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Sunday, December 13, 2015

Frase para Domingo:o bom gosto, um dom feminino (?)


"Deus dotou as mulheres, mais do que os homens, com um sentido da graça e do bom gosto, com o dom de tornar aprazíveis as coisas mais simples..."

                                                                 
                                                Papa Pio XII


Isto no geral, digo eu: há homens bem masculinos com um bom gosto extremo e mulheres que...bem. Mas quando o gosto está ausente na alma feminina, o caso é mais grave, se entendermos as mulheres como arbiter elegantiarum de um casal ou de uma família ou num sentido mais amplo, enquanto espinha moral e estética da sociedade.

Já vos contei que a avó dizia mil vezes "vê-se na cara da mulher o tipo de marido que ela tem", ou o tratamento que ele lhe dá. E reza o povo: "a mulher faz o marido". O vice-versa também se aplica, como é óbvio, pois um casal é sempre uma equipa, e "junta-te aos bons...". Porém, a subtil influência feminina é fortíssima, para o bem ou para o mal. 

Bem dizia Anna Jameson que uma mulher delicada casada com um homem algo rough around the edges poderá enfrentar muitos desafios, mas dificilmente se vulgariza; e se ele a amar verdadeiramente (e tiver bom carácter, atenção; sem isso nada feito) acabará por refinar-se - ou se for em essência bem educado, voltará a sê-lo por amor dela. O contrário já não é bem assim. Um homem superior que ou por solidão, ou por insegurança, caia no erro de se unir a uma mulher vulgar e boçal, descarada e ambiciosa, quase sempre acaba por descer ao nível dela, em vez de a elevar ao seu. Isto porque as mulheres. menos impulsivas, têm uma visão aguçada, mais capaz de deslindar um diamante em bruto entre as zircónias comuns. Depois, porque o diabo está nos detalhes...e os detalhes são território feminino.

E isto não ficou enterrado nos anos 1950, quando "elas" reinavam quase exclusivamente sobre os assuntos domésticos e tinham a última palavra nos arranjos do lar e na educação dos filhos...continua bem presente, nos mais ínfimos pormenores. Uma namorada ou esposa elegante, de bom gosto, com bons hábitos, estará vigilante - ainda que de forma instintiva e sem imposições- quanto à linguagem, modos, companhias, apresentação pessoal, vestuário...e quer pelo exemplo quer por experimentação, os bons hábitos ganham-se, as arestas limam-se. 


Um rapaz que tenha ganho costumes menos desejáveis à custa de viver sozinho, por exemplo, rapidamente se habitua a melhorias, desde que contribuam para o seu conforto e bem estar: é todo um agradável mundo novo, proporcionado por esse dom feminil de tornar aprazíveis as coisas do dia a dia.

 Mas se o mesmo rapaz, bem intencionado e ainda que bem formado, se prende a uma mulher desmiolada e de hábitos duvidosos...a influência desta é igualmente forte, mas perniciosa. Lentamente, os gostos dela vão ganhando terreno, e ele achará que não há mal em usar na sua presença uma linguagem grosseira, pois ela própria o faz; em imitar, nos usos e nos trajes, os heróis dos reality shows que ela admira; e por mais que resista, pois haverá sempre coisas que lá no seu íntimo considera excessivas e fronteiras que não atravessa, acabam a puxar pelo pior lado um do outro.

Bem se vê, o poder de influenciar é um dos atributos mais fortes da mulher, embora seja um dom muito discreto.  E o "jeitinho feminino" faz muita falta...desde que bem direccionado, e sendo o "jeito" ou o "toque" da mulher certa...








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