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Friday, December 4, 2015

Quando as lamechices de Facebook falam verdade (parte II): o "amor da sua vida" x "o homem da sua vida"




Bem prego eu contra as partilhas de conteúdos piegas no Facebook, mas às vezes lá aparece um que fala como um livro aberto. Já aqui mencionei recentemente um texto desse género, de autora (?) desconhecida sobre aquele momentinho em que uma mulher tomada como garantida acorda e decide que não está garantida coisíssima nenhuma. Eu não o descreveria melhor.

E hoje uma amiga passou adiante mais este, a explicar na mouche a diferença entre "o amor da sua vida" e "o homem da sua vida". Que vai ao encontro da distinção que aqui se fez no Imperatrix entre "o amor da sua vida" e o "atraso da sua vida". 

Por vezes parecem a mesma coisa, mas não são. O amor/atraso da sua vida é basicamente aquela paixão tempestuosa, byroniana, o bad romance que consome tempo e energia mas faz mais mal do que bem e que muitas vezes, não dá em nada. 

Já o homem da sua vida (ou mulher, vá, mas neste caso está escrito no masculino) é igualmente um grande amor - ou antes, é um amor maior, um amor verdadeiro porque tem uma base de altruísmo, de querer o bem do outro. O amor verdadeiro, o amor do homem da sua vida, tem a capacidade de sacrifício que se exige a qualquer grande amor. Mas para ser usada só em caso de necessidade, não gratuitamente, em probleminhas inventados.  O que não quer dizer que seja um "amor de papelão" morno, lamechas, sem graça, sem intensidade, sem paixão, que se conserva só porque é seguro e fofinho (nunca comprem essa ideia deprimente, peço-vos pelas alminhas). 

Passo então a citar, mais coisa menos coisa: "sempre ouvi dizer que o amor da tua vida NÃO é o homem da tua vida e ainda bem que assim é."

 O amor da tua vida vai levar-te à loucura (no mau sentido);
O homem da tua vida vai querer que a tua vida seja uma loucura pegada de paixão e alegria.
O amor da tua vida vai deixar-te de nariz colado à janela, à espera que o carro dele ronde a tua casa;
 O homem da tua vida nunca sairá do teu lado.
 O amor da tua vida vai fazer com que exijas explicações;
 O homem da tua vida não dá um passo sem tu saberes.
 O amor da tua vida vai fazer-te acender velinhas, fazer orações e queimar incensos (como vimos aqui, há dias);
 O amor da tua vida vai fazer-te dar graças por estares viva todos os dias. O amor da tua vida vai fazer-te viajar muito e procurar várias pessoas para encontrar as respostas;

 Já "o homem da tua vida vai mudar as tuas perguntas e mostrar-te o quão simples a vida é"...e assim por diante

Não sei quem foi a grande filósofa, mas vale a pena ler e partilhar com alguma amiga que ande ceguinha...

No entanto, eu resumiria toda a ideia a duas premissas: o amor/atraso da sua vida complica; o homem da sua vida simplifica. O amor/atraso da sua vida é um rapazola assustadiço; o homem da sua vida é um homem a sério. E mais nada...







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