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Friday, January 8, 2016

5 mitos de estilo para esquecer

Mitos de estilo há muitos. Uns fazem parte dos cânones mas não se aplicam necessariamente a tudo; outros vêm da perspectiva de cada um (a); outros ainda têm sido amplamente publicitados por revistas, portais e blogs de moda...o certo é que certas lendas urbanas no que à elegância diz respeito não devem ser tomadas ao pé da letra. Aqui ficam cinco, para meninas e meninos:


1- Casacos e sobretudos são "pesados" e desconfortáveis
Um casaco pode fazer (ou estragar) uma toilette e saber usar agasalhos apropriadamente traça a linha entre as pessoas elegantes e as simples curiosas. De facto é muito desagradável - e mau para a coluna- usar um sobretudo que parece pesar uma tonelada, cansando os ombros e atrapalhando as caminhadas ao vento e à chuva.  Se "picar" ou apertar onde não deve, pior o tormento! E de facto, até há alguns anos, os casacos "pesadões" eram infelizmente a norma, principalmente nas marcas mais comuns. Porém, um bom casaco de fazenda, lã ou pele de qualquer modelo- além de ser  feito de materiais de qualidade - nunca dará essa sensação. Ser consistente e aconchegante, mas leve e macio, é o melhor sinal de um casaco ou sobretudo que vale a pena. Essa é a razão de os homens e mulheres com estilo usarem lindíssimos agasalhos como se fossem a sua própria pele, enquanto o resto do planeta anda enfarpelado em camisolas interiores, polares e outras camadas com um casaquito sem graça por cima. O que além de não ficar bonito, também não é nada cómodo.


2 - "Não consigo usar saltos" ou "não fico bem sem saltos"


Para ambos os extremos há uma só resposta: calçado de qualidade. Não me canso de dizer que até se pode poupar ao máximo noutras coisas (nomeadamente, visitas demasiado regulares ao cabeleireiro e à manicure) mas quando se trata do conforto dos pés, da saúde e do bom ar, convém investir mais um bocadinho. Sapatos bons não magoam nem são instáveis. No limite, podem causar um ligeiro desconforto se forem realmente muito altos, de salto fino (mas esses, qualquer pessoa sensata e de bom gosto os reserva para ocasiões especiais) e/ou muito compensados. Por isso (salvo em casos clínicos muito delicados) não é complicado encontrar um par, ou mais, com uma alturinha que favoreça a figura e permita caminhar com elegância. Já quem não consegue usar saltos baixos ou rasos nunca, por nunca ser, também anda mal informada: repito, um salto altíssimo não alonga necessariamente mais a figura. Há por aí muita botinha e sapatinho com uma altura matadora que atarraca em vez de adelgaçar. A chave está em escolher os modelos que funcionam e em jogar com as proporções, não no tamanho do tacão.

3- Azul escuro e preto não combinam


Sinceramente, ainda gostava de saber quem inventou essa, mas é dos poucos mitos tradicionais a tomar com um grão de sal. Sendo o preto uma tela neutra, presta-se praticamente a tudo, inclusive a outfits com azul escuro. Para o fazer funcionar, porém, convém que o azul seja vivo q.b e de um tecido ou material com textura diferente da peça preta, para não parecer um conjunto que desbotou (e.g. calças de couro pretas com blazer ou sports jacket de lã azul, estilo colegial). Pode também avivar-se o look com um acessório de uma terceira cor que complemente - um cachecol encarnado, por exemplo.

4- Misturar padrões é uma esplêndida ideia
Bom, até pode ser. Há quem consiga resultados de certa elegância com isso. Mas esta sugestão tem sido defendida ultimamente como o Santo Graal do styling e sinceramente, acho que já há gente a fazer disparates que chegue mesmo sem tentar coisas tão arriscadas. Combinar padrões funciona lindamente no masculino ( ex: ao coordenar camisas + gravatas). Também pode ser um recurso para quem tem menos roupa e quer conjugar entre si todas as peças de que dispõe. De resto, pode ser usado como variante, tendo em conta que uma das regras para conseguir um bom efeito é assegurar-se de que ambas as estampas têm pelo menos uma cor em comum. Mas com tanto por onde escolher no armário da maioria das pessoas, qual é a necessidade de abusar dessa "modernice"? Na dúvida, há que colocar o aprumo antes da originalidade, porque o ruído visual é sempre de evitar.

5- Sobreposições = look trendy


Nada contra as sobreposições em si: bem pensadas e em certas pessoas, funcionam lindamente e dão "aquele quê". Porém, esta é outra ideia defendida ad nauseam nos sites de styling ultimamente, e o que mais há é gente que à conta disso, querendo ser original, lembra a cantiga infantil do D. Eustáquio Rebuçado: mais parece uma cebola, ou uma bola de trapos com o nariz de fora. Quando se mistura muita coisa - e comprimentos diferentes - é fácil exagerar, criar demasiado volume, ficar desconfortável ou perder de vista as proporções, achatando a silhueta. É preciso ver que nem tudo o que parece bem num retrato tirado para inglês ver resulta na vida real, e que em todos os tecidos se portam como devem quando sobrepostos. Para usar camadas sem perder a elegância, nada como pensar em termos utilitários e usar a lógica clássica: ou seja, colocá-las onde são necessárias. Um blazer ou biker jacket sob uma capa ou sobretudo, uma camisola de gola alta sob um vestido de tweed sem mangas, uma camisa de mangas tufadas com um pullover de mangas mais curtas por cima,  e por aí fora. Combinações invertidas (ex: blusão de ganga sobre um casaco comprido mais leve) ou juntar tecidos de espessura igual (ex: casacos de malha sobre vestidos de tricot) não são impossíveis, mas exigem cuidado.






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