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Monday, December 7, 2015

Andrea Corr: a verdadeira beleza dificilmente desbota


Um artigo sobre as pessoas mais belas da Irlanda lembrou-me de Andrea Corr, da famosa banda dos anos 90 que - apesar de eu preferir música irlandesa em estado mais puro-teve álbuns que ainda se ouvem bem de fio a pavio.

 A vocalista do grupo de maninhos que misturava a sonoridade celta ao pop sempre foi uma linda irish lass, mas de um encanto suave como o da sua voz (que sendo competente, nunca foi a de uma soprano irlandesa como Lisa Kelly nem um vozeirão de uma deusa do easy listening como, por exemplo, Chistina Aguilera). Uma beleza discreta de traços correctos, cabelo tão naturalmente preto como só uma irlandesa pode ter e pele de porcelana. Todas as irmãs davam nas vistas pela formosura do conjunto mas Andrea era constantemente elogiada pelos media apesar de nunca ter caído na sensualidade óbvia - porque quem é mesmo bonita não precisa disso, claro.



 Ela tinha classe... e classe e beleza são duas coisas que *infelizmente* nem sempre caminham juntas.

Nos últimos tempos a cantora, de 41 anos, decidiu desaparecer um pouco mais do olhar público, apesar de ter lançado um álbum a solo. E a razão é das mais nobres: casou bem, tem o marido perfeito e quer dedicar-se a ser esposa e mãe de dois pequenos adoráveis, fazendo o que compete a qualquer verdadeira Senhora dotada de talento artístico: cantar só e apenas quando lhe der na gana, fazendo música genuína e inspirada nos intervalos que criar uma família lhe deixa.  



Afirmava então o  Irish Central que o passar dos anos não beliscou nem um bocadinho a pulcritude de Andrea e eu fui confirmar: lá continua formosa e esguia, com a pele luminosa e a carinha laroca de sempre, mesmo de esperanças e sem maquilhagem, vide esta imagem de há dois anos:



A alegria e serenidade de ser amada contribuíram decerto para isso (não há melhor tratamento de beleza do que o verdadeiro amor e uma vida tranquila; já a avó me dizia que "se vê no rosto de uma mulher a forma como o marido a trata"). E os cuidados (entre os quais fugir do sol, algo que ela obviamente fará) também ajudam a boa genética a manifestar-se passem os anos que passarem.

Porém,  o maior motivo para se conservar mais ou menos na mesma (como Julianne Moore, Monica Bellucci e outras beldades)  prende-se com o facto de a verdadeira formosura, a que se transmite à descendência e fica para a posteridade, não depender tanto da exuberância nem da frescura da primeira juventude.  Depende dos traços finos, da delicadeza e harmonia da silhueta, das formas, da elegância, das proporções. Isso não se desvanece, salvo por descuido completo ou algum problema de saúde sério, pois faz parte da própria estrutura física e apoia-se na elegância interior.



Ou seja, até aos early twenties qualquer jovem remotamente apresentável e minimamente esbelta -ainda que não tenha uma cara capaz de lançar uma armada nem uma figura de Afrodite - passa por atraente desde que se enfeite. O cabelo comprido, a maquilhagem, as roupas espampanantes e a energia característica da idade acrescentam muitos pontos, disfarçam muita coisa. Mas passados alguns anos, perdidos os resquícios da adolescência, com as responsabilidades, as arrelias, algum desleixo e as noites mal dormidas inerentes à vida adulta, o viço desaparece, revelando uma pele menos boa ou precocemente marcada, uns traços vulgares, uma figura banal. Diz-se então "coitada, está muito estragada...perdeu-se, descuidou-se, era tão engraçadinha"...mas o mais certo era Vénus não lhe ter sido muito propícia para começar.

Do mesmo modo, diz-se das mulheres que "se conservaram": qual será o segredo? No entanto, trata-se apenas de a beleza, quando é genuína, não ser tão efémera como alguns gostam de dizer...



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