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Monday, January 25, 2016

Iolanda d´Anjou dixit (ou poderia ter dito): ai o futuro!


Quando terminei o post de ontem sobre a corte de Carlos VI, lembrei-me de um dos poucos romances históricos que apreciei mesmo - As Mulheres do Rei, de Dinah Lampitt - que se passa precisamente nesse cenário. Recomendo muito, a quem se interessar pelas peripécias de personagens tão fascinantes como Agnès Sorel ou Gilles de Rais

Embora seja complicado encontrá-lo nas livrarias (que são um lugar cada vez mais perigoso para o intelecto) ainda vai aparecendo em anúncios particulares online. Ora, o livro dá um enorme destaque à extraordinária Iolanda d´Anjou, a Rainha dos Quatro Reinos, uma das mulheres que mais admiro, como vos tenho dito.

E nele, a bela e competentíssima Rainha tem uma tirada que quase de certeza foi só licença poética da autora, mas que eu a imagino perfeitamente a dizer:

               "O futuro saberá decerto cuidar de si mesmo".


É que não seria possível governar melhor que muitos homens, gerir brilhantemente a educação de cinco filhos, lidar com intrigas palacianas de dar com uma pessoa em doida, ser uma esposa dedicada, cuidar dos interesses de um genro que viria a reinar num período delicadíssimo e fazer tudo isto sendo elegantíssima o tempo todo se andasse aflita a pensar no porvir, por mais negro que ele parecesse. A verdade é que só temos o presente para tratar do futuro. Conforme nos arranjarmos hoje, as peças vão-se compondo sozinhas para amanhã...não vale a pena uma pessoa fazer planos com os ovos que a galinha ainda não pôs, nem arreliar-se com aborrecimentos que o mais certo é não virem a acontecer.

Iolanda era o mais próximo que existiu de uma mulher perfeita, e se calhar a fórmula para isso estava em seguir à risca a regra Bíblica: basta a cada dia o seu mal, logo há que ir levando um desafio de cada vez...

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