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Tuesday, January 12, 2016

Anéis de noivado para desesperadas



É que só faltava esta. Eu que cresci a pensar que (embora por cá a tradição do anel de noivado seja tomada um bocadinho menos a sério do que nos E.U.A.) as regras ainda eram escritas na pedra. Ou seja, o anel deve ser valioso q.b, de acordo com as posses do noivo (se houver um anel herdado, melhor) e jamais devolvido mesmo que o noivado vá por água abaixo, pois por tradição representava uma segurança para a noiva, já que o seu "valor" enquanto esposa elegível podia diminuir após um compromisso muito longo. Por sua vez, o noivo recebe uma peça bonita também, como um relógio, perante a família e eventualmente, um grupo limitadíssimo de amigos.

Pois bem, parece que agora a igualdade foi tão longe que querem dar cabo de *mais* um dos últimos redutos do romantismo, que o desespero é de tal ordem que o mulherio quer pôr o carro à frente...bem, do resto, ou que o valor comercial do anel importa mais do que a união entre duas pessoas, pois há quem defenda que sim senhor, o anel de noivado pode ser pago a meias.

Como alguém comentou nas redes sociais quando isto se soube, "grande desespero, hein?". Qual desespero - deixemo-nos de delicadezas. Isso é entrar em modo Gollum, descabelar-se por um anel, my precious, my preciousssss.



 Porque uma mulher que se oferece para tal coisa está a colocar um valor muito baixo em si própria. É como dizer a um homem "deixe que eu cuido disto, não se rale, fique quietinho" ou uma mãe a arrastar o filho adolescente às lojas contra a vontade dele, para garantir que ele não anda na rua vestido como um vagabundo. É um "já que não estás decidido, eu dou uma ajudinha". É mais uma forma de as mulheres se rebaixarem a tomar as iniciativas todas, de se sujeitarem a tudo, de se deixarem tratar como umas quaisquer - como se não houvesse por aí homens a pontapé, tantos como há mulheres, que diabo!

Facilitismo, facilitismo, facilitismo. Já agora porque não fazem como a outra que engendrou o casório nas costas do namorado, que nem noivo era? E de um homem que aceita isto, já nem falo- onde está o seu orgulho masculino? Não o tem porque é um feministo, um banana, a quem falta até a coragem para dizer "não tenho vontadinha nenhuma de casar com esta mulher" e que se lhe derem asas, não se rala de ser sustentado ou feito de capacho por ela.



Que - não façamos confusão - nem é pelo valor da peça. É pelo gesto, pelo empenho. O anel até pode ser simbólico, ou não haver anel de todo e darem o nó estilo rapto sem ninguém saber. Entre um anel pago a meias e nenhum, fiquem os dedos! Qualquer coisa é mais digna do que saber que se ajudou um homem, que arranja sempre recursos para carros, motas, engenhocas, bola, jogos online e copos com os amigos, a pagar o próprio anel que ele lhe vai pôr no dedo.

Mas num mundo em que mulheres descrevem deste modo, sem se envergonharem disso, as suas expectativas histéricas quando há a possibilidade de um encontro de última hora, já nada me espanta. Beggars can´t be choosers.

1 comment:

Pedro said...

Ah Sissi! Pudesse eu ajoelhar-me diante de ti, para que recebesses deste simplório o anel que simboliza o amor mais profundo que jamais houve na terra.

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