Tuesday, December 8, 2015
Brilhante conclusão de ontem: contra pestes, nem viajando no tempo
Estava-se ontem ao serão a cozinhar com a TV ligada a pasmar só porque sim para Sleepy Hollow (sinceramente, acho que a história - aliás baseada numa verdadeira lenda local, contou-me uma pessoa que era dessas bandas- é fantástica mas é daquelas que funcionam em filme, faz-se uma vez e está feito; em série não resulta) e as personagens, por culpa de um feitiço, vão parar ao século XVIII.
E eu, que sempre fui fascinada por viagens no tempo (por mim ia passar férias a outras épocas, como já vos contei) lembrei-me de dizer: "não seria bom poder pegar nas pessoas aborrecidas e mandá-las para o passado, onde não maçassem ninguém?".
Pois sim, cortaram-me logo o brilhante raciocínio com um "irra, não! Haviam de arranjar maneira de dar cabo do futuro!".
E é verdade. Pensem na pessoa mais incómoda e malvada que conhecem. Agora imaginem que a enviavam para uma época mais recuada, achando que longe da vista, longe do coração e que a alminha penada (sem telemóveis, sem facebooks, sem meios para regressar ou contactar) nunca mais causaria distúrbios.
Erro crasso. A não ser que a criatura fosse totalmente burrinha e desmemoriada (e mesmo assim não juro, que para o mal dá o diabo habilidade) havia de estar na posse de algumas informações sobre o futuro, perdão, o presente.
Claro que sendo má rês, arranjaria maneira de as utilizar a seu favor, associando-se às piores personagens do tempo, quanto mais não fosse para subir na vida e atormentar os pobres coitados com quem se cruzasse. Muito provavelmente, mudaria o curso da História e ainda que o fizesse de forma que não tivesse directamente a ver connosco, de certezinha absoluta que ia dar asneira na mesma e acabaríamos por pagar as favas.
Moral da história: há que lidar com os problemas aqui e agora, porque a ruindade é resistente como as baratas e conserva-se como o vinho do Porto...
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