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Friday, January 22, 2016

8 Mr. Wrongs que quase todas as mulheres encontram, parte II



Como prometido, continuemos a nossa série de desgraças.


4- O Mr. Big



Como o nome indica um Mr. Big é bem sucedido, sofisticado, elegante e tem tudo em comum consigo. Completam as frases um do outro, apreciam os mesmos assuntos, os mesmos hobbies, as mesmas roupas, a mesma música, defendem valores e ideais iguais e até o sentido de humor de ambos se assemelha. Com ele sente-se em casa e não importa as vezes que se zanguem, parecem fadados a não passar um sem o outro. Cenário tirado de um catálogo da Ralph Lauren, certo? O problema é que regra geral, o Mr. Big acha-se mesmo isso, um grande figurão. 


Está tão convencido de que é amado incondicionalmente - ou de que ninguém lhe chega aos calcanhares - que não cresce, entrando na síndrome de Homem Tofu. Simplesmente sente que tudo lhe é devido, que um dia tudo se resolverá quando bem lhe apetecer e que não importa o quão mal se porte, terá a mulher que considera sua no momento em que estalar os dedos. Pior ainda, como é muito exigente e mimado, tende a comportamentos possessivos e a idealizar a mulher que escolheu: coloca-a num *mau* pedestal, esperando mundos e fundos dela sem dar grande coisa em troca ou contando com extrema devoção e paciência enquanto ele parte a louça toda. E se ela de alguma forma belisca essa imagem que ele criou - porque já não o pode aturar - que catástrofe! Para um Mr. Big, ele é o grande prémio e a mulher é um troféu para fazer pendant. Embora aparente todas as características do Homem Alfa, no fundo o Mr. Big é um menino que vai à lata das bolachas uma e outra vez, contando nunca ser castigado porque é o ai-Jesus, o supra sumo. E quando as coisas dão para o torto pela milésima vez, a culpa NUNCA é dele...ainda fica muito triste e a sentir-se injustiçado. Enredos destes resultam nas séries e nos filmes porque os guionistas forçam a barra para contentar o público. Na vida real? Nem tanto.

5 - O mulherengo



Para uma mulher selectiva e segura de si , um mulherengo dificilmente passará da categoria de pretendente. É que apesar de vir em vários moldes, com várias caras e de existir em todas as classes sociais - do "pintas" vulgar ao James Bond sofisticado, passando pelo hippie que usa a desculpa do "amor livre" -  é fácil detectar a quantidade de mulherio e de "amigas" a gravitar à volta dele.

 Mulheres que não toleram concorrência e que preferem rapazes circunspectos costumam ter o seu ordinarómetro bem afinado e fugir deste género. Já mulheres mais inseguras ou competitivas, que têm a fantasia de transformar um rufia num homem de família ou que gostam de tentar ofuscar as outras são presas fáceis para estes coleccionadores. E não esqueçamos as desmioladas e as ingénuas...em todo o caso, embora este espécime só costume enganar quem quer ser enganada, há um exemplar por outro mais "artista" que gosta de brincar ao número do marinheiro: ter uma namorada em cada porto, fazendo cada uma crer que só tem olhos para ela...
 Esta ave rara costuma ser o grande trauma no "livrinho negro" da maior parte das mulheres, ou o grande "abre olhos". Se tiverem sido extra sortudas, foram cortejadas por um assim no liceu, tudo não passou de bilhetinhos super inocentes, ficaram vacinadas para o resto da vida e ainda estão para perceber como há mulheres que dão dois dedos de conversa a tais malandros...

6- O engraçadinho-parvinho




Um engraçadinho-parvinho é um sub-tipo que às vezes convive no mesmo corpo com outras tipologias, como o Mr. Big, o mulherengo ou o verdadeiro parvalhão.

 Dependendo da combinação, esta característica pode ser mais ou menos insuportável. A maioria das mulheres cita o sentido de humor como uma qualidade sedutora no sexo oposto, mas o engraçadinho-parvinho usa o facto de ser um brincalhão - e de ter realmente piada - para fugir dos confrontos, escusar-se a pedir desculpa se fez algo mesmo mau, para evitar falar a sério ou, em casos mais graves, para ser um sacana de primeira e dizer ou fazer coisas desagradáveis sem ser castigado por isso. Se está ressentido com algo, um engraçadinho-parvinho é incapaz de ter uma conversa de gente, tirar o assunto do sistema e voltar ao normal: arrelia a pessoa com piadinhas de mau gosto o resto da vida. Também é o tipo que se atreve a troçar da namorada, criticando-a mais ou menos jocosamente à frente de quem está...e se ela desatina, já sabe que todos lhe vão dizer "não leve a sério, ele é um bem disposto, um ganda maluco".  Na óptica deste bobo da corte tudo se resolve na brincadeira, o que mostra que nunca cresceu, que não tem intenções de encarar nada com termos e em última análise, que tem muito pouca consideração pelos sentimentos alheios. A maioria acaba dispensada  quando uma mulher se cansa de tanta risota sem graça nenhuma (ou quando um pretendente mais íntegro se apresenta) com a guia de marcha "junta-te ao circo, palhacito".


7 - O Houdini indeciso




Regra geral, este é outro que nunca passa das intenções a não ser que uma rapariga seja super modernaça, super mulher da luta ou então, se calha até não ser nada disso mas é apanhada em maré de não aturar mistérios. Em todo o caso, tal caramelo só deixa de ser um mero pretendente caso uma mulher o abane pelos colarinhos e lhe pergunte directamente o que é que ele afinal quer. Um rapaz destes é capaz de alimentar uma paixonite e andar atrás de uma rapariga anos a fio, sem nunca realmente pôr as cartas na mesa - ou pior, de ser como certos cometas e de dar um ar da sua graça quando lhe dá jeito, sempre à espera que seja ela a declarar-se.

 Faz o género de aparecer e desaparecer, de ter coisas marcadas e evaporar-se à última da hora sem explicação, em suma, nem vale a pena tomar a sério o que ele diz. Quase sempre a história, que nem história é, acaba com as últimas mensagens dele a ficarem sem resposta. Anos mais tarde fica-se a saber que casou com a primeira namorada autoritária, a única com paciência para o aturar porque enfim, mais vale o diabo que se conhece do que o diabo que não se conhece, e que praticamente o arrastou até ao altar pelos cabelos - com as damas de honor a barrar a porta da Igreja de rolos da massa em punho, não fosse ele tentar uma fuga das suas.


8- O Monstro

Tecnicamente este não devia fazer parte da lista porque poucas azaradas o encontram, graças aos céus - mas vamos inclui-lo porque todas já ouviram falar dele. O monstro é quase sempre um mito urbano, o tipo horroroso com quem uma amiga-de-uma-amiga se relacionou e que a deixou à beira de um ataque de nervos, senão pior. Poucas têm o azar de enfrentar tal besta mitológica, que é uma versão mais negra, mais subtil e mais psicopata do doidinho de serviço. Dá até medo descrever tal personagem, pois as suas patifarias vão do abuso emocional à manipulação pura com base em promessas estapafúrdias, passando por traições sucessivas e coisas  mais sinistras. É o género que se orgulha de deixar para trás um rol de corações destroçados e mulheres em maus lençóis. Se o doidinho de serviço às vezes não faz por mal - e até faz mal a si próprio- o Monstro é cruel de propósito. Nunca gosta minimamente de ninguém e digamos apenas que é uma alma danada e problemática além de toda a salvação, que serve para contar histórias instrutivas de arrepiar as imprudentes e para dar mau nome ao sexo forte. Felizmente a fama costuma precedê-lo, quando o ar esquisito não o denuncia... 
Depois, ele tende a aproximar-se apenas de mulheres que estejam carentes, porque no fundo é um cobardolas, logo quem tenha um mínimo de auto confiança está a salvo.

E mais coisa menos coisa, está a lista completa. A boa notícia é que gente decente e equilibrada há por aí aos montes; o resto serve para ilustrar posts deste género e para um dia contar às netas "no meu tempo havia um palerma que fazia assim e assado.."

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