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Thursday, December 31, 2015

A mania de dificultar TUDO. Só porque sim.


Sabem aquele filme do Jim Carrey em que ele quase acaba maluquinho ao tomar à letra as ideias de um guru que o ensina a ser mais positivo, a estar aberto à vida e a dizer "sim" em vez de fazer cara feia a tudo?

Bom, eu não acredito lá muito em patacoadas new age que juram que TUDO, rigorosamente tudo o que nos acontece de mau, desde a falta de oportunidades às maleitas passando por escorregar numa casca de banana ao sair de casa é responsabilidade nossa (ou como "eles" gostam de dizer, "co-criação"), assim como também não compro a ideia oposta de que todos os males vêem dos astros, dos espíritos desencarnados, de macumbas ou de embirração divina. No meio é que está a virtude ou como dizem os americanos, crê como se tudo dependesse de Deus, trabalha como se tudo dependesse de ti.

Mas há pessoas, até bem intencionadas e adoráveis, que realmente são muito negativinhas. Até parece que gostam de complicar por hábito, de propósito, porque é mais confortável assim. 

Tudo lhes parece uma molhada de brócolos e fazem questão de colocar entraves ainda uma ideia mal foi verbalizada. E palavra de honra, isso reflecte-se na vida delas, que acaba por andar sempre no mesmo chove-não-molha. "Vamos jantar com fulano e beltrano?" - NÃO! NÃO QUERO SAIR DE CASA QUE TENHO MUITO QUE FAZER! (mas se não chegar a sair, provavelmente acaba por não adiantar nada na mesma) . Se há um passeio projectado mas ameaça chuva, ai que bela desculpa para cancelar tudo. Manter planos é um problema para estas almas, mas calma: as mudanças também lhes fazem confusão, porque até mudar para melhor significa dizer "sim" a alguma coisa, estar receptivo ao que quer que seja. Por isso preferem agarrar-se a um objectivo velho e que não dá em nada, complicar a mudança alheia se for preciso, só para ser do contra. E isto nas questões grandes e pequenas, familiares, profissionais, amorosas, de lazer, de negócios. 

É tudo não, tudo não, tudo não. E depois esperam que a vida lhes ofereça o que quer que seja? É que acreditando ou não nisto, há-de haver uma lei da física que diga, lógica e racionalmente, que nada entra numa porta constantemente trancada ...a não ser que a sucessão de acontecimentos sucessivamente barrados acabe por acumular e abrir caminho à martelada, pois é impossível que a vida fique eternamente na mesma.

Ser receptivo, ter alguma abertura e flexibilidade, um nadinha de sentido de aventura, levar os planos até ao fim e não complicar for the sake of complicating parece-me condição essencial para criar, receber ou activar algumas coisas, para que haja movimento na existência. Mas que sei eu, que não sou guru nem quero...

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