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Saturday, November 14, 2015

3 dicas para comprar bem e tirar o melhor partido do seu orçamento


Antes que comece a corrida aos presentes de Natal, às toilettes de Ano Novo e aos saldos de Janeiro, nunca é demais lembrar umas pequenas máximas para fazer compras habilidosas...e conseguir resultados elegantes maximizando os recursos disponíveis.

1- Ser paciente e evitar o complexo "banho de loja"


Quem decidiu mudar de visual para abraçar uma nova fase da vida, aceitou um emprego onde precisará de obedecer um dress code diferente, emagreceu/engordou/teve bebé ou simplesmente quer fazer um upgrade ao guarda roupa, pode sentir a tentação de comprar tudo de uma vez. Mas para comprar bem, como temos visto, é necessário pensar a longo prazo e ver o guarda roupa como um todo. Mesmo dispondo de um grande orçamento, dificilmente se encontrarão nas lojas, ao mesmo tempo, todas as peças perfeitas. Além disso, se a roupa for toda novinha em folha, algumas peças não terão tempo de se adaptar devidamente, o que pode dar um certo ar nouveau riche que não é tão elegante. Convém ter presente uma lista dos itens chave (e.g calças pretas clássicas, gabardina, os tops que lhe ficam melhor, vestidos de cerimónia, fatos, etc) e ir comprando conforme as boas oportunidades aparecem. 

Ou como digo muitas vezes, "compre quando há e pode, nunca em cima da hora".

2-Não ter medo de meter o nariz em toda a parte


É certo que determinadas casas de moda são mais especializadas neste ou naquele estilo, que certas lojas/designers são melhores para comprar casacos, ou vendem as melhores calças mas não fazem tão bem sapatos, e assim por diante. Convém ter sempre esse aspecto em conta, para facilitar as buscas. Porém - e isto é especialmente verdadeiro nas grandes marcas de fast fashion e lojas de departamento- cada vez mais as marcas tentam chegar a um maior número de gostos e consumidores. Por isso, actualmente não é impossível encontrar um bonito vestido para sair ou um casaco clássico em locais inesperados, como a Springfield ou a Pull & Bear. 
 Para não falar que saldos, outlets, compras online, sample sales, feiras e mercados...em suma, tudo o que sirva de escoamento de stocks de marcas variadas é sempre uma boa pista, para quem tem olho vivo e não se incomoda com a confusão. Ter mente aberta e variar as fontes é um grande quê na hora de fazer bons negócios.

3- Saber escolher, saber misturar...e manter uma elevada noção das prioridades


A marca é, acima de tudo, uma referência. Ninguém espera que um sobretudo Burberry se estrague rapidamente. Isto porque boa parte do custo associado a uma etiqueta de confiança se prende com os melhores tecidos e qualidade de execução.

  Porém, isto nem sempre é verdade (principalmente nas marcas de segmento médio, vá-se lá saber porquê) logo, convém verificar rigorosamente as etiquetas para assegurar a qualidade dos materiais: pagar, digamos, quinhentos euros por um casaco 50% poliéster nunca será boa ideia. Para isso, é preferível gastar um terço desse valor num modelo semelhante da Zara. 

Por outro lado, algumas marcas acessíveis trabalham ocasionalmente com materiais nobres - recentemente vi luvas de pele verdadeira na Primark, por exemplo. Logo, convém ter atenção a essas pechinchas! 

 A relação qualidade-preço e o valor por uso são o critério mais importante na hora de investir em peças fiáveis, que durem e tenham o ar certo.

 Depois, há que ter em conta que certos básicos em tecidos como o algodão não diferem muito de marca para marca, logo não justificam gastos significativos.
 Importante ainda é estabelecer prioridades: saber quando vale a pena apostar em etiquetas mais exclusivas (nas peças importantes, que convém que durem; carteiras; sapatos, etc) e quando uma versão acessível faz o mesmo efeito (pequenos caprichos de acordo com as tendências, loungewear simples, etc). 
 Saber brincar com o high-low fashion é uma arte que ajuda a ter um estilo impecável sem espatifar a conta bancária. Não esquecer, porém, que a fast fashion também oferece riscos e que acima de tudo, para ter um ar dispendioso há que fugir de tudo o que seja bonitinho, mas de aspecto duvidoso. Ser barato e parecê-lo, não dá!

  



A cura para os males do passado: não fazer como Orfeu


A cura para os males do passado- sejam os traumas, os ciúmes do que lá vai (e que se ressucitaram por abrir a Caixa de Pandora) as más memórias, os maus reflexos que impedem cada um de avançar e evoluir- é só uma.

 E bem simples: trata-se de ter paciência, aceitar que o que passou (seja grave ou menos relevante, mas incómodo) não pode ser mudado. Porém, a boa notícia é que pode ser substituído: basta ir criando memórias novas

Cada alegria apaga uma tristeza; cada instante de realização e segurança destrói uma má recordação; a cada êxito, desaparecem os reflexos do fracasso; cada momento em que um casal se aproxima e cimenta a sua relação passa uma borracha sobre os erros idos, ou sobre os fantasmas que todos carregam. 

Sobre este aspecto, há que reconhecer que infelizmente, por muito jeito que isso desse, não se pode exilar toda a gente que passou pela vida de cada um para a divertida, deserta, remota e incomunicável "ilha dos ex-amores" - perdida algures no Triângulo das Bermudas - onde os "defuntos" se poderiam infernizar alegremente entre si, lá todos juntos sem aborrecer os vivos... logo há que lidar com isso como adultos. E deixar de olhar para trás, porque isso já na  Antiguidade Clássica dava problemas.

Camões não cantou a ilha dos ex amores, mas lá que era útil...

Nos mitos gregos, o genial poeta Orfeu quis descer ao Inferno para ressuscitar a sua amada Eurídice. Hades, Senhor do Outro Mundo, concedeu-lhe a mercê de levar a mulher consigo para a terra dos vivos, com a condição de nunca olhar para trás. Mas Orfeu, tentado e duvidando da sua boa sorte, no último momento não resistiu...deu uma espreitadela fatal - "because when we are in love it´s our hearts that guide us, and betray us everytime".

E zás, Eurídice ficou para sempre no Submundo (podem recordar a história aqui:). 




Não se pode fazer como ele: seja para reconstruir alicerces, para devolver as coisas ao seu lugar de direito ou para erguer algo de inteiramente novo e maravilhoso, o caminho é para diante, sempre para diante, fechando os olhos e correndo mais depressa em direcção à luz se for preciso...




E por estranho que pareça,  as coisas encantadoras que se vão encontrando a cada légua começam a ocupar, aos poucos, cada vez mais espaço - tanto, que a dada altura não há lugar para mais nada. Nada de mau. Nada que não esteja vivo e pulsante, a ter utilidade e função real na existência de quem caminha. Como um balde de água suja que é lentamente purificado à medida que se goteja água límpida lá para dentro, até que toda seja pura e transparente. Practice makes perfect. Nem que ao início seja em modo "fake it ´till you make it" - não vão os espectros e as almas penadas deitar a mão e arrastar os Orfeus e as Eurídices para o abismo...

Friday, November 13, 2015

Gwen Stefani inspira-me dois posts num só, querem ver?


Em boa verdade, eu ia falar de Gwen só a propósito de Rita Ora, por causa da publicidade um bocado feiinha da Tezenis que anda para aí em tudo quanto é mupi, a arreliar-me os nervos:

Olhe para onde olhar lá está a rapariguinha, que embora esteja longe de ser desengraçada tem um mau ar que Deus nos livre e não percebo, palavrinha que não, por que carga de diabos a indústria de moda gosta tanto dela. Rihanna ainda entendo, que goste-se ou não dela tem uma beleza fora do vulgar. Mas a Ritinha lembra-me sempre a irmã do Borat, que isto quanto ao ar com que se nasceu nada feito. 


Bom ar ou se tem ou não se tem (e nem sempre o bom ar anda de mãos dadas com a beleza; há pessoas sem grande formosura mas com um porte racé como tudo; depois há caras bonitinhas que parecem ter nascido num mau bairro por mais que se esforcem) e enfim, quando o ar não é bom o único recurso é encaderná-lo o melhor que se pode a ver se ninguém nota. Mas no caso da cantora, o visual que escolhe para si também não contribui muito. 

E nada contra as tatuagens per se, apesar de se terem banalizado muito e de eu achar que a pele de uma mulher fica melhor sem nada; não me choca sequer um dragão estilo geisha pelas costas abaixo ou coisa assim, quando se tem visual, figura e arcabouço emocional para isso. Mas aquelas coisas pretas que Rita usa, e que agora estão na moda, pelos braços, pelas costelas, a parecer doença cutânea ou que uma pessoa se encostou demasiado ao grelhador, não acho nada bonito.

Inspirar-se em Gwen Stefani, como a própria Ms. Ora reconhece ter feito desde a adolescência, não é para todas.



Gwen Stefani, (já aqui falámos dissopor mais edgy que seja o seu visual, tem um certo quê - traços finos, pele de porcelana, delicadeza- que lhe permite tentar maluquices sem nunca parecer grosseira. E se apareceu com tatuagens, corrijam-me se estou errada, creio que eram de henna e afins (bem me diverti com essas, cá entre nós que ninguém nos ouve!).

 Estava nestas comparações, Gwen tem boa pinta, Rita não- quando soube via Cosmopolitan que a razão do devastador divórcio de Gwen Stefani, que a deixou arrasada, foi a mais velha do mundo: o marido de longa data envolveu-se num affair de três anos com uma das amas dos filhos; a pobre Gwen ficou ciente do facto por outra ama (a classe!) e confirmou-o através de selfies e recadinhos entre a nanny mal comportada e o esposo adúltero. Olha o dramazinho doméstico queirosiano, a patroa a esgatafunhar-se com a criada. Jesus.


Que o rapaz já devia ser um belo piece of work  - a dolorosa canção "Ex Girlfriend" foi composta para ele, numa altura em que se zangaram antes de casar, e ela já lhe chamava mulherengo das dúzias na altura. Ora, quem se porta mal no namoro, não melhora lá porque tem uma aliança no dedo...

Mas aproximar-se da pindérica da ama quando se tem em casa uma beldade eternamente jovem e cheia de estilo, já ultrapassa ser Don Juan, escroque ou indecente; é ser estúpido...


Por seu turno Gwen, como tantas mulheres bonitas e bem sucedidas, também não parece usar a cabeça quando se trata de amores: nunca se deve casar com quem se porta mal esperando que melhore; mesmo que o casamento seja na Igreja, um Sacramento tem poderes mas não faz milagres sozinho. E, por mais confiança que se tenha na cara metade, eu cá nunca deixaria de lado a máxima que a avozinha toda a vida me martelou: ajudantes domésticas jovens e bonitas, nunca na vida.

Não que a avozinha bem via como se portavam amas e cozinheiras da vizinhança, e sempre se deu bem com velhotas cheias de saúde, com bons braços para ajudar nas tarefas, mas incapazes de seduzir fosse quem fosse...nunca fiando!

Wednesday, November 11, 2015

17 coisas que tornam as mulheres sexy, não vulgares


Por aqui já se disse ad nauseam que elegância e vulgaridade não caminham juntas, e que para parecer "sexy" basta ser feminina, que o resto surge naturalmente. Mostrar muita pele é desnecessário e até desfavorecedor...

E de acordo com a Marie Claire, há sete itens de moda perfeitamente compostostinhos que tornam as mulheres mais atraentes para o sexo oposto:

- Saltos altos, o vestidinho preto, tops que mostrem os ombros/colo, algo encarnado  (aconselho sempre o bâton ou um acessório, já que nem toda a gente suporta bem usar uma peça dessa cor) silhuetas bodycon (que cinjam as formas sem colar nem revelar em demasia, atenção) bâton (sempre) e óculos de sol (porque o mistério nunca é demais e de acordo com alguns cavalheiros, conseguem transformar um rosto "assim assim" numa cara de boneca...).

Nada na lista falta à verdade, além de serem peças que ficam bem a quase todas as mulheres. Eu acrescentaria um decote sensato, de acordo com a hora do dia; jeans que favoreçam a figura; botas compridas; maquilhagem de olhos à Brigitte Bardot (um smokey ou cat eye e grandes pestanas)  tudo o que realce uma cintura esguia; um trench coat elegante, por motivos que só eles entendem; e por muito que custe a algumas, cabelo longo. A imaginação masculina tem coisas que a razão desconhece...

Como temos constatado, a visão deles é bem mais simplista e ao mesmo tempo, mais certeira do que a nossa. A maioria pode não perceber muito de moda, mas sabe exactamente o que torna uma mulher bonita.

 Se quiserem saber o que é apelativo ou sexy para o sexo oposto, perguntem a um amigo; se quiserem ter a certeza de que nada ultrapassa os limites do bom gosto nem roça a vulgaridade, a cara metade ou melhor ainda, o irmão (ou primo, se forem filhas únicas ou tiverem só irmãs) é o conselheiro a procurar.

 Mas na dúvida, tudo quanto seja bem modelado, simples e realce discretamente o melhor de cada mulher (cabelo, colo, cintura, curvas, olhos, lábios) não tem erro. Não é difícil, portanto, preparar looks que agradem sem faltar ao estilo ou à elegância**.

**Ver aqui as melhores e mais simples toilettes para ocasiões românticas.




Caixa de Pandora, cada um tem a sua (e há que deixá-la em paz)


Nos mitos gregos da criação, Pandora - tal como Eva- é levada pela eterna curiosidade feminina a abrir uma caixa  que devia manter-se fechada a sete chaves. (Noutra versão trata-se de um jarro, mas o recipiente não faz diferença).

A bela Pandora tinha sido pensada por Zeus para agradar ao Homem, esculpida pelas mãos do artífice do Olimpo, Hefesto, como uma estátua preciosa e sido brindada pelos deuses com muitos dons além da formosura: inteligência, as prendas de mãos, paciência, subtileza, persuasão, movimentos graciosos...o seu nome significava mesmo "a que possui tudo, a que dá tudo"...ou a que tudo tira. E como que para a testar, os senhores do Céu deram-lhe também a tal caixa. Um encanto de caixa, de metal trabalhado e cravejada a pedrarias. 

 Pandora tentou dominar-se, mas tal como a mulher do Barba Azul, não resistiu a dar uma espreitadela..e de lá de dentro saíram todos os males da Humanidade. Ela ainda se esforçou por fechar a tampa, mas a peste, a fome, a guerra, a discórdia saltavam do interior em labaredas amaldiçoadas. Quando no seu desespero conseguiu cerrar o cofre, no interior só restava a Esperança, para consolar as gerações vindouras.

Desde então, chama-se às as situações que são fáceis de desencadear, mas difíceis de controlar, "abrir a caixa de Pandora".  Mas nem sempre a Pandora é uma mulher - a curiosidade ou vontade de brincar com o que devia ser deixado quieto não conhece sexos.


Um mexerico que envolve muita gente, por exemplo, pode ser uma caixa de Pandora. Ou um segredo de Estado assim escandaloso, daqueles tão intrincados e com tantas pontas atadas que fazem cair governos. E também se diz isso dos segredos pessoais, ou informações delicadas, de tricazinhas e detalhes que é melhor não esmiuçar, que mais vale deixar a dormir para sempre porque não se sabe que rumo tomam uma vez acordando e andando à solta por aí. Muitas vezes há coisas que é melhor não perguntar, porque apesar de não terem poder em si mesmas, de não possuírem força alguma e de até ali não terem feito qualquer diferença no rumo dos acontecimentos, uma vez expostas à luz crua do dia, a impressão fantasmagórica que deixam pode assombrar de tal modo que nada volta a ficar como estava. 

 Uma delas são os espectros e esqueletos no armário de cada um. Mesmo nas relações mais estreitas, francas, saudáveis, maduras, próximas e desempoeiradas, em que se conhece relativamente bem o percurso da outra parte (e importa sempre saber o essencial, porque ninguém gosta de conviver com estranhos, nem isso é seguro) há aspectos, incidentes, erros ou pormenores que convém serem guardados, que cada um cosa consigo  para não mais verem o sol. É como desenterrar um cadáver sem motivo- não serve de nada, mas aflige.


Porque uma coisa é a realidade, ou o que foi a realidade...e outra é a forma como cada um a sente. À semelhança de um filme que perturba, nenhum espectador o percepciona da mesma maneira, ou tem as mesmas impressões. Quem abre a caixa, não sabe como vai reagir; quem a deixa abrir, não sabe como os outros olhos verão o que está lá dentro. Ainda que quem abre tenha também a sua própria caixa, que é muito tentador abrir também, no melhor espírito quid pro quo, "show you mine, show me yours" levando ao caos. E o caos dá-se sempre;  por muito vazias que as caixinhas estejam...há sempre algo que era preferível ignorar. 

Os Maias, a romântica e destrambelhada Maria Monforte dizia que o passado é cheio de coisas do outro mundo, e como o vinho - nunca deve ser agitado nem remexido. E o termo coisas do outro mundo é muito certo: bom ou mau, o que passou - os antes e os seus  pormenores que parecem sempre grandes filmes a quem não esteve lá- aconteceram noutro mundo, com outra perspectiva, noutra realidade, com almas que já nem fazem parte desta dimensão, motivados sabe-se lá porquê. Mas ainda assim ferem como dardos. Se a água passada não alterou o essencial, se não levanta nenhum sine qua non, então é escusado dissecá-la.

 Na Caixa de Pandora nunca houve nada de bom, por mais apelativo que parecesse dar só uma espreitadela, nem que fosse só com a intenção de compreender melhor o mistério. O universo do outro é sempre um mistério; o outro é sempre misterioso, e não o compreender totalmente faz parte do seu encanto. A verdade é muito importante; as cores e as facetazinhas cruas dessa verdade, que não dizem respeito senão a cada um, not so much. Conhecimento é poder, mas o excesso de informação - de informação inútil ou irrelevante, bem entendido -  nunca fez bem a ninguém.


Tuesday, November 10, 2015

Os casais mais bonitos da actualidade


Gosto muito daquela-frase-que-nunca-me-lembro-quem-disse, "um dia a Beleza governará o mundo". É certo que a formosura não é tudo na vida, que pode não durar para sempre (se bem que olhando para pessoas como Sean Connery, por exemplo, acho que não será regra) que se não for acompanhada de beleza interior nem o exterior escapa e que mais coisa menos coisa, é relativa - o charme, o sex appeal e o estilo também contam, além de os gostos variarem e os padrões também. 

Mas precisamos dela. O ser humano tem necessidade de contemplar o Belo, que tem sempre um pouco de divino. É muito inspirador ver um lindo casal apaixonado; poucas coisas alegram tanto os olhos ou encerram a promessa de haver um pouco de glória no futuro - ou quanto mais não seja, a possibilidade de crianças bonitinhas e fofinhas. Diziam os antigos que os pequenos "encomendados" sem amor, se tivessem contra si também a genética, não sairiam nada de apresentável...

Isto pode soar horrivelmente superficial, mas sempre que vejo um casal lindíssimo a separar-se, fico um bocadinho triste. Principalmente se o motivo for fútil, pouco digno ou envolver uma terceira pessoa que não deve nada à formosura (foi o caso de Monica Bellucci e Vincent Cassel). Deprimente!

O mundo já é tão sem graça que ver beleza associada ao amor refresca as vistas, dá-nos esperança. Por isso haverá sempre admiração pelos sucessores de casais famosos como Simonetta Vespucci e Giuliano Medici, Vivien Leigh e Laurence Olivier, etc, etc. Vejamos alguns exemplos actuais que não sejam Brad e Angelina Jolie: crescei, amai-vos e multiplicai-vos...


Mila Kunis e Ashton Kutcher


Conheceram-se na adolescência, quando faziam o par amoroso Jackie e Kelso em That 70s Show, mas só recentemente (depois de muitas voltas, separações e um divórcio) se apaixonaram e casaram. Dois dos seres mais lindos que Deus deitou ao mundo, que já contribuíram para povoar o planeta com um bebé amorosíssimo.

Daniel Craig e Rachel Weisz


Este 007 tem um perfil grego espantoso  e é um perfeito cavalheiro; a eterna bibliotecária aventureira de A Múmia (um dos meus filmes preferidos, se nunca vos disse) é lindíssima. Casal muito elegante, a mostrar que os 40 e muitos são os novos 30.

Duques de Feria



Um casal bem mais interessante de ver, em termos de estilo, e menos pop - sem desprimor- do que os Duques de Cambridge, na minha opinião. O Duque, Rafael Medina, é filho da incontornável Naty Abascal e a sua sofisticada mulher, Laura Vecino, é elegantíssima.

Sofia Vergara e Joe Manganiello



Não há muito a acrescentar ao que já disse aqui sobre eles: são duas esculturas vivas e parecem harmonizar-se na perfeição um com o outro.


Rosie Huntington-Whiteley e Jason Statham



Ela é linda, bem nascida e sofisticada; ele é bonito e másculo- tanto, aliás, que nem faz diferença que graças aos saltos a modelo pareça tão ou mais alta do que o namorado, herói de filmes de acção. Um casal encantador e sempre impecavelmente apresentado. Poucos usam o casual-chic com o panache destes dois.

Edouard e Isabella, Príncipes de Ligne de la Tremoille


Isabella Orsini é uma lindíssima actriz italiana, que casou com um charmoso príncipe belga. O casal  já tem duas princesinhas, cada uma mais bonitinha do que a outra. Conto contado, meu conto acabado.


Olivia Palermo e Johannes Huebl



Um casal tão bonito, tão picture perfect, tão impecavelmente vestido a todas as horas, que parece fabricado. Mas casaram mesmo e eu acredito no amor - e que uma rapariga nunca pode deixar de se apaixonar por um homem que compreende a moda tão bem como ela (ou que pelo menos, não atrapalhe). Principalmente se ele for assim tão bem parecido e com paciência para a acompanhar a toda a parte.


Príncipe Nikolaos da Grécia e Dinamarca e Princesa Tatiana


O Príncipe é muito elegante - lembra-me o charmoso Mr. Big de Sex and the City. E a Princesa tem a elegância e beleza que compete à sua posição- além de um background familiar sofisticado q.b, mas colorido o suficiente para se tornar interessante, e de ter trabalhado em moda para Diane Von Furstenberg. Charmed!

"Menina também diz palavrão", afirma o Público. Mas isso será boa ideia?


Numa crónica partilhada ontem pelo Público (sempre que o Público publica alguma coisa tenho de me lembrar de dar a volta ao pleonasmo, coriscos, que eu não sou menina de palavrões, já lá vamos) Elizabete Rodrigues, mulher do Norte, defende o direito de uma mulher dizer asneiras, quanto mais não seja uma vez por outra.

Há no seu raciocínio aspectos justos e que é impossível negar: poucas coisas são tão eloquentes como um palavrão no momento certo; também concordo que são vocábulos a utilizar com parcimónia e em ocasiões *muito* específicas. Há pessoas que têm o estranho dom de conseguir dizer asneiras sem que isso soe muito chocante ou grosseiro, outras - e algumas do Norte, achando que por isso estão desculpadas de todas as cerimónias- que se armam em engraçadinhas e o resultado é repugnante/ constrangedor - apesar de não deixar de ser curioso reparar na habilidade com que encadeiam trinta palavrões numa frase!


Depois, digo muitas vezes que frequentemente, é menos feio um palavrão expressivo do que um trocadilho insinuante, infantil, brejeiro e baboso. É que eu abomino trocadilhos, e trocadilhos malandrecos raramente saem bem.





Then again, também os palavrões raramente saem bem - principalmente por escrito. Escrever razoavelmente empregando alguns palavrões estratégicos é dificílimo, já o disse por aqui.


Mas entretanto, zás: a cronista lembra que «não é só em função da classe social ou da região do país que varia a intensidade do uso do palavrão. Esta é igualmente uma questão de género!". E continua, muito ciosa da utilidade e do direito de os dizer: “Não é bonito uma mulher dizer palavrões” disseram-me um dia. Na minha cabeça ecoou, “fod***, era só o que me faltava”.

Ora  aqui já estamos parcialmente em desacordo. Parcialmente, porque realmente é uma questão de género e raios parta, (excelente alternativa à palavra f*) era só o que me  faltava se não fosse. Toda a vida ouvi em casa, e dou graças aos Céus por isso, que uma menina ou senhora não usa palavras fortes - se não o puder evitar que seja para dentro, de modo que ninguém ouça. Assim como também não ri alto às gargalhadas, nem fala aos guinchos, nem desce dos saltos a não ser em caso de vida ou de morte, não demonstra emoções que é melhor guardar para si nem faz um espectáculo de si própria. É uma questão de delicadeza, mas sobretudo de auto domínio.




 Se já não fica bem a um homem dizer disparates fora de contexto, a uma mulher muito menos. Mind you, ser uma Senhora não exclui automaticamente o alívio (ou o poder, se quiserem) de ventilar uma valente asneirola em privado e/ou em surdina. Perante uma topada no pé, uma valente contrariedade, um susto daqueles, eu sei lá, dane-se a suavização da coisa ou a versão light e chamem-se (não é palavrão, mas é rude de dizer) os bois pelos nomes; entre quatro paredes ou em sussurro ninguém precisa de saber e como dizia a outra, Deus Nosso Senhor não nos há-de castigar lá por causa disso. 

Conheço até umas quantas Senhoras do mais bem nascido e educado que se pode que não se ensaiam de dispensar os eufemismos. Mas fazem-no num círculo muito restrito e claro, quem não sabe é como quem não vê...vícios privados, públicas virtudes!



 Depois Elizabete Rodrigues diz algo que para mim é o fim do mundo, mas cada um é como cada qual:  Outra forma mais subtil, mas igualmente eficaz, de demonstrar a uma mulher que esta não deve dizer palavrões, é pedindo-lhe desculpa ao fazê-lo. Já me aconteceu uma série de vezes, depois de um car*** proferido por um homem, este acrescentar “ai desculpa, não me lembrei que havia mulheres no grupo”. Neste caso, costumo explicar que considero os car*** inofensivos.»



Ainda bem que há homens que continuam a proceder assim! Já são tão raros que é caso para lhes tirar o chapéu, salvo seja. A maioria diz essas palavras à frente de adolescentes ou velhinhas, se for preciso. E lamento dizê-lo, os car*** não são inofensivos. São uma prova de falta de respeito, de que uma mulher não é importante o suficiente para merecer que um homem, ou um grupo deles, modere a sua linguagem. Rapaziadas, coisas "de homem" é uma coisa, se estão senhoras o contexto já é outro e nem todas serão tão pouco impressionáveis como a Elizabete. Ter consideração pela delicadeza alheia, não sujeitar uma menina ou senhora a uma linguagem que não se utilizaria perante a filha, mãe ou esposa mostra consideração. Não convém que as mulheres incentivem esse aligeirar de costumes, por muito que seja prá frentex uma mulher dizer, ou escrever palavrões se não for capaz de se expressar de forma mais criativa.


E termina com:



"Esta restrição social vai ao encontro de um ideal de mulher com o qual não me identifico. O ideal da mulher-frágil, delicada e civilizada por oposição ao homem-robusto, bruto e rude". Certo, está no seu direito. Por minha vez, eu identifico-me com esse ideal e fico incomodada se o vejo  desrespeitado por quem não morde a língua para se adequar às circunstâncias. É daquelas liberdades que terminam onde começa a dos outros, que havemos de fazer...


"Lamento desiludir todos aqueles que cultivam este ideal-tipo de mulher, mas informo que se trata de uma construção social e não passa de uma ilusão. A mulher é capaz de ser tão ou mais obscena na linguagem como o homem, e isso não faz dela menos mulher. Continua a ser uma verdadeira princesa, fo***!"


Quanto a ser uma construção social, termo que está horrivelmente - e digo "horrivelmente" no sentido literal- na moda, até poderá ser, mas daí a ser uma ilusão vai um passo grande. Há mulheres capazes de ser tão obscenas na linguagem como os homens, certo, e homens mais educados do que algumas mulheres. Mas daí a aplicar tal ideia a todas, devagar com o andor, que isso sim já é ilusão. Há muitas mulheres eloquentes, expressivas, que são perfeitamente capazes de se articular, até bem categoricamente, sem recorrer a impropérios. A nossa língua é riquíssima. Quanto a ser uma "verdadeira princesa" na mesma...esse título anda tão maltratado, tão usado pelas mulheres mais vulgares para se referirem a si próprias e às amigas, que se tornou perfeitamente irrelevante. Ou como uma pessoa amiga uma vez disse "se chamam princesa a «isso» é porque nunca conheceram nenhuma!"

Monday, November 9, 2015

Os "Inglorious bastards" da vida (ou o momento de os reconhecer)


Recentemente, partilharam-se aqui os conselhos preciosos de um Padre para identificar a pessoa a quem não se deve entregar a mão e a vida.

Um deles era importantíssimo: nunca amar ninguém que seja capaz de ser cruel.  Na verdade, parece  uma regra  simples...mas não é. A crueldade pode ser muito subtil; ser exercida aos bocadinhos, mostrar-se quotidianamente em pequenas coisas, e como  tal vai-se instalando e passando quase despercebida.   

Mas entre começar a abrir os olhos e acordar de vez, há aquele momento em que se percebe "espera lá, mas ele (a) é má pessoa.  Não, pior: ele (a) é um (a) valente sacana".



Esse momento de iluminação pode ser imediato (toda a gente já teve instantes "eureka" que fizeram com que nunca mais se olhasse para alguém da mesma maneira) ou ao retardador, meses depois, quando se encara as situações com outra lucidez e outra frieza.



  E o tal momento click, a tal epifania, pode ser o acto ou a recordação daquela afronta , aquela desfeita pior que as outras, que o outro fez no firme propósito de ferir; daquela discussão em que se disseram coisas dolorosas que nunca mais se apagaram; de todas as vezes que se voltou a casa, ou se adormeceu, com lágrimas nos olhos e a sentir o coração a afundar-se depois de tentar e tentar que as coisas mudassem, para ficar tudo na mesma (e o "sempre na mesma" é uma doença fatal). 

Das infinitas vezes em que provocar o choro ou sofrimento não fez com que a sacanice parasse, nem por um instante só. Porque maldades de cabeça quente qualquer um pode fazer, mas para não se comover é preciso ser sacaninha. Ou até daquela atitude que nem dizia directamente respeito - foi com o empregado de mesa, foi com o animal de estimação ou a propósito de um amigo, etc- momento em que se viu claramente, porque afinal já não se fazia cerimónia, aquilo de que a pessoa era capaz.

Ninguém é perfeito, nem há relações perfeitas. Mas crueldade, patifaria e sacanice não têm cura. O diagnóstico dos "inglorious bastards" - que passam pela vida de cada um com barulho, mas sem glória - é que pode demorar...







Sunday, November 8, 2015

Dica do dia: às vezes os homens dão conselhos sensatos.

Dizem por aí que o feminismo acaba quando é preciso abrir um frasco - nós poder até podemos, mas maçar-nos para quê quando há sempre um pai, cara metade ou irmão com força para dar e vender? Ná, antes tornem útil a energia que a natureza lhes deu. Aliás, anda a circular na net um vídeo amoroso que prova esta teoria muito bem:



E como vimos, não há nada que mais depressa conquiste o coração de uma mulher que ouvir dizer "eu trato disso!".

 Mas que o espírito prático masculino se estenda a coisas muito nossas, como a organização do closet ou do toucador em que as mais metódicas e analíticas de nós (eu!  eu! eu!) se orgulham de ser exímias por mais tralha que tenham, isso já toca outro patamar.

 Falei-vos várias vezes no meu toucador, que apesar de ser um móvel dos anos 70 muito giro, com três espelhos giratórios e uma data de gavetas, anda a precisar de uma intervenção em termos de iluminação e logística. 

Embora desse voltas à cabeça, estava a ser complicado ter as coisas organizadas para funcionarem como um relógio, exactamente como eu gosto. Aborrece-me separar tudo cuidadosamente mas, por melhor que faça, de manhã andar à procura daquela base, daquele pincel biselado, de determinada sombra, and so on. E recomeçar o processo de cada vez, a recolocar tudo em caixas e caixinhas.


Um arquivador igual a este resolveu todos os meus problemas!


 Estava nisto, e eis que um engenhocas cavalheiro lá de casa me pergunta - como se fosse a coisa mais natural do mundo - porque é que eu não punha as coisas num arquivador. Daqueles de escritório, fininhos, de plástico, com gavetinhas estreitas . Fiquei a olhar para a mesa de maquilhagem, assim com aquela cara que o Dr. House fazia quando decifrava um enigma médico, e lembrei-me de um arquivador que estava arrumado na livraria quase sem nada, a guardar envelopes e papel de carta.

Fui lá buscá-lo, ainda desconfiada, achando que as gavetas eram demasiado baixas, que ia ser bom para os pincéis mas não havia de caber lá  mais nada, etc.

Comecei de facto pelos pincéis e- oh, maravilha - ficam perfeitamente alinhados, muito melhor do que guardá-los num estojo ou num copo apropriado.

Mas o melhorio do melhorzinho é que tudo o resto - bâtons, pós, sombras, até bases- coube na perfeição. Ocupa um espaço só, comparado com as caixas espalhadas por toda a superfície, podemos arrumar por categorias; no fim é só voltar a guardar nas gavetas, fechar et voilà, fica tudo arrumadinho. Sem falar que quando é preciso limpar o pó basta levantar o arquivador todo junto e pronto. 

Moral da história: vou comprar mais uns quantos arquivadores, para algumas coisas que ainda não usei, ou que não uso tantas vezes. Não é que a sabedoria do "outro lado" às vezes é mesmo útil? Quem disse que uma mulher precisa tanto de um homem como um peixe de uma bicicleta devia estar com os copos, de certeza.



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