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Friday, January 29, 2016

Quando uma mulher quer ser maluca, nem os Nazis a impedem.


Apesar de um certo humor negro - dentro dos limites, vá- não me desagradar, nunca na vida me imaginei a gracejar com o Holocausto. Mas o caso - contado neste artigo fantástico do Expresso-  é verídico e não só diz muito da maluquice feminina (que nunca escolheu épocas) como da natureza humana, que é igual a si própria não importa quão negras sejam as circunstâncias.

Pois bem, imaginem-se como judeus em pleno Terceiro Reich. Fugir era dificílimo, a morte quase certa e os poucos amigos que ousassem esconder-vos arriscavam-se eles próprios a ir parar a campos de concentração e extermínio sem tir-te nem guar-te. Que fariam? Eu não sei quanto a vós, mas a não ser que me juntasse a um dos poucos movimentos resistentes (hipótese provável, pois detesto estar parada) ia tentar ser tão invisível quanto pudesse, e muito agradecida por cima.

Pois bem, não foi isso que fez uma tal Erika, vivaça rapariga de 19 anos e a última a ser escondida por um corajoso casal de médicos que sofreu severas consequências à conta disso: farta de estar confinada ao calor, não teve mais nada: decidiu ir para o terraço apanhar banhos de sol como Nosso Senhor a trouxe ao mundo. 


E ainda por cima, de modo a ser vista pelos estudantes do liceu em frente, que depois de apreciarem o espectáculo julgaram tratar-se de uma louca suicida e chamaram a polícia. Atrás da polícia veio a Gestapo e se não é uma amiga da família, certificada 100% ariana, vir comprometer a sua reputação de mulher séria dizendo "nein, herr kommandant, quem estava a apanhar banhos de sol era eu!" tinha marchado tudo para Auschwitz naquele dia. 

Ora, eu não tenho nada contra as pessoas tomarem banhos de sol como bem entenderem lá na sua privacidade. Se se sentem muito confiantes na sua figura e querem atirar fora a roupa, more power to you. Mas não à vista de todos e com a Gestapo à perna... ainda por cima, arriscando a pele de quem, por amor ao próximo, oferece a sua hospitalidade em circunstâncias tão complicadas. Isto de ser Bom Samaritano é mesmo um grande desafio. Além das conjunturas que apresentam sempre surpresas, ainda é preciso lidar com a potencial  doideira de quem está a ser ajudado. Se isto não prova que há doidivanas que põem a vontade de ser exibicionistas acima de tudo, até da sua felicidade e segurança, não sei...



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