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Sunday, January 17, 2016

Os homens querem respeito, as mulheres querem ser amadas (?)



Esta semana encontrei um texto interessante na linha de muito do que tem sido dito por aqui...

Claro que o seu conteúdo se resume àquilo que as nossas avós estavam fartas de saber: os homens valorizam o respeito acima de tudo. Tanto como as mulheres colocam "sentir-se amadas" no topo das prioridades. Diz Karen Brody, terapeuta de casais, que coloca ainda a pergunta:

"Onde é que as mulheres foram buscar a ideia de que queixando-se, os homens farão alguma coisa?"

Não é que os homens sejam uns seres extraterrestres e insensíveis aos sentimentos e necessidades das mulheres (bom, há alguns, mas esses não contam porque a brutidade não conhece sexos). As mulheres também querem respeito, e os homens desejam igualmente sentir-se acarinhados. Simplesmente, homens e mulheres têm diferentes carências/prioridades, e formas distintas de comunicar. Em tempos idos, as mulheres, dado o seu papel de bastidores, percebiam isto muito bem e tratavam de conseguir o que desejavam sendo femininas e persuasivas


Nesta parceria tácita entre "queridos inimigos" as casas eram governadas sem dramas e os homens, embora se considerassem "chefes de família" cumpriam frequentemente, sem tirar nem por, as indicações da mulher, achando que era tudo ideia deles. Assim se vingava a passividade do sexo e se impunha uma certa sensatez feminina, nomeadamente em assuntos sérios como o orçamento doméstico. "Elas" sabiam aquilo que qualquer mulher que tenha tido uma educação minimamente tradicional (ou uma avó e irmãos em casa) ouve desde pequena e que soa antiquado ou disparatado: com "eles" não se consegue nada por mal!

Ora, num cenário actual isto pode parecer ridículo; primeiro porque culturalmente falando, as ideias de "igualdade" mal explicadas ou inadequadas vieram esbater muito esta noção que tanto jeito nos dava. Tentaram 
doutrinar-nos para achar que temos de falar de forma agressiva, mandona e masculina para que nos levem a sério. 

Segundo, porque numa dinâmica familiar em que se está no mesmo pé com os homens da casa, isto não faz, à primeira vista, lá muito sentido. Eu sei. Been there, done that

Obedecer e respeitar o pai ou o avô parecia-me tudo muito lindo e muito lógico, mas porque carga de diabos havia de estar com artimanhas para que o irmão ou o primo, da mesma idade (e com tão pouca autoridade como eu) fizessem sem resmungar nem arrastar os pés, aquilo que era sua obrigação? Olhem que demorou anos a entranhar tal estratégia. Até que um dia o senhor mano atirou que ser "bruta" ou "parva" na forma como se lhe pedia as coisas só fazia com que uma tarefa que podia estar terminada em dez minutos ficasse exactamente como estava, mas levar a uma longa disputa que escalava por ali fora. 

Mais ainda, eu até não falava rispidamente por mal, mas ele parecia levar isso a sério e ficar sentido. Quem diria? E então - manha feminina ou fruto da maturidade- decidi, muito cientificamente, testar a fórmula da delicadeza com os cavalheiros da família. E olhem que pode não resolver tudo, ou não ser possível empregá-la o tempo todo (somos humanas, afinal) mas baixar o tom e usar uma forma mais suave de falar fez uma diferença abismal.

O mesmo se passa na dinâmica de casal, como já vimos: é certo que actualmente, quando a maioria das mulheres trabalha tanto como os homens fora de casa, é pedir muito que tratem os maridos com pinças, como esposas de Stepford. Mas a verdade é que embora os costumes se tenham alterado, não necessariamente para melhor, nem a genética nem séculos de hábito desaparecem. Então pergunto, o que é mais prático? É falar-lhes de igual para igual, faça isto, faça aquilo, nunca me compras flores/nunca me ouves, rinhinhi rinhonhó, tenho de ser eu a fazer tudo, és um preguiçoso e um egoísta, a sua mãe que o ature, etc.... porque é suposto homens e mulheres serem iguaizinhos e soa antiquado ou injusto portar-se de outro modo...ou engolir um bocadinho do orgulho (ou da modernice feminista) sugerir as coisas com jeitinho e ser simpática, criando maior harmonia em casa? Deixo ao critério de cada uma...


Voltemos então à opinião da especialista: "de facto, os homens não são obtusos. Na realidade, são altamente sensíveis ao tom de uma mulher e àquilo que ela transmite por trás disso. 

Os homens precisam de respeito como uma mulher precisa de amor. Qualquer sinal de que o respeito não está presente cria sentimentos de fracasso e desconfiança, que não ajudam nada a amar mais. Da mesma forma que uma mulher definha quando não se sente acarinhada, a vontade de um homem apoiar a mulher desaparece quando ele não se sente respeitado. Ela é posta na categoria das pessoas em que ele não pode confiar, e todos os pedidos dela caem em orelhas moucas. As palavras duras (de qualquer tipo) ou um tom duro destroem o amor. E aprendi que devo fazer tudo para evitar descarregar tais coisas em alguém que eu amo. A melhor forma de conseguir que um homem lhe dê amor, afeição, ou qualquer coisa necessária, é pedir directamente. Os homens respeitam as mulheres que «não fazem jogos» ou seja, que não atiram pistas sob a forma de queixas, mas pedem o que querem e dão ao homem a chance de levar a melhor".

Dá que pensar, não?






 

2 comments:

Carla Santos Alves said...

Tudo verdade. Adorei.
É isto, sem tirar nem por.
E se os filhos tiverem este exemplo, tanto melhor!
Obrigada pela partilha.

Imperatriz Sissi said...

Muito obrigada, Carla :)

Beijinho!

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