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Friday, March 13, 2015

Os "Jardins Proibidos" das redes sociais

Volte Lili, que está perdoada e ao menos foi original.

Criar uma lista das frases mais batidas/lamechas/passivo agressivas que andam por essas redes sociais fora deve ser um trabalho de Hércules, mas que terá o seu interesse antropológico. Hoje falta-me o tempo e a paciência, porque *vamos lá imitar o tom facebookiano de pessoa que se quer armar em importante agindo de forma misteriosa como se isso interessasse ao Menino Jesus* estou mesmo ocupada e cansadíssima...

 Seria um assunto a explorar num dia de poucos afazeres (o Top 10 deve ficar lindo, deve) mas qualquer alma desprevenida com internet no telemóvel, que vá espreitando ao longo do dia o que se passa, sabe que há frases parolas que estão para o facebook como o Papel Principal, a Lusitana Paixão e os Jardins Proibidos estão para o mais remoto bar de karaoke nos confins da província (por alma desprevenida, leia-se alma que não fez um unfollow naqueles conhecidos que cai mal desamigar, logo... continua a receber disparates de bradar aos céus quando vai ver as notícias no seu feed).

 Ou seja, as pessoas partilham por partilhar como cantam por cantar - só para não estarem caladas. Aquilo quase nunca lhes diz nada, mas 
participa-se. E se o que partilham lhes diz realmente alguma coisa, é muito mau sinal. Sinal de que você, se for uma pessoa sensata, equilibrada e de gosto, deve repensar essa amizade (ou no mínimo, deixar de levar a pessoa em causa muito a sério).

Aviso: pior que mensagens lamechas passadas adiante em "brasileiro" e com erros, só mensagens escritas nesse estilo pelo próprio punho. Pior ainda são as pessoas que avisam que vão deixar o facebook só para receberem mensagens a perguntar porquê...e dali a dias estão de volta como se nada fosse. Isso é um atestado de attention whoring e maluqueira completa.

 Mas vamos aos horrores partilhados:

Há os passivo agressivos que enviam ameaças veladas para toda a sua comunidade virtual, estilo «cada um tem de mim exactamente o que cativou» e várias formas de «perdoar não é esquecer». Assim como quem diz «eu cá sou muito badass, não se metam comigo». Não só isso é desagradável e desnecessário como é piroso, para não dizer cheio de si.  Mensagens dessas fazem-nos jurar aos santinhos todos que se ofendermos essa pessoa sem querer agradecemos não ser perdoados -aproveitamos é a chance para fugir para bem longe. Quanto mais cativá-la, cruzes.

 Existem os megalómanos com a mania que toda a gente os inveja muito: por trás de não sei quem existe sempre o olho gordo de não sei quantos, beijinho no ombro dos recalcados e lixarias dessas. Olhem que não é grande coisa ser invejado: a inveja é uma coisa má e qualquer criatura de sucesso sabe que assim é, mas não se envaideçam: afinal, até um pobre de camisa lavada pode ser alvo de inveja. E quem é muito bem sucedido não tem grande tempo para publicar sobre isso nas redes sociais todos os dias, certo?

Não esqueçamos os supostos convertidos às seitas de auto ajuda e os que publicam citações que Sua Santidade nunca disse, tudo a tender para o misericordioso, pseudo fofinho e super feliz misturado com lamentos ou alfinetadas ao próximo a mostrar que a programação zen ainda não entrou lá muito bem . Não me ocorrem muitos exemplos agora, mas aquela das pedras no caminho, guardo-as para construir um castelo é um grande favorito. O passo seguinte é evoluirem para a auto ajuda ao estilo gestão - que é um bocadinho menos horrorosa, mas pouco. Vulgo acreditar é o caminho para o sucesso. Eu também acredito que não passar todo dia a publicar disparates é meio caminho andado, principalmente se acreditarmos muito, assim muito, em largar o telemóvel e fazer alguma coisa para lá chegar. Se calhar devia começar uma seita, porque gente permeável pronta a crer em tudo é o que não falta...

E por fim, temos as mulheres malucas. Entre as que publicam ordinarices de literatura light pseudo erótica a ver se algum marmanjo repara nelas e as que se divertem a partilhar coisas agressivas do tipo «sou guerreira, atirem-me para os picos e eu volto a liderar um exército de cactos» (o que me dá imensa vontade de lhes dar um empurrão a ver o que acontece), parvas, do estilo "ser mulher é ver o infinito, ouvir o silêncio, cheirar a ausência" (o que só podem ser os super-poderes mais inúteis e lamechas de sempre) histéricas, vulgo nunca te apaixones por uma mulher que ri como uma louca, corre à chuva, rebola na lama, etc - (de facto, nunca se apaixonem por uma lunática dessas- devolvam-na ao manicómio, se faz favor).

 O que há de egoísmo, solidão, wishful thinking, frustração e ego inflado por trás destas frases não está escrito em lado nenhum. Não percebo a mente destas pessoas...se não têm nada delas que seja engraçado ou de bom tom partilhar (uma imagem gira que captaram, uma grande novidade) para que é que publicam? É que não há uma quota mínima de buzz nas redes sociais. Ainda.



Thursday, March 12, 2015

Mães, avós, ou...grilos falantes?

A programação estilística das mães, avós e outras figuras maternais uma coisa profunda, quase freudiana. Haverá mulheres que conseguem sacudi-la (para o bem e para o mal) ou rebelar-se, mas é difícil- principalmente quando a influência foi boa.




Quer na apresentação, quer nos modos, sempre me foram transmitidas certas regras que seria difícil deletar, ainda que quisesse. Cada mulher terá as suas, mas as minhas passaram por cuidado com o blush que és muito branquinha, calçado raso de ar masculino só em casa - e mesmo sabrinas é um sarilho para passarem na "censura", costas sempre direitas, olha como caminhas, sai do sol e uma atenção criteriosa a roupa que pareça "interessante" mas duvidosa em termos de estética clássica. 

Misturar padrões jamais e o colour blocking é para ser encarado com um grande grão de sal, por mais que eu mostre lá em casa coloridas inovações de street styling, ainda que no espírito eu não usaria, mas está giro. Ficou enraizado e nada a fazer...

 Mas por vezes atrevo-me de maneira mais descontraída a uns pequenos assomos de rebeldia. Ontem, cansada de andar que até fazia impressão, decidi calçar ténis sem ser só para ir ali abaixo à loja e dar uma volta até ao Largo de Camões. Nada de especial, mas de ténis, com um top knot e de cara quase lavada, deliciei-me a pensar que nem a minha avozinha me reconheceria...

 Pois bem, estava à porta da Igreja, nem mais, e a sola de borracha escorrega num degrau. Faux pas de quem não costuma usar calçado desse na cidade e está mais habituada aos saltos, ou foi o demo que me empurrou? Não caí, mas no esforço de me segurar fiquei abalada das costas.

  Voltei dorida e a pensar de mim para mim se seria obra do Tinhoso, que não gosta de lugares sagrados, ou castigo por desobedecer às regras de estilo da famiglia. A consciência pesada nunca nos deixa, é o que é...




Wednesday, March 11, 2015

É nas estações que se distinguem os cavalheiros.


Nos próximos dias vou estar bastante ocupada com algo que depois vos conto (se eu andar mais calada, não estranhem) e por causa disso tive de trazer o meu fiel-baú-que-dá-multas-no-aeroporto. É assim um trólei pesado que se farta (tentei arranjar um de quatro rodas e mais leve, mas disseram-me que não fazem desses no tamanho que eu queria.  Menina da loja: um trólei desse tamanho ia virar se tivesse quatro rodas! E eu cá com os meus botões: então o mais pequeno é que precisa de quatro rodinhas? isso só pode contrariar as leis da física, mas leve a bicicleta, passe o trocadilho.)

 Lá me conformei com o meu fiel amigo. Para começo de conversa, o maroto exige-me sempre que compre um bilhete de comboio com todo o cuidado (num lugar individual) porque não cabe nas bagageiras... e obriga a alguma ginástica para entrar e sair da carruagem. Quase sempre há algum funcionário da estação e/ou passageiro simpático que dá um empurrãozinho, porque ainda não vivemos num país *demasiado* modernaço como a Holanda. Desta feita, como o único lugar com as características desejadas era na 1ª Classe do Intercidades e costumo ir de Alfa quando levo o baú, perguntei ao empregado da CP ("fiscal de linha", acho que foi o que lhe chamaram) dessa maravilha que é Coimbra -B se seria difícil erguer a mala para dentro do comboio.

Então não é que o marmanjo (dos seus quarenta e tal anos, com um ar perfeitamente são e escorreito e com mais de 1,80) me diz "não sei, pergunte aí aos meus colegas") e sai de fininho, com o ar mais comprometido - ou acobardado- deste mundo? 

 É o mal da igualdade a martelo - todas as mulheres, mesmo as mais à moda antiga, pagam as favas.

 Apostava convosco que ainda no dia anterior o preguiçoso de uma figa, macho beta típico apesar do tamanho, andou a partilhar coisinhas sobre o Dia da Mulher nas redes sociais. Pois era bem feito, já que é tão crente no girl power, que a mulher fizesse dele gato sapato lá em casa...e daí, duvido. Os homens beta deste género defendem sempre a igualdade para os que lhes dá jeito.



Moral da história: quem acabou por me ajudar a puxar o peso pesado para a carruagem (apesar dos meus protestos para que não se incomodasse) foi o cavalheiro velhinho como os montes que deixei passar, com a esposa, à minha frente. Curvadinho, enrugado, sem grande força mas com a bela educação do seu tempo...

Um cavalheiro a a sério nunca deixa de ser um homem de valor, mesmo quando o físico já não permite grandes acrobacias. Os outros, coitados - e coitadas das mulheres que sofrem a sua muito equalitária presença...

Monday, March 9, 2015

O escocês decidido da Rainha Vitória


Rezam as más línguas que depois de perder o seu adorado Príncipe Alberto, a ultra virtuosa Rainha Vitória se afeiçoou de forma inapropriada a um leal criado escocês do Castelo de Balmoral, John Brown.

 A natureza da amizade está por esclarecer até hoje, mas é um facto que a avó da Europa o favorecia muito, que ele foi a única pessoa capaz de a devolver a uma existência normal - e à vida pública - e que John tomava excessivas liberdades, nomeadamente entrando em contendas com o Príncipe de Gales. Era voz corrente que os filhos da Rainha se referiam ao cavalariço como "o amante da mamã", que os dois dormiam em quartos contíguos (indo contra a etiqueta e a decência) e rosnava-se à boca pequena que Sua Majestade teria casado com John em segredo, tendo tido inclusive uma filha ilegítima  - o que claro está, nunca se provou.

 O que é facto é que John Brown, highlander rude, grande e desempenado, era uma das poucas almas que não bajulava a soberana. Apesar de ser de uma devoção que beirava o doentio (em mais de trinta anos de serviço, não se ausentou do lado dela um dia que fosse) não lhe dizia o que ela queria ouvir, não aturava caprichos nem birras, não suportava disparates de ninguém (mesmo de quem lhe era hierarquicamente superior) e tratava-a informalmente por "mulher". Mulher assim, mulher assado.

É natural que a  Rainha, tão cansada de mandar em tudo e de ter o peso do mundo aos ombros, sucumbisse ao amparo de tão decidida masculinidade.  
  O kilt também teria o seu apelo - e já se sabe, é preciso ser varonil para vestir tal traje e nem por isso deixar de "usar as calças".

 Numa época em que os cavalheiros usam calças mas tantos não lhes fazem justiça e muitas mulheres se desesperam por mostrar que elas é que realmente as vestem (mesmo quando estão de saias), é bom recordar que não importa o papel que cada um desempenhe perante a sociedade: quando se trata de um casal, a velha fórmula "let a woman be a woman and a man be a man" nunca desilude. 


Sunday, March 8, 2015

Enid Blyton: o sucesso não é desculpa.



Não posso dizer que tivesse crescido tão apaixonada pela obra de Enid Blyton como os meus pais (curiosamente preferia outros livros deles que passaram para mim, como O Pequeno Lorde) mas alguns trabalhos seus - A Trinta Diabos, por exemplo - encantaram-me.

 No entanto, nunca me tinha debruçado sobre a mulher por trás dos livros- imaginava uma amorosa senhora inglesa no seu casarão de campo, numa paz doméstica perfeita, e pronto. Por isso fiquei espantada  quando esta semana vi um filme sobre a sua vida, em que a escritora é interpretada por Helena Bonham-Carter, actriz que adoro. 

(Quem tiver  maquineta do tempo  ainda pode ver esta produção da BBC, porque passou na TVI e no canal Cinemundo). Fiquei tão desagradada pela forma de estar da autora que pesquisei mais um bocadinho, a saber se seria mesmo verdade ou uma licença poética demasiado ousada. E parece que mais coisa menos coisa, a BBC não inventou muito...


 Uma mulher egocêntrica, totalmente voltada para o seu mundo de fantasia e obcecada pela fama, que escolhia homens fracos para melhor os emascular; uma celebridade com um sentido de marketing à frente do seu tempo, que organizava jantarinhos com os seus pequenos fãs a que as próprias filhas só podiam assistir pelo buraco da fechadura; adúltera e filha ingrata, voltou as costas à mãe e aos irmãos. Idolatrava e idealizava o pai, que a abandonou em pequena, mas nem sequer assistiu ao seu enterro. No dia em que o cão que adorava morreu, escreveu na sua revistinha (o equivalente a um blog nos dias de hoje) "amiguinhos, o cão nunca esteve tão traquina". Quão alucinado é isso? A única coisa que tinha importância para Enid Blyton era ela própria. A família só lhe servia para divulgar nos média a  imagem de mãe extremosa e esposa amantíssima. O melhor é verem, para ficarem com uma ideia...

 Mesmo dando desconto à relação mais distante entre pais e filhos naquele tempo e naquele meio - a ideia de um colégio interno nunca me chocou muito, embora não me encantasse - a escritora, tal como ali é retratada, é um estereótipo da mulher de carreira cruel.



Houve quem classificasse o filme como "sexista", dizendo que uma mulher que se dedique de corpo e alma aos seus projectos é sempre criticada, o que não acontece com um homem, mas...acreditem, já conheci mulheres exactamente como Enid Blyton. Que queriam o melhor dois dois mundos - uma família de capa de revista e uma carreira triunfante - mas se portavam em casa como verdadeiras generalas, com maridos submissos e filhos negligenciados. O epíteto da, com licença da palavra, BITCH que dá mau nome às mulheres de sucesso...

Como tenho dito muitas vezes, creio que nada disto é necessário. É preciso maldedezinha, egoísmo e frieza para ser assim - ou falta de uns bons correctivos em pequena e mais uns "ponha-se no seu lugar" pela vida fora.

Quem usa o sucesso como desculpa para proceder como uma monstruosa galinha choca, devia pensar melhor...(e aqui entre nós, sempre achei que havia algo de sinistro no Noddy...agora percebo!).

Em dia da Mulher...falemos de direitos e deveres.


Hoje vai-se falar muitíssimo, por todo o lado, ad nauseam, na maioria das vezes de forma bastante básica e muito panfletária, do Dia da Mulher. Em termos de maçada, social e intelectualmente falando, o Dia da Mulher não andará longe do Dia dos Namorados. Obrigação de tomar parte em jantarinhos e vestir uma personagem? Claro. Pressão social para partilhar e aprovar frases feitas, melosas e xaropentas nas redes sociais? Fujam.

Não quero entrar em profundidade pelo caminho dos direitos legais ou civis- conversa óbvia que, salvo em aspectos muito específicos, se torna quase "falar de barriga cheia" para as mulheres ocidentais que vivem em países democráticos- nem bater na fanada tecla do sexismo, feminismo ou machismo, termos que se fossem usados com mais parcimónia pelos média é que era bom...

  Mas poderia falar de deveres, porque alguns andam esquecidos - e se os direitos dão às mulheres o merecido conforto e segurança, é tendo presentes os seus deveres que uma mulher se eleva (em termos físicos, espirituais, familiares, conjugais, profissionais e sociais, não esquecendo o quesito "dar o exemplo"). O direito assegura, o dever enobrece.

Falemos então de alguns aspectos sociais ou culturais que são constantemente discutidos nos meios de comunicação:


- A mulher tem o direito a ser respeitada...e o dever de se dar ao respeito, cuidando da forma como fala, age, veste e se apresenta. 


- A mulher tem o direito a ser ouvida e levada a sério intelectual/ profissionalmente...mas também o dever de comunicar com seriedade. Não tentando ser autoritária e masculina, esbracejando como uma peixeira procurando passar por "mulher poderosa" e chica-esperta, nem portando-se como uma rapariguinha. Quando uma mulher faz por ser uma senhora em todas as situações, a atenção ao que ela diz/faz é uma consequência natural, não um "direito".


- A mulher tem o direito a sentir-se bem consigo própria, independentemente de encaixar ou não no "padrão de beleza" do momento...e o dever de fazer por isso, de cuidar de si mesma para tirar partido dos dotes que a Natureza lhe deu. Porque a lamúria, a insegurança, o pescar elogios e a invejinha em relação às outras ninguém aguenta, senhoras.


-  A mulher tem o direito a ser amada, respeitada, defendida e mimada pelo homem que escolheu ter a seu lado...mas o dever de estar consciente que muitas vezes, trazer à tona o melhor dele está nas suas mãos. O cavalheirismo também se convida com atitudes de serenidade, carinho e sabedoria, sabendo quando traçar limites e quando manifestar admiração ou deixar o protagonismo à cara metade. Mais do que ter o direito a ser tratada como uma princesa (termo usado a torto e a direito actualmente) há o dever de se comportar como uma.

Santa Gianna Beretta Molla
-A mulher tem direito a ser reconhecida pelo seu sucesso, se é merecido...e o dever de se comportar eticamente com as pessoas que a rodeiam, em vez de se escudar na desculpa "ter êxito sendo mulher é tão difícil, se eu fosse homem ninguém acharia mal que me portasse de forma autoritária e detestável" para fazer justiça aos estereótipos tipo O Diabo Veste Prada. Se o seu papel é de liderança, deve acima de tudo inspirar outras mulheres pelo exemplo. Igualmente importante, se optou por conciliar uma família com uma carreira, é o dever do equilíbrio: não vale querer ter um marido e filhos como manda o figurino, para enfeitar, e impor-lhes o egocentrismo associado à "mulher de carreira". Mulheres como Santa Gianna Beretta Molla - médica, esposa e mãe - provam que é possível ter tudo desde que se coloque o coração onde realmente importa, e que haja a consciência de que pôr os outros em primeiro lugar não significa esquecer-se de si própria.

Rainha Santa Isabel
- E finalmente a mulher tem o direito a ser apoiada pela família...e o dever de ser uma boa filha, irmã, esposa e mãe, procurando não só facilitar e tornar agradável a vida a quem vive com ela, mas ser um bom exemplo para as irmãs mais novas, primas, sobrinhas e filhas. Actualmente há um certo clima de queixa em relação ao papel demasiado exigente que se espera das mulheres (o que não deixa de ser justo) mas por vezes essa ideia é enfatizada por um ângulo demasiado materialista, esquecendo-se que a perfeição a que se deve aspirar é sobretudo interior. Só escolhendo os modelos mais elevados é possível uma mulher aperfeiçoar-se e inspirar as que a rodeiam. 

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