Recomenda-se:

Netscope

Saturday, November 28, 2015

Dúvida de Sábado à noite


A reler por acaso este post (em que se indagou onde seria a "Casa da Joana") e este (em que pus dúvida semelhante quanto a outras personagens do imaginário regional e nacional, como a " Parva do Tovim" e o "Manuel dos Plásticos") ocorreu-me mais uma real, existencial e angustiante dúvida: afinal, quem seria a Rainha do Samouco, essa Senhora que muita gente pretensiosa julga que é?






"Decisões têm consequências. Indecisões, mais ainda"

Imagens via
O senhor meu mano anda cansado de me dizer que eu tenho de ver House of Cards, que vou adorar, que a série (apesar de aparentemente um pouco "cinzentona") é a minha cara porque está cheia de ideias tiradas de pensadores da minha eleição, como Maquiavel, Mazarin e Oscar Wilde  ("everything is about sex, except for sex; sex is about power"- houve fãs que julgaram mesmo que esta era obra dos guionistas) e que também devo gostar porque as personagens femininas são todas janotas.

Depois, algumas páginas que acompanho com atenção também estão sempre a citar Mr. Underwood, bad for the greater good (Machiavelli, I hear you).

Moral da história: House of Cards está na minha lista de séries a ver (junto com Eu, Cláudio, que passou em Portugal ainda eu não era ninguém). Só estou à espera que termine, se não demorar temporadas e temporadas, porque gostava de a levar a eito. Preferia que, se é para politiquice e intriga palaciana, a acção se desenrolasse na Roma Antiga ou no Renascimento italiano e não na Casa Branca, mas pronto. A luta pelo poder há-de ter sempre as mesmas piruetas (basta olhar para o nosso país nos últimos dias) e realpolitik sempre houve e sempre haverá.

Mas falando no que me trouxe aqui, estava a passear nas tais páginas que veneram a série e dei-me com a frase acima, que acho que dá pano para mangas e é outra que muitas almas deviam trazer sempre ao alcance da vista:

"Decisões têm consequências. Indecisões, mais ainda" .

 Esta parece-me ser mesmo obra dos guionistas; pelo menos textualmente, porque a ideia é velha: o desprezo pela hesitação é repetido ad nauseam por Maquiavel, que considerava a indecisão um sinal de fraqueza e dizia "nunca vi demora que fosse prudente"; por Kautilya, que avisava contra as deliberações demasiado longas; por Mazarin, Sun Tzu e tantos outros estrategas e filósofos.

E embora possa soar estranho a mentes mais idealistas colocar no mesmo prato Maquiavel, Mazarin, realpolitik e conceitos como honra e hombridade, a verdade é que podem caminhar lado a lado. Sem capacidade de decisão, não há honra possível. Sem tomar partidos, é impossível agir honesta e limpamente.



É certo que os efeitos de uma decisão não se podem prever rigorosamente; os acontecimentos são desencadeados, como uma pedra atirada que forma círculos cada vez mais amplos na superfície de um lago. 

Nos assuntos profissionais, políticos, diplomáticos, pessoais ou afectivos, decidir algo e abraçar essa opção é sempre um risco. É comprometer-se consigo mesmo e com os envolvidos e defender essa escolha contra ventos e marés.  Dar a palavra ou a cara, tomar um partido, escolher, avançar, comprometer-se - qualquer decisão clara, anunciada inequivocamente e levada a cabo -  abre uma porta e o que surge em consequência disso pode ser benéfico ou não. Os grandes líderes chamam a si tanto os possíveis louros como as hipotéticas derrotas. E o mesmo acontece nas pequenas coisas, nas microcósmicas decisões que afectam cada comum dos mortais. 

  Mas colher a vitória ou a derrota, correr bem ou mal, quer dizer que ao menos se procedeu com coragem; com a valentia de assumir varonil e honradamente, no matter what, o que se sentia, pensava ou aquilo em que se acreditava. Implica que se assumiu um risco por si e pelos outros. Que se valorizava o suficiente o que se tinha em mãos para dar o peito às balas. Isso exige força e carácter.



Não escolher nada, não decidir nada, não dar a cara por ninguém nem por coisa nenhuma, esperando cobardemente por trás do pano o momento mais vantajoso (ou menos perigoso) para virar a casaca, não só é pouco lisonjeiro como não acarreta necessariamente benefícios. Se as decisões podem atrair uma queda em desgraça, as indecisões não são melhores. Se uma decisão abre uma porta que não se sabe o que deixará entrar, a indecisão constante, prolongada, teimosa, é como manter uma barragem fechada por mais que as águas se avolumem e façam força contra ela. Mais cedo ou mais tarde, porque nada é estanque, as paredes vão abaixo e o estrago é muito pior, mais assustador e de consequências mais difíceis de manter sob controlo. 

Uma decisão -e as suas consequências - depende de quem tem coragem de a tomar. Uma indecisão - e o que advém dela - deixa quem não decide coisa nenhuma à mercê dos outros... ou da sorte, que nem sempre é madrinha. 

Uma  decisão pode ou não magoar-nos. Mas as indecisões apanham-nos sempre, e nem ao menos se pode dizer "escolhi em sã consciência, por minha livre vontade, o rumo dos acontecimentos". 





Friday, November 27, 2015

A brincar, a brincar...se fala de homens a sério!



Sinceramente, às vezes isto de seguir feeds não sei se me faz bem ou mal. Fico a saber cada uma...

Ora Dave, the strut guy -  Dave, o homem que se pavoneia - é uma daquelas que me deixou confusa, mas ainda não deixei de me rir com este seu vídeo: 


A personagem (basicamente um homenzão de fato que se abana, faz twerk, caminha como uma modelo da Victoria´s Secret e, falando à moda do país-irmão, "rebola" pelas ruas desse mundo de Deus nuns saltos altíssimos e com umas almofadas no derrièrre, escandalizando o povo) foi criada para um anúncio de seguros automóveis, mas rapidamente se tornou viral pelos seus movimentos - diz a internet- "épicos".

Basicamente, "Dave" fica tão contente com a sua apólice que vai a dançar pela rua fora ao som das Pussycat Dolls, primeiro chocando e depois contagiando quem passa.

Não dá para negar que o actor que lhe dá vida, Michael Van Schoick, se equilibra em stilettos e se mexe melhor (e de forma menos ordinareca, apesar de tudo) que muitas mulheres, além de ter uma cara muito patusca.

Ora, eu desconheço se tal ideia é um sinal do esprit du siécle ou uma sátira a esse mesmo espírito (de twerk, grandes traseiros e homens cada vez mais efeminados, com medo de ser homens) mas se é para a desgraça é para a desgraça...

Antes partir a louça toda do que andar por aí a fazer beicinho e a queixar-se de sexismo benevolente, e ai que preconceito de género, eu também tenho direito a ser sensível".  Mal por mal, o "Dave" é honesto.

 Mas o melhorzinho foi o comentário de uma facebookiana dos E.U.A. ao reclame:




"Estou tão contente por o meu marido ser um Homem...ele consegue arranjar um carro, um W.C., ser um pai extremoso, caçar o nosso jantar e proteger a família. Não sabe andar de saltos altos".

(Mais nada. Para stilettos estamos cá nós e não precisamos de vós, right, Darryl Dixon?)









Só cá faltava mais esta: bater palmas é "opressor"


Qualquer alma artística que alguma vez tenha pisado um palco ou falado em público, sabe que não há nada tão caloroso como uma grande ovação. Palmas significam que se comunicou realmente com a plateia; que se ganhou o apoio da dita: que toda a gente in the house está a passar um bocado agradável; trazem aquela sensação de alívio "uffff, saí-me bem". É de bom tom aplaudir quem se apresentou e - conforme o local e a situação- eventualmente fazê-lo de pé, atirar um "Bravo!" ou flores, fazer luzinhas com um isqueiro (num concerto de rock, por exemplo), etc, etc.

É claro que senhoras podem contribuir mais discretamente para a salva de palmas, que não convém magoar as mãos nem fazer figuras, mas...desde que sem exageros nem histerias e respeitando o ambiente em que se está (não se fica solenemente quieto num festival de heavy metal nem se faz mosh na Ópera, como é óbvio) palmas para quem cantou, representou, etc....são bem vindas em toda a parte menos dentro da Igreja

Que curiosamente, porque estamos no fim dos tempos, é precisamente o local onde muita gente, até com obrigação para mais, acha que pode aplaudir (não seria adequado detalhar, mas podem esclarecer o assunto aqui).

Mas fora isso, toda a gente gosta de receber palmas e aplaudir quem teve uma boa prestação, certo? Errado! E errado porquê, Sissi, pergunta quem ainda não teve acesso às mesmas notícias que esta vossa amiga teve a pouca sorte de ler?




Porque - repito- meus caros, estamos no fim dos tempos. Porque a ridicularia, a futilidade, a histeria new age e a falta de noção é tanta que só pode ser um sinal de que mais dia menos dia temos o fim do mundo e a barraca armada, ou o fim do mundo em cuecas e "ciroilas", como se diz na minha terra. E em verdade vos digo que se o Apocalipse for conforme o Livro e vier para pôr termo a tanto disparate junto eu cá estou por tudo, seja o que Deus quiser.

 De acordo com o Washington Timesumas mentes politicamente correctas numa conferência feminista e liberal (what else?) entenderam que bater palminhas é agressivo, machista, sexista (claro!) e gera ansiedade. E parece que tal lembrança partiu de um grupo de estudantes de Oxford. Até veio um terapeuta qualquer dizer que isso tem fundamento, logo, a bem da harmonia na sala, foi pedido que a assistência manifestasse a sua aprovação...dando estalinhos com os dedos



Isto de modo a não ofender nem causar fanicos, chiliques e piripaques em nenhuma pata choca (ou pato choco) que estivesse presente. Pior ainda, estão a tentar lançar a modinha. Eu ainda sou do tempo em que agressivo era atirar tomates e ovos podres para o palco e um artista/político sobrevivia, que um artista tem de ter arcabouço e costas largas. Anda tudo muito sensível!

Daqui, concluo duas coisas: primeiro, que há gente com muito tempo livre nas mãos (passe o trocadilho) e cujas preocupações são muito pouco relevantes; as mulheres que realmente enfrentam dramas graves em países bom,...complicados não
 podiam importar-se menos com a forma como se aplaude. Quanto às mulheres que são vítimas de violência nas nações ditas civilizadas e evoluídas, também essas com causas a sério para sofrer de ansiedade, às tantas preferiam que os agressores batessem palmas num concerto do Justin Bieber ou da Lady Gaga até lhes doer as mãos do que ter a lei por eles, ou quase, a permitir-lhes usar as mãos para coisas piores. 

Segundo, que se a tendência entra em voga estou bem arranjada. É que nunca soube estalar os dedos...já tentei mas não sou capaz, nem quando em pequena queria imitar a Cleópatra do filme do Asterix...







Wednesday, November 25, 2015

Nada contra o Pai Natal, mas...


Quase sem saber como, o Natal está à porta e é um bocadinho deprimente que uma pessoa dê por isso através das musiquinhas irritantes a passar em loop em tudo quanto é loja (logo eu que só gosto destas) e (isto um bocadinho menos deprimente) porque as mesmas lojas se enchem de brinquedos e chocolates (que querem? Posso ter crescido mas isso alegra-me sempre a vista. Até há umas bolas giríssimas no Lidl com um chocolate lá dentro; para quem tem pequenada em casa deve ser uma festa).

Mas antes que desate ser de rigueur escrever para aí posts e wish lists de Natal (ainda não me debrucei sobre presentes, está a ocorrer-me agora) ontem aconteceu-me uma coisa que me fez pensar. Tive de estar numa escola aqui perto e os pequenos, que estavam a desenhar bonecos alusivos à quadra e já me conhecem, pediram-me que garatujasse qualquer coisa natalícia para eles.

"Faça um Pai Natal!" - mas eu, como estava com pressa e tenho menos facilidade em desenhar caras fofinhas e bochechudas, quanto mais renas e trenós, em dois minutos lá tracei o que me veio à cabeça e me sai mais naturalmente: uma Virgem com o Menino e uma Sagrada Família. Mais ou menos assim:



Foi só dar uma auréola a cada um, embrulhar o Menino Jesus numa manta e fazer um narizinho bonitinho, et voilà. E não é que os pequenitos ficaram encantados? Pois, que a Nossa Senhora é bonita, é uma figura feminina, o Menino é criança como eles e enfim...o imaginário da arte fala mais alto.

  Mas é estranho - apesar de alguma ênfase que tem regressado nos últimos anos- que o Menino Jesus, o aniversariante, ande tão esquecido no meio da equação.

Nada contra o bondoso S.Nicolau, transformado em Pai Natal criado pela Coca Cola (dizem...). Mas o Menino Jesus é o dono da festa. Ponto.

 Eu ainda sou do tempo em que o Presépio tinha tanto protagonismo como a Árvore e em que o Menino Jesus partilhava a "responsabilidade" - quando não era o único "encarregado"- de trazer os presentes. Na vila dos meus antepassados, não se falava em Pai Natal. O presente no sapatinho era invariavelmente obra do Menino Jesus. Porém ( e o fenómeno tende a piorar com o laicismo desbragado que ficou na moda) alguém O vê hoje a aparecer em, por exemplo, montras de brinquedos? Postais ou anúncios de Natal? Não. É proibido convidar o Menino Jesus para a brincadeira, apesar de o Natal ser "a festa das crianças".

Além de ser legítimo, em modo a César o que é de César, era bem mais lindinho e edificante do que a Popota...mal por mal, antes o Pai Natal, que apesar de tudo S. Nicolau era Santo, decente e bem intencionado...

Quando as "avozinhas" dão dicas de estilo


A quem quer aprender, as senhoras mais velhas podem transmitir excelentes noções de estilo intemporal. A maioria de nós terá recebido boas influências das mulheres da  família (mães e avós, sogras, tias) e ter algumas dessas senhoras como referência. 

A avó T. deixou-me uns quantos mantras difíceis de esquecer: uma pele luminosa é o mais importante...um bâton cor de carne (nude) fica sempre bonito...os tons creme e bege dão boa cara...uma carteira só vale a pena se for boa e de preferência, em pele...os vestidos largueirões são de evitar, ou convém pôr-lhes um cinto! Já a avó C. martelou-me a máxima "em termos de beleza, nunca devemos querer ser muito diferentes daquilo que Deus nos deu!". 

E ambas insistiam muito na frase: "cabelo demasiado curto e/ou sem volume, jamais!".



 Depois, há as tias: a tia G., que sempre foi glamourosa e me ensinou o impacto de um bom casaco de peles (tive porque tive de arranjar um casaco em pelo branco, eu que até sou toda pela simplicidade, porque adorava ver-lhe o dela quando era pequena; achava aquilo mágico) a tia C.,que era uma boneca nos anos 50; ou a tia S., que não conheci mas tocava piano lindamente e segundo dizem, andava sempre arranjada na perfeição. Todas estas figuras femininas fazem parte do imaginário individual e moldam inevitavelmente a forma como percebemos a moda, o estilo e a beleza. Depois, há aquelas senhoras amigas da velha guarda, que nos fazem querer ser como elas - ou as "avós" super cuidadas que vemos na rua e na Igreja, com os seus agasalhos admiravelmente feitos, os seus acessórios de um luxo sem tempo (aos Domingos costumo cruzar-me com um elegantíssimo e simpático casal nos seus 80, sempre agarradinhos e ela muito vaidosa, com uma velha Chanel 2:55 que é um amor).



As avós conhecem melhor do que as consumidoras mais novas a verdadeira qualidade, o styling correcto, o real significado do luxo e da elegância, porque viveram tempos menos permissivos, menos frenéticos e menos consumistas, em que era suposto haver um lugar e ocasião para tudo, em que as coisas eram feitas para durar.


Por isso, achei um encanto este artigo :"Lições de estilo da minha vizinha de 92 anos".

A autora, que tem a sabedoria de não achar que os jovens sabem tudo, falou com a senhora da porta ao lado, uma ex-executiva de Wall Street que mantém uma activa vida social e conserva o espírito jovem, adivinhem como? Entretendo-se imenso com as suas roupas, antecipando o próximo jantar com amigos, planeando algumas toilettes com antecedência, etc. Quem não gostaria de chegar a essa idade e continuar a divertir-se com a moda, como se o tempo fosse só uma piada? Acho uma terapia excelente.

E alguns dos seus conselhos são spot on

- Nunca subestime o poder de um fato/ tailleur, que se pode usar de forma casual ou sofisticada (ideias para isso aqui);

- É melhor investir do que simplesmente "comprar" (evitar a roupa declaradamente "baratuxa" e procurar sempre a qualidade);

- Ter SEMPRE algo elegante no armário para as situações que pedem traje social;

- Uns bons saltos podem fazer toda a diferença (escolhendo os saltos certos para si, claro);

- Faça limpezas regulares ao armário, e livre-se do que não lhe serve. Se não cabe na roupa (ou lhe sobra tecido) guardá-la para quê?

- Os sapatos devem combinar com as calças (nota: porque assim alongará as pernas!)

- Peças lisas e coloridas são mais clássicas do que padrões espampanantes.


A avós, como as mães, têm sempre razão...








Tuesday, November 24, 2015

E vão 24 anos sem si, Freddie.


Um bom amigo lembrou-me ontem que este mês fazem 24 anos que perdemos Freddie Mercury. Apesar de adorar música, talvez mais do que qualquer outra coisa, nunca tive ídolos nem me entusiasmei com celebridades. Tão pouco fui de chorar, mesmo quando era muito nova, por dramas de gente famosa ou tragédias que passassem nas notícias, por muito impressionantes que fossem.

Mas por causa de Freddie, eu chorei a sério. Freddie, como detalhei aqui, era mais do que um cantor extraordinário, das vozes mais belas a ter-se feito ouvir neste mundo do Senhor; mais do que um ícone de moda e um compositor genial, do que o carismático e belo líder de uma banda igualmente genial; se lá em casa fôssemos romanos, Mercury quase faria parte dos nossos deuses lares, de certeza- o nome prestava-se a isso, pelo menos.

 Assim, era uma espécie de entidade sempre presente com a sua música: os pais tinham a maior parte dos álbuns, eu e o meu primo coleccionávamos imagens dos Queen e aprendíamos as canções  de cor e salteado. Uma das primeiras coisas que cantei sozinha ao piano foi Love of My Life, que Freddie compôs para a sua eterna amada, Mary Austin.




Era pequena e estava na cozinha quando a mãe me veio dizer  que o nosso Fredinho já não estava entre nós. Contou-mo de lágrimas nos olhos, ela que ainda é menos piegas que eu - afinal, tinha acabado de perder a sua crush de adolescência; no liceu desenhava retratos dele a carvão. Foi um drama e ainda hoje não aguento ver nem ouvir These are the days of our lives, talvez uma das mais belas canções criadas pelos Queen, mas que para mim terá sempre o feeling de um velório. 



 A partir daí, embora sempre tivesse mais fé em anjos da guarda do que em espíritos de pessoas que por cá andaram tal como nós, passei a ver Freddie como algo parecido com isso: sempre que estava para me acontecer algo de importante, uma canção dos Queen passava inesperadamente. Coincidência, é o mais certo, mas sentia que dava sorte.

É surpreendente como passaram 24 anos e Freddie continua tão presente. É rara a semana em que não trauteio ou ouço algo seu. Inúmeros artistas baseiam-se visual e musicalmente nele, mas continua inimitável e insubstituível, por mais tropelias e sacrilégios que Brian May invente para manter os Queen vivos (May, gosto muito de si e compreendo o desgosto, mas os Queen morreram com Freddie Mercury; é assim que as lendas são feitas).

A nobre arte de se deixar de tretas



Quase que se podia criar uma categoria aqui no Imperatrix chamada "aquelas frases batidas que parecem lugares comuns sem ponta por onde se lhes pegue, mas vai-se a ver e até significam qualquer coisa"***

É que volta não volta lá me aparece uma, dessas que andam para aí nos facebooks da vida, mas que em certos momentos da dita cuja caem que nem uma luva. E esta é uma delas... como diz o povo, só se lhes dá o valor quando se vê de perto uma situação mesmo a condizer.

As acções mostram sempre porque é que as palavras não valem nada. 

Quem nunca precisou de chegar a esta brilhante conclusão, pode considerar-se uma pessoa de sorte, super resolvida, que se rege pela máxima "tempo é dinheiro", logo não atura empatas nem pesos mortos. 

Por vezes anda-se ali meses, anos, a nadar na maionese, a inventar desculpas para o projecto que não atrasa nem adianta, para as obras que nunca mais acabam, para a avaria que toda a gente jura não ter arranjo, para a pessoa que diz que se importa muito mas comportar-se como gente civilizada que é bom, nada, para...*inserir problema doméstico/pessoal/ profissional/amoroso arrastado ad aeternum por pessoas pouco amiguinhas de se responsabilizar pelas coisas e levá-las adiante de um raio de uma vez por todas*.

 E vão-se atribuindo pacientes medalhas de consolação:



- Ao advogado que não anda com um caso para a frente..."ah, mas ele conhece a minha família/empresa há tantos anos...já está por dentro do assunto...era uma complicação mudar...";

-  Ao sócio que prejudica os negócios e não faz a sua parte "mas estamos juntos nisto desde que nasceu a ideia..."; 

- À falsa amiga que só sabe pedir favores, mas nunca está lá quando é precisa "ela não sabe portar-se melhor...é assim desde os bancos da escola...não é defeito, é feitio...

- À cara-metade que vai enrolando/fazendo desfeitas/cenas de ciúmes/whatever, num festival de asneira atrás de asneira:  "é a pessoa mais parecida comigo que existe...aquela que me conhece melhor...tem os seus defeitos mas não é mau diabo...não faz isso por mal...tem andado a passar uma fase complicada...ao menos deste (a) gosto a sério e depois, se acabo tudo posso sempre encontrar pior...".

- Ao empreiteiro que jura aos pés juntos que não sabe como resolver aquela infiltração na casa construída por ele próprio, e que vai empatando com remendos: "ele até é honesto...é um bocado trapalhão mas já prometeu que vem dia de S. Nunca à tarde, na semana dos nove dias, com um amigo dele que é especialista para ter uma segunda opinião..." (e entretanto, o tecto vai caindo aos bocados e estragando o aparador que herdou da sua trisavó).

Etc, etc, etc...



O que demora a entender - ser paciente e tolerante tem este senão - é que, quase sempre, lá no fundo as pessoas protelam porque querem, hesitam porque querem, chafurdam na treta porque assim é que estão bem, dizem "não sei" ou "não tenho solução" porque têm preguiça de resolver o problema, não se decidem nem tomam partidos porque NÃO LHES APETECE ou não lhes dá jeito, ou simplesmente portam-se mal e abusam da paciência dos outros porque acham que podem. Tão simples como isso.

E basta mudar de ares, recorrer a outro profissional, partir para outra, seguir em frente, entrar num projecto novo, arranjar novos amigos para que o contraste fale por si

Nha nha nha, nha nha nha, papagaios ao cesto e a treta continua.

Quando depois de lidar com quem adia, arrasta, obriga a rezar responsos, a implorar, ameaçar e a andar numa ralação dia e noite por coisinhas de nada... se encontra alguém que num ápice põe tudo em pratos limpos que é um gosto, tem-se uma epifania. Fica-se maravilhado (a), a pensar "onde é que eu andei a gastar o meu rico tempo?".

Quem quer, quem se importa, quem é competente, quem está empenhado, quem é, no fundo, uma pessoa decente, AGE. Fala, resolve, faz, decide, toma lados, compromete-se e cumpre ou, como dizem os ingleses, exerce a nobre arte de put your money where your mouth is

Aqui, por dinheiro, pode entender-se qualquer coisa: é dar o peito às balas, tratar do assunto, tomar uma decisão e levá-la adiante em tempo útil, porque falar é fácil. Até os papagaios falam e não se vê ninguém a confiar os seus assuntos a tais passarocos, por mais elaborado vocabulário que tenham...





***Qual quase, cria-se a categoria e caso arrumado, porque não quero misturar frases destas com citações de autores consagrados e vetustos ditados populares.

Monday, November 23, 2015

Dos amores "efeito borboleta"


A propósito deste post, uma nossa amiga e blogger chamou-me a atenção para o facto de o novo sucesso da Adelinha, Hello, visar mais do mesmo: uma conversa daquelas agridoces com uma antiga paixão que correu mal (e nota bene, as cantigas acabam invariavelmente com a menina a ser dispensada; cá para mim devia ir à bruxa ou  pedir umas dicas ao nosso Rui Veloso, que dizia e muito bem "nunca voltes ao lugar onde já foste feliz", essa sim, uma das minhas canções preferidas).




Antes de mais, um aparte: tenho definitivamente de reproduzir aquela maquilhagem do vídeo. Digam o que disserem, o raio da mulher sabe fazer surgir beleza na sua cara (ou contrata quem sabe, vá).



Adiante : Hello, além de ter uma melodia mais interessante, intimista e menos xaropenta do que a cantiga-irmã, Someone Like You, é uma canção muito mais honesta.

Se Someone Like You reproduz o discurso típico da mulher da luta sem dignidade que foi rejeitada mas mesmo assim quer ficar amiguinha do ex a ver se cola (de-pri-men-te), a situação cantada em Hello já podia acontecer a qualquer uma. 

Não necessariamente com um ex, que quanto a isso estou com o Rui Veloso; não necessariamente ligando do Outro Mundo para assombrar uma alma que está descansada na sua vida, pois uma senhora digna não faz essas coisas nem aparece onde não é desejada.



Mas por vezes há Aquela Pessoa que poderia ter sido perfeita e que se deixou escapar por descaso, por acaso, por estupidez, por partida do destino, por timidez, por tolice de juventude, quando tudo é puro e possível. 

Por causa disso o coração de um, de outro, ou de ambos, partiu um bocadinho, mas um bocadinho que fez falta sem que se percebesse, que nunca esqueceu nem curou. E  num solavanco quântico que altera a ordem do universo, a vida dos dois tomou rumos muito díspares, cometeram-se erros e sofreram-se coisas que nunca teriam surgido caso a opção tivesse sido outra. 



  Mas como nada é estanque nesta vida, às vezes há dúvidas, há aqueles terríveis "what if?" (e se?) que têm vontade própria, que não ficam sem resposta ainda que não se faça nada por isso. É como se o fragmento ou estilhaço que saltou fora do peito corresse Seca e Meca para voltar ao seu sítio. Quando assim é, os dois podem reencontrar-se e eventualmente começar no ponto onde pararam, já com as suas feridas de guerra, outra perspectiva, outra sabedoria mas surpreendentemente iguais ao que eram. Porque o que tem de acontecer, o que está escrito assim, dá-se inevitavelmente.

Por vezes procura-se muito longe aquilo que esteve perto desde o início, e um simples "hello", que quase não se dizia, pode pôr de novo em marcha esse estranho efeito borboleta...

21 coisas que só uma rapariga tradicional entende

Bota de elástico? Old fashioned? Amiguinha do vintage? Careta? Conservadora? Tudo isso, com muita honra. Mas nem tudo são rosas na vida de uma rapariga à moda antiga...



1- Nos transportes públicos, ser a única a dar o seu lugar a uma pessoa idosa/grávida/freira/ senhor de muletas. Às vezes segue-se uma breve conversa com a tal pessoa, que diz para quem quer ouvir "já ninguém é bem educado hoje em dia" e tudo à volta com cara de caso.



2- Não conseguir conter uma  cara de tacho quando conhecidos seus tratam os filhos por "principezinhos e princesas" mas depois os educam como uns selvagens.  E pensar "no meu tempo" as crianças eram para ser vistas, mas ouvidas? Nem tanto



3- Não compreenderem a sua repulsa pela última "it bag", nem o seu fascínio por um vestido "velho" (na realidade, é brocado veneziano e vai ficar fabuloso depois de uma visita à costureira) ou um casaco que cheira a naftalina (é um Givenchy vintage).



4- Cair ou escorregar com grande aparato, magoar-se bastante, não dizer ai nem ui, levantar-se toda tonta mas com o ar mais sereno deste mundo e dizerem-lhe "você não existe! Se fosse eu a dar uma queda dessas, já tinha dito para aqui..." *inserir palavrões dos feios*. Isto de ter auto domínio...



5- Não ter paciência para "sessões de meditação e regressão de vidas passadas" e achar isso exótico e esquisito; preferir ir à Igreja e rezar o Rosário como os seus avoengos sempre foram e os outros acharem isso esquisito, exótico, uma seca e chamarem-lhe "papa Missas". O que não faz sentido, porque o que você faz sempre é menos demorado. E mal por mal, antes retirar-se para um convento limpinho ao pé da porta do que encher-se de lama, germes e parasitas num ashram remoto e imundo nos confins da Índia. 



6- Fazerem-lhe provocações e negaças, você ficar muda como uma estátua, dar o seu melhor olhar de desprezo e virar costas como a sua avozinha lhe ensinou, e ainda ser apelidada de "peneirenta", "princesa" ou pior, Senhora Dona Lady.




7- Ouvir muitas vezes "ninguém diria que és tão simpática! É que tens um ar tão sério!". Um  ponto pela sinceridade (ou será elogio envenenado?). É assim uma surpresa tão grande para toda a gente que tenha um seu lado mais divertido - que goste de dançar e contar piadas e essas coisas, como todo o mundo?



8- Sentir-se desconsiderada se um pretendente em potencial a convida sem a devida antecedência (olhe o respeito, menino!)...e o rapaz, como está habituado a raparigas mais modernas, não perceber o que raio fez de errado.



9- Ficar arreliada por chamarem "dondocas" e "mentes desperdiçadas" às donas de casa. Principalmente se não lhe faz impressão ser uma, pelo menos de vez em quando. A sua avó foi e era feliz, certo? A full time ou part time, com ou sem ajuda de pessoal especializado, o trabalho de casa nunca está feito, tem muito que se lhe diga e quem diz o contrário é preguiçosa. Ora toma.



10- As manicuras ficam todas tristes consigo, porque não as deixa fazerem-lhe macacadas nas unhas. Isto se não passou a pintar em casa, porque realmente não compensa perder tempo para pôr um verniz tranparente, porcelana, encarnado ou rouge noir, mais coisa menos coisa.



11- Sentir muitas vezes que a frase "já não há homens!" se aplica cada vez mais.




12- Saber que "dar-se ao respeito" é meio caminho andado para afugentar pretendentes que não prestam. E o mesmo se aplica a dizer coisas ajuizadas, mas que soam super antiquadas (e.g: "o namoro deve ser uma preparação para o casamento", "tenho de me despachar porque fiquei de ir com a avó à igreja", etc, etc) de propósito, só para se divertir com a cara deles. Depois começar a contar os segundos que demoram a pôr-se a andar. Viva a filtragem! (Se algum ficar depois de ouvir isso, das duas uma: ou é parecido consigo, ou é maluquinho ou gosta mesmo de si e vale a pena, ou tudo junto).




13- Por outro lado, comprovar que uma toilette discreta faz mais sucesso do que os "não-vestidos" que muitas mulheres usam, competindo para ver quem está menos vestida. O mistério tem um grande atractivo.



14- Detestar falar de dinheiro, porque lhe ensinaram sempre que isso é vulgar e de mau gosto. O que não dá jeito nenhum em certas situações em que é preciso discutir o vil metal.



15- Esperarem de si um comportamento invariavelmente exemplar, e cair o Carmo e a Trindade se por acaso prevarica. Perfeito o tempo todo, só o Terminator. E olhem lá.



16- As pessoas mais desbocadas têm medo de estar ao pé de si, não vá sair-lhes algum disparate (vulgo palavrão ou dito brejeiro). Chama-se a isso impor o terror silencioso.




17- Começar muitas frases por " como a avó dizia sempre..." ou, perante uma dúvida "o que é que a minha bisavó super sensata faria nesta situação?"



18- Ficar verde se lhe sugerem algo a tender para o demasiado revelador numa loja (ou se uma costureira tem a bela ideia de propor subir demasiado as bainhas) dizendo "é magrinha, tudo lhe fica bem" ou pior "aproveite enquanto é jovem, o que é bonito é para se ver, etc". Urticária.






19- Não se incomodar com serigaitas, porque a sua tia sempre lhe martelou que uma senhora só vê e ouve aquilo que quer, e de resto seria ridículo ter ciúmes de seres de outra dimensão; mas ter-lhes uma terrível alergia social, como há quem tenha aos ácaros e assim. 



20- Não compreender como há gente que fica amicíssima dos seus imensos ex, como se nada fosse, à moda das séries americanas.



21-Ter alergia ao poliéster - ou a tudo o que é perecível, de má qualidade, vulgar e descartável como o poliéster. Seja nos bens materiais ou em coisas menos tangíveis, como as companhias, os valores de base, a palavra de honra... 
A culpa não é sua se prefere o que é valioso, natural, durável e genuíno.




Sunday, November 22, 2015

Duas dicas para Rapunzéis (porque hoje é Domingo)


                                              

1- As nossas antepassadas juravam que era importantíssimo escovar o cabelo 100 vezes por dia... e ainda há quem defenda que esse é um bom hábito se se preza o cabelo longo. No entanto, quem faz brushing regularmente, ou todos os dias (seja com uma escova normal + secador ou, para as trapalhonas como moi-même, com escova-modeladora de ar quente)  já o escova muitas vezes, o que torna um pouco difícil contabilizar o número exacto de passagens.

 O que tenho notado, porém, uma vez que o uso bastante comprido, é que convém ter uma boa escova para pôr as mechas em ordem, quer ao longo do dia (em retoques) quer para desembaraçar antes de deitar - haja ou não intenção de o lavar no dia seguinte. A nível de escovas normais, já vos falei nas da Primark com efeito anti frizz, anti electricidade estática, etc. São fantásticas e pelo preço, dá para ter várias em rotação ou desfazer-se delas sem dó logo que começam a falhar.


Escova da Belle Époque, via
 Mas para desembaraçar à noite, nada como uma boa escova de cerdas naturais macias, à moda antiga, tipo escova de bebé: daquelas que parece que massajam em vez de escovarem a sério. É o melhor modo de desfazer nós sem partir um só cabelinho, além de estimular a circulação, etc. Pode sempre desembaraçar-se mais a fundo no fim com um pente de dentes largos ou escova comum, mas usando primeiro a escova macia, é garantido que não há puxões naqueles "nozinhos" ou asperezas que se formam nas pontas, e  que o cabelo não fica massacrado. 

Também é excelente para espalhar o champô seco sem estimular desnecessariamente nem irritar o couro cabeludo. Não tenho uma favorita, mas qualquer modelo de bazar ou loja de cabeleireiro servirá- por mais tangle teezers que me ponham à frente!





2- Já comentei por aqui que às vezes ficamos desiludidas com certos produtos, apenas para ver que mais tarde acabam por resultar noutro contexto. A pele e o cabelo não reagem sempre da mesma maneira às fórmulas, vá-se lá entender. 
 Quando saiu o Óleo Extraordinário (e multi usos) da L´Oréal eu, que sou muito fã dessas texturas, comprei duas embalagens - estava em promoção, pois. No entanto, nunca me agradou, achava-o pesado e pegajoso. E para ali foi ficando, a pensar naqueles dias em que se acabam os outros. Eis que entretanto comecei a usar outra escova de ar quente e passei a recorrer mais vezes à técnica do carrapito para dar forma e volume em vez de castigar tanto as madeixas com o ferro ou mesmo rolos térmicos. E como dava jeito um óleo para as pontas, lembrei-me de conceder mais uma chance ao pegajoso extraordinário. Seja o que Deus quiser, e vai de o usar ora antes de secar o cabelo, deixando absorver bem, ora para retoques entre lavagens ou durante o dia (quando as pontas ficam secas e é preciso hidratá-las antes de passar o modelador ou prendê-lo bem enroladinho, para mais tarde o soltar com bom aspecto).

E não é que desta vez funcionou? O cabelo fica perfumadíssimo, cintilante e, como disseram cá em casa, "estupidamente macio". Já vou no fim da segunda embalagem, para aprender que quando se trata de cosméticos, é bom não jurar a pés juntos.







"Se pode facilitar, não complique"


Muita gente devia dizer isto como uma mantra. Melhor ainda: colar, fixar ou escrever esta regra simplicíssima no frigorífico, para a absorver ao pequeno almoço; no espelho da casinha ou no tecto do quarto, para olhar para ela assim que acorda, quando a mente ainda está fresca e impressionável (uma explicadora de Matemática jurou-me que resultava para fixar as fórmulas). Ou tatuar isto num local bem visível, eu sei lá.

Isto porque a  vida já tem tantas contrariedades e aborrecimentos a fugir da nossa mão, que não dependem do nosso controlo...chega a ser estúpido inventar outras, criar tempestades em copo de água, procurar piolhos num ovo ou bater no ceguinho por detalhes. Seja em casa, num relacionamento ou no campo profissional, não entendo esta mania de criar dificuldades onde elas não existem, ou complicar ao infinito o que só precisa de um jeitinho.



Quase se passa mais tempo no "daqui me perguntaram, daqui me responderam..." do que a tratar da questão em si. E quando de facto se trata da questão, já se vai descabelado, enxofrado, doente dos nervos, provadinho pelo fogo. 


Um  Santo dos nossos tempos disse que devemos dar graças quando nos tiram do sério, porque tudo isso contribui para a nossa purificação e aperfeiçoamento (no melhor modo paciência de Job) mas tenho para mim que há-de haver meios menos stressantes de nos tornarmos pessoas melhores...

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...