Digo nova mas se calhar nem é- às tantas algum cientista genial já detalhou a fórmula dando-lhe outro nome ou usando outra premissa que não o mau e reles.
Possivelmente, dizer que o semelhante atrai o semelhante resumiria a ideia, mas fica aquém. É que reparem, vejamos isto através de exemplos: muitas vezes temos dito por aqui que quanto mais extravagante, estapafúrdia, indiscreta e pouco democrática ou favorecedora uma tendência, mais depressa é adoptada por pessoas fora de forma e que já usam coisas discutíveis. Quando vieram as litas, foram rapidamente adoradas por quem usava bandage dresses de lycra brilhantes e curtíssimos a mostrar o pernão. Quando vieram as tachas, foi ver quem gostava de calções extra curtos e sapatões a juntá-las ao seu guarda roupa. Fica tudo a fazer pendant, tudo a brilhar, tudo a dar nas vistas e de preferência, tudo em simultâneo que é para ferir bastante os olhos aos pobres inocentes que passam na rua. E quem diz isto em modas, di-lo nos comportamentos e nos hábitos. Por alguma razão certos sítios, certos bares, certas lojas atraem certo tipo de público e não outro.
Basta estar atento para ver como isto é matemático e dar graças por esse detox espontâneo. Imaginem que em vossa casa o pó, as embalagens, os papéis e tudo o resto marchavam por seu pé, salvo seja, para a pá do lixo e daí para o caixote. E que uma vez lá, o saco preto dava um nó em si próprio e ia aos pulinhos até ao contentor ou Ecoponto, poupando-vos trabalho. Ficavam a lamentar-se? Não, até agradeciam ter a casa a brilhar sem nenhum esforço vosso ou da senhora da limpeza. E assim é com a vida: quando o que não interessa se afasta automática e alegremente, indo juntar-se ao seu semelhante em modo lé com lé e cré com cré, está a cumprir-se a mais básica das leis naturais...


