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Saturday, December 12, 2015

Track pants: ora aí está algo que pode valer a pena experimentar



Por ossos do ofício, andanças inerentes e mero coleccionismo, sucede-me o que imagino que aconteça a muitos profissionais de moda, bloggers e fashionistas empedernidos: ter no acervo algumas peças que se compraram por oportunidade ou curiosidade e que eventualmente se usarão mais adiante.  Foi o caso, por exemplo, deste casaco de que vos falei em tempos.

  Ou pela marca, ou pelo material, ou pelo valor histórico, há coisas que vêm para casa aguardando ser adaptadas na costureira, darem jeito para uma produção qualquer ou...ficarem na moda. Como as tendências são cíclicas, basta estar atenta para não ser surpreendida por elas e já sei que mais tarde ou mais cedo, haverá ocasião de ir à "Arca das Trapalhadas" para as estrear, em vez de correr para a Zara no momento em que certo formato/cor/padrão entra em voga. 

Daí que é raro aparecer uma tendência que eu não tenha forma de experimentar se vai bem ou não - óptima forma de passear novidades passageiras sem grande compromisso ou de testar actualizações que se possam tornar mais permanentes.

 Mas as novas track pants - basicamente, a versão chic das calças de fato de treino que tem andado por aí de há uns meses ou um ano a esta parte, cortesia de griffes como Isabel Marant e Phillip Lim - têm estado a escapar-me. 



Tive peças semelhantes no início do milénio (quem não teve?) e que me lembre, espatifei as últimas em Erasmus; mas se estão recordadas, as versões dessa altura eram mais  informais, embora se usassem com calçado alto e pontiagudo. E entretanto, nunca mais comprei nada parecido. Roupa de inspiração desportiva não é geralmente a minha escolha imediata.

A versão actual das track pants (com um toque smart casual e numa variedade de materiais, do tweed à ganga, passando pelo couro ou napa) chamou-me a atenção; mas confesso, achei que iam ficar datadas num ápice e não pensei mais nisso. 

A verdade é que as opções no que toca a calças de eleição são tão variadas actualmente - flares, calças cigarrette e slim, culottes, breeches e modelos jodhpur, boyfriend, skinny, cropped de vários feitios - que dificilmente há espaço para mais umas. Até porque continuo firmemente apaixonada pelas cinturas subidas, que têm outro aprumo.



 E no entanto...as track pants são capazes de ter as suas vantagens. 

 Se forem pelo tornozelo, menos largas, na versão "skinny jogger", num bom tecido e em tons escuros, inclino-me a concordar com a Harper´s Bazaar, que predisse que este modelo, por ser simultaneamente confortável e sofisticado, poderia muito bem vir a tornar-se indispensável nos próximos tempos. 



Primeiro, porque são relativamente democráticas para mulheres de todas as figuras e tamanhos. Segundo, pela versatilidade: numa cor neutra combinam com quase tudo. Basta juntar-lhes qualquer top, blazer e uns pumps simples para um look compostinho, mas funcionam igualmente bem com ténis ou alpergatas, num registo totalmente descontraído.

De modo que estou tentada e aconselharia uma experimentação moderada a quem se sentir da mesma maneira. Evitem-se apenas as muito soltas, largas e curtas, com faixas berrantes e tudo o que lembre os anos 90 ou as calças saruel de há uns anos.

Talvez - façamos figas - sendo tão maleáveis, sem fechos, fáceis de usar de olhos fechados, substituam para muita gente as malfadadas leggings a fingir de calças. Mal por mal, antes andar na rua com umas calças de fato de treino promovidas do que em ceroulas transparentes e coladas ao corpo, a revelar este mundo e outro...







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