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Saturday, December 5, 2015

Onde diabos terei posto as minhas botas de neve?


Onde diabos terei posto as minhas botas de neve? Perguntei a mim mesma, depois de ver aqui que Jimmy Choo convidou algumas bloggers conhecidas (sortudas, estou com um pouco de "inveja branca" como a neve, passe o trocadilho) para conhecer e retratar, na Suiça, a sua colecção de botas-de- enfrentar- nevões.

Apesar de ter raízes e ligações familiares na Serra da Estrela e de gostar de lá ir uma vez por ano, no mínimo, neve não é muito comigo. Gosto de neve, claro (é preciso ser insensível ou uma alma muito mal disposta para embirrar com neve) e dos confortos a ela associados (lareiras, queijo da Serra, banhos muito quentes, ar puro). 

Porém, confesso que não me vejo a penar para estar, por exemplo, numa exclusivíssima festa em Aspen ou St. Moritz- daquelas em que elegantes personagens se reúnem para mostrar os vestidos de noite depois de um dia inteiro a fingir que esquiaram embrulhadas em fatiotas de ski desenhadas por Karl Lagerfeld. Não tenho paciência para desportos de Inverno. É só branco e ar frio até onde a vista alcança, rampa acima-rampa abaixo, com o gelo a crestar a pele mais do que o sol de Julho. 




Não digo que passear num belo trenó à moda antiga algures na Rússia, embrulhada numa esplêndida peliça a caminho de um baile qualquer, não tenha todo o glamour de um conto de fadas; só que  geralmente a minha abordagem à neve é pôr uns carapuços e agasalhos fofinhos e "wheeeeee, estou na neve": dar umas escorregadelas montanha abaixo, umas voltinhas no gelo e já está, vi, está visto.

Mas tinha eu uns 11 anos e numa viagem à Suiça, uma amiga ofereceu-me umas botas de neve brancas não sei de que marca - tinham vindo de um daqueles grand magasins que têm outra piada na terra dos chocolates e do Música no Coração - e foi amor à primeira vista. Estreei-as com umas quaisquer skinny pretas e um sobretudo com grande capuz e não as larguei até as espatifar de todo. 




Devo ter por aí um retrato de um desses passeios alpinos, com o meu longo cabelo a tomar tons de fogo ao sol de Inverno e uma infantil cara de sofrimento pois tinha chovido, a neve era mais gelo que outra coisa e aterrara em cheio no derrièrre, mas a sentir-me toda pimpona mesmo assim. 

Logo aí, ganhei um respeitinho às moon boots e aprendi uma regra basilar de styling que as bloggers em causa referem: não há nada como botas volumosas para equilibrar e alongar a figura até ao infinito e mais além.

Depois, apesar de a utilidade das moon boots ser limitada, não quer dizer que as usemos só na neve. 



Calçá-las pura e simplesmente num dia de muito frio e muita geada (daqueles em que as outras botas e botins, ainda que forrados a pele, parecem uma anedota) pode ficar um pouco extravagante, estilo protagonista do Dragon Ball ou coisa que o valha, mas não é impossível de ser feito com o styling certo. 

Isto para dizer que há um ano ou dois passou-me pela cabeça comprar umas moon boots escuras e giras, se bem pensei melhor o fiz que eu cá sou de raios, mas...pouca sorte, arrumei-as tão bem que agora não sei onde estão. Nem parecem coisas minhas.

 De todo o modo, estes modelos desenhados por Jimmy Choo, o homem simpático capaz de fazer um stiletto devastador ser *quase* tão confortável como uma pantufa, são um espanto. Uma verdadeira tentação do capeta, embora uma versão invernosa do capeta, estilo abominável homem das neves. Algumas podiam perfeitamente ser usadas na rua, apesar de quase nunca nevar para as minhas bandas. Geada e granizo contam, não? Onde há vontade de calçar umas botas, as desculpas aparecem...


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