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Monday, December 28, 2015

Coco Chanel dixit: lidar com os homens


A genial Coco Chanel nunca se casou. Não por falta de propostas, decerto, pois teve os homens mais influentes, geniais e célebres do seu tempo aos pés - o sportsman Boy Chapel, que a ajudou a lançar a sua carreira (e ficou de cara à banda quando ela lhe devolveu o dinheiro que lhe tinha emprestado para se estabelecer, já que naquele tempo um empréstimo feito a uma mulher era considerado mais um presente do que outra coisa); o Grão-Duque Dmitri Pavlovich da Rússia e o Duque de Westminster, só para nomear três. Mas ela preferia tê-los na mão. Todos a influenciaram de algum modo, pois Coco fazia por aprender com a vida e com as pessoas. A alguns ela partiu o coração, muito pela aversão que tinha ao matrimónio; outros partiram o coração de Chanel, deixando-a por outras ou deixando este mundo. Mulher mundana, de sentido prático, de tudo ela tirava lições, nunca se deixando surpreender pelo destino sem espremer dele algum tipo de vantagem.

Coco deixou-nos muitas frases a decorar (a minha preferida fala especificamente em nunca ser apanhada mal vestida ou descabelada, porque esse pode ser o dia em que se tem um encontro com o destino). Pérolas de sabedoria que vão muito além das suas principais lições de estilo: estar sempre composta e polida, elegância é recusa, menos é mais, luxo é o contrário de vulgaridade, usar roupas que realmente assentem e abusar do preto e do branco, uma mulher com bons sapatos nunca está mal, etc.

Chanel com o Grão-Duque Dmitri Pavlovich

 Mas embora fosse uma mulher independente, além do seu tempo e revolucionária em tantos aspectos, no que tocava ao sexo oposto a sua abordagem (se deixarmos de fora a sua suposta alergia ao casamento)  era do mais tradicional que se pode

Para compreender os homens, para comunicar com a outra metade do planeta, é preciso não os detestar (leia-se, não rivalizar com eles) para começo de conversa; depois há que conhecer como pensam, saber ser feminina e dar-lhes o desconto, como diziam as nossas avós. Sem isso ninguém se entende e Chanel sabia-o bem. Ela sabia que "eles" «recordam sempre a mulher que lhes trouxe preocupação e desconforto»- ou seja, as raparigas demasiado ansiosas por agradar ficam a perder. E não compreendia as mulheres que querem ser exactamente como eles: «não sei porque é que as mulheres querem o que os homens têm, quando uma das coisas que as mulheres têm são os homens» mas mais importante, estava ciente de que não se pode levar o bicho-homem demasiado a sério:

"Desde que você saiba que os homens são como as crianças, sabe tudo o que interessa saber".

O que aplicar esta máxima poupa de desgostos, arrelias, discussões e dores de cabeça, não está escrito em lado nenhum.



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