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Thursday, December 10, 2015

A superioridade de usar bâton encarnado




Já há tempos que andava para comentar este texto que encontrei por aí- um interessante estudo antropológico amador, salvo seja, que dá 8 razões para as mulheres que usam bâton encarnado ( e quem diz encarnado diz laranja, camélia, cereja ou outro tom clássico) serem consideradas melhor girlfriend /wife material

Tais associações de ideias à Sherlock Holmes valem o que valem, mas sendo eu uma grande adepta não só do bold lip (foi uma alegria quando finalmente o gloss saiu de cena) mas principalmente do profiling e de dar atenção às pistas aparentemente insignificantes, achei que havia ali uns pontos de vista que não eram de desprezar.

Diz então o artigo que uma mulher segura de si o suficiente para usar bâton verdadeiro (numa cor descomplexadamente visível, desde que adequada à hora do dia) em vez de um balsamozinho, brilhinho ou nada (estas últimas são almas que nunca hei-de entender) é mais confiante e conhece melhor o seu valor. 

Primeiro, porque não está desesperada por encontrar o homem dos seus sonhos: supostamente as meninas que se apresentam muito bem arranjadas, semi vestidas para dar nas vistas, mas com lábios "naturais" têm muito medo de afastar os cavalheiros que não queiram ficar esborratados. Paradoxalmente, uma mulher que usa bâton é mais misteriosa e inatingível; não está à procura do seu príncipe encantado (ele que faça por isso, afinal para que servem os cavalos brancos?) e mesmo que dê de caras com ele, não conta dar-lhe logo tais intimidades, por isso, prescindir de uma corzinha para quê? Bem visto.

Segundo, porque está consciente do seu sex-appeal e não receia lidar com isso. Ou tem demasiada vivacidade (e um nadinha de rebeldia) para se apagar completamente, para, por mais feminina e tradicional que seja, deixar de expressar a sua opinião. 


Uma cor viva chama a atenção para o rosto, "acende" os olhos, realça o cabelo...é inegável que tem impacto. Um impacto discreto (afinal, é só bâton) mas mesmo assim exige alguma segurança.

Terceiro, porque uma mulher que o usa é uma beleza clássica, que remete para inúmeras referências da elegância de outros tempos: de pin ups como Marilyn e Rita à Rainha Isabel II, o bâton encarnado presta-se a muitas interpretações, do sexy ao mais bon chic bon genre, mas é sempre de uma elegância de outros tempos. Uma cor rica e aveludada recorda o luxo, as coisas boas e requintadas da vida. Quanto mais não seja, exige cuidado para não manchar roupas nem guardanapos - o que prova que a rapariga que o usa não é uma maria rapaz nem uma trapalhona.

E por fim - este foi o argumento que arrumou tudo -a mulher que pinta os lábios à séria não tem medo de se comprometer num mundo que cada vez é menos amiguinho de compromissos. Usar bâton é o supremo compromisso cosmético, porque não se retira facilmente. Deixa marca. É preciso removê-lo com cuidado. Numa época em que as relações "líquidas" e a promiscuidade são a norma, em que a palavra de honra já não existe ou vale muito pouco, não admira que tantas mulheres, cada vez mais mais masculinizadas ou com receio da sua feminilidade, se abstenham do encarnado.Quem se atreve a usá-lo, sabe que não há volta a dar: terá de o suportar durante todo o dia. É uma rapariga decidida e de palavra, consciente da sua vontade e capaz de dar o peito às balas.

Junto os meus two cents aos da autora, não sei o que pensais vós...






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