tudo: umas calças da Mango parecerão muito mais luxuosas se ajustar as bainhas à medida e levarem um pontinho aqui e ali, para assentarem devidamente na cintura e na zona dos joelhos. E escusado será dizer que nenhum achado, seja vintage ou nos saldos, valerá a pena se não servir devidamente. Faz-se melhor figura num tailleur da H&M que veste impecavelmene do que num Chanel que está largo, curto ou comprido onde não devia. 

Ao investir numa peça, seja qual for o preço, convém pensar nuns cobres extra para lhe dar aquele "toque mágico". O mesmo vale para engomar, limpar a seco ou passar a vapor: roupa bem tratada parece sempre mais bonita e dispendiosa. Não é por acaso que os italianos passam tudo a ferro, até as t-shirts e jeans: consideram esse um hábito essencial para a "bella figura".

3- Arrisca demais...ou de menos



Nas modas e elegâncias, como nos investimentos, há que pensar em riscos calculados: se as suas toilettes lhe parecem aborrecidas e sempre iguais, é porque provavelmente são: tentar uns sapatos diferentes, usar o statement coat de peles que herdou da sua tia Capitolina sobre os jeans e a camisa do costume ou inspirar-se nos street styles da vida para introduzir pequenas inovações nos seus coordenados não mata ninguém. Mas se pelo contrário, antes de sair pensa "será que dou nas vistas?" ou lhe parece que o seu visual tem demasiada informação, então aplique-se a máxima "less is more".

4- Descuida os acessórios...ou abusa deles



Os acessórios são como os temperos na culinária e os ciúmes num relacionamento: em pequenas doses e estrategicamente aplicados, dão cor e sabor a um visual. Em excesso, tiram-lhe a expressividade, vulgarizam e poluem. Para os usar na medida certa, convém pensar em termos utilitários: se o clima já obriga a usar um bonito cachecol, tem o seu anel de estimação e uma carteira de que gosta, não precisa de mais nada. Mas caso tenha optado por um look "modelo à paisana" preto dos pés à cabeça, se calhar uma pulseira já fará falta.

5- Vai pelos "lindos olhos"



As roupas, como as pessoas e os livros, têm de ter conteúdo: se um formato é bonito mas o material não presta ou o corte é menos que sofrível, é melhor não arriscar. Uma peça pode ser barata, mas não convém que o pareça. Haverá outras ocasiões de ter um modelo parecido num tecido decente e que sirva como imaginou.


6- É muito poupadinha...ou demasiado exigente



Já falámos nisto vezes sem conta: há o barato bom e o barato que sai caro;  há o luxuoso que compensa o investimento (pela raridade, qualidade dos tecidos) e o caro que só vale pela etiqueta. Misturar e recorrer ao hi-lo fashion dá carácter a um visual, desde que saiba onde deve gastar mais e onde uma peça acessível presta o mesmo serviço.


7- Crises de identidade



Ou porque ainda não encontrou o estilo que comunica ao mundo a sua personalidade ou que mais lhe convém, ou por insegurança, ou porque engordou/emagreceu/teve bebé/mudou de estilo de vida/etc, muita gente perde o gosto por se vestir bem ou, numa tentativa desesperada de andar apresentável, copia chapa-4 o look de determinada amiga ou celebridade. Em casos assim, convém respirar fundo e abastecer-se de peças neutras, que cumpram uma única função: assentar impecavelmente. Assim terá uma tela em branco (e preto, azul marinho, nude...) para trabalhar. Partindo daí, convém ler e investigar referências (ícones de estilo, épocas, filmes) e integrar coisas novas, baseando-se em dois critérios: "é-me util?" e "gosto MESMO disto?".


8- Dúvidas quanto ao tamanho e silhueta



Sem vestir as proporções correctas, nem a figura mais elegante, o corpo mais perfeito, se favorecerá a 100%. Há que ser absolutamente honesta e identificar (possivelmente recorrendo a um stylist capaz) o seu tipo de corpo, cingindo-se aos cortes, bainhas e modelos que lhe assentam melhor. Assim não cometerá erros. Igualmente importante é não ter complexos quanto ao tamanho que vem na etiqueta: um 40 na Dolce & Gabbana pode ser um 36 da Zara, e há numerações ainda mais misteriosas; por isso importe-se apenas com a forma como lhe cai, corte o número (que assim como assim ninguém vê, right?)  com uma tesourinha se isso lhe faz confusão e vá ser feliz. O mantra " tem de ser o 34 porque sempre vesti o 34" é a causa de muita roupa que assenta mal e de muita lamuria inútil quanto ao sistema de tamanhos das marcas. Mas o que interessa de facto é estar bem vestida, certo?


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