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Tuesday, December 22, 2015

Duas verdades sócio-biológicas do dia

Essa coisa de reparar em modas & elegâncias não é tão superficial como parece, nunca me canso de o frisar. As toilettes e sapatos dizem muito de quem as veste ou calça; e os usos da sociedade no que toca ao vestuário eram tão importantes ou tão pouco que ao longo das épocas, foi havendo leis sumptuárias para determinar quem podia vestir o quê (e quando)...

Isto no sentido de partilhar convosco duas brilhantes conclusões que se tiram de trapos e companhia, a saber:

1- Há uma razão para os homens não terem sido, ao longo dos séculos, as fadas do lar por excelência.

 E olhem que não tem nada a ver com machismo, nem com "jeitinho feminino" (que existe, mas até há homens que são uns ases nas tarefas domésticas e não perdem um ai da sua masculinidade à conta disso) ou com o facto de haver caça para apanhar e guerras para combater (a esse assunto quero voltar hoje ou amanhã), o que dava muito jeito para os livrar de sacudir tapetes, amassar pão e fazer barrelas, tarefas muito apropriadas a quem tem força de braços. Ná. Nada a ver. A explicação para isso é o velho "ele que não toque em nada senão o mal é para mim": ou seja, a impaciência masculina e a mania de serem temerários. Sabem aquele espírito viril mas tolo do "a mim não me acontece nada mesmo que conduza com os copos ou salte em queda livre"que é a causa de tanta multa e cabeça partida, na melhor das hipóteses? Ora, na esfera doméstica isso traduz-se em colocar peças delicadas-  e complicadas de substituir-  como camisas Gucci e gravatas Céline na máquina de lavar/ secadora. Depois de serem avisados. Assim com o ar mais natural do mundo. E ante o quase fanico feminino ao saber do sacrilégio, atalharem com um encolher do ombros "não foi grave, não se estragou nada, eu é que sabia, as mulheres complicam sempre tudo". Moral da história: trabalho doméstico para eles, sim senhor; mas nada que envolva sedas e minúcias.



2-  O traçar da linha entre as mulheres elegantes versus barbies de feira; entre as que têm bom senso e as serigaitas; entre boas e más raparigas; entre as de bom e mau porte; entre as que um homem deve apresentar aos pais e as que...enfim, podia fazer-se com um simples raciocínio. Basta observar como se comportam perante o clássico - mas difícil de usar - padrão tigresse. O mundo feminino podia dividir-se facilmente entre as que sabem usar leopardo como Jackie Kennedy, Grace Kelly ou Audrey Hepburn usavam (num acessório, em sapatos ou no limite, numa peça única como um casaco combinado sensatamente) e as que o usam como coristas em hora de expediente, vulgo em mini vestidos, leggings e outras peças chamativas de má qualidade, combinadas com bijutaria, bilhantes, napa, cabelos espampanantes e menos bem tratados, piercings e outros artifícios.


 Isto quando não tatuam malhas de tigre que até parece uma doença de pele, na tentativa de fazer justiça ao título de "tigresas" que dão a si próprias quando não preferem chamar-se "princesas" (que ironia deliciosa!). Fácil, não é? In tigresse veritas.





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