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Wednesday, December 9, 2015

Parem lá de dizer que isto nos representa (manifesto anti mulheres histéricas, parte não sei quê)


A mulher é complexa. A mulher pode ser temperamental, como a Lua. Pode ter várias facetas. A vaidade faz parte da sua natureza. É frágil às vezes e isso contribui para o seu encanto. É mais emocional do que o homem, ou pelo menos demonstra-o mais abertamente/com maior frequência - também era o que faltava que eles fossem tão mariquinhas como nós, onde estava a graça? Mesmo a mulher mais linda tem dores, incómodos físicos e funções orgânicas tal como os homens- certo. Não é sempre perfeita. Com os diabos, toda a gente sabe disto. Mas a todas essas realidades perfeitamente naturais e razoáveis contrapõe-se algo que as avós ensinavam, que era o domínio sobre as coisas menos bonitas. Ou seja, a arte de ser uma Senhora. Tal como os excessos dos homens eram atenuados e controlados pela nobre arte de ser um Cavalheiro.

Porém, os média actuais parecem comprazer-se numa certa auto-depreciação feminina.




 Não faltam filmes, memes, crónicas, livros e outros formatos que adoram representar as mulheres (ou todas as mulheres, ainda por cima) como Bridget Jones da vida: neuróticas, desleixadas  com a sua aparência, preguiçosas, financeiramente descontroladas, incapazes de resistir a comprar e comer porcarias, nervosinhas, promíscuas (se estão solteiras) ou frias e pouco cumpridoras dos deveres conjugais, if you know what I mean (se estão num relacionamento) invejosas, paranóicas, inseguras, farristas, malcriadas e bebedolas - isto quando não as mostram sempre ansiosas por estar no seu pior (pijama todo o dia, cabelo despenteado e nada de soutiens) ou a fazer piadinhas com coisas que acontecem a qualquer ser humano, mas são desagradáveis (graçolas de casa de banho e cenas repugnantes do género que não me apetece reproduzir aqui, mas podem seguir o link para contemplar o disparate em toda a sua glória). 




Cartoons como estes são uma desgraça para as mulheres.



Pergunto-me se estas autoras (pois muitas são mulheres) tiveram pais e avós em casa que as ensinassem que não se brinca com tais assuntos e que quebrar esse tabu não é uma vitória feminina: é só ser mais bruta do que os homens e serve apenas para chocar ou provocar nojo, perdão, impressão às pessoas mais sensíveis. 




Mais grave ainda: isto leva-me a pensar se realmente há assim tantas tantas mulheres batoteiras: desesperadas por agradar, dispostas a relacionar-se intimamente com tudo o que aparece sem o mínimo pudor, e nem sequer é por serem de sangue vigoroso, umas Afrodites muito  modernas e independentes... mas apenas com o objectivo de arranjarem um diabo incauto que as carregue, depois de uma relação casual que vai ficando. Depois, apanhando-se seguras com quem as ature, é a desgraça e não servem rigorosamente para nada, nem como diversão. Tornam-se na vergonhaça que se vê. 

Bem podem dizer "estes cartoons não representam as mulheres o tempo todo, só momentos que todas têm" mas poupem-me. A boca (neste caso, o lápis) fala daquilo de que o coração está cheio. De certeza que há momentos trapalhões, mas mais edificantes a realçar. E certos pecadilhos ou fracassos são para esconder, que os outros (e os homens) nunca os sonhem sequer. Às vezes apetece-me apanhar um autocarro para os anos 1950 e ficar por lá, alegre e feliz, a fazer tartes em modo "honey, I´m home".


 Ai acham exagero? Vejam em detalhe e pensem com os vossos botões. I rest my case.



1 comment:

Susana said...

Apesar de ter achado alguma graça a alguns cartoons, concordo com a opinião da autora especialmente nas referências à elegância de outros tempos. Se encontrar o tal autocarro para os 50 pf partilhe qual é a carreira e as paragens, q tb tirava bilhete. Boa noite Susana T

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