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Tuesday, January 26, 2016

Rita Ora, ou como roubar os flashes sendo a mais pindérica da festa

 Atelier Versace apresentou-se na Semana de Alta Costura de Paris com propostas para a Primavera/Verão 2016.

E como é costume nestes eventos o dress code é mais ou menos livre, sendo que as convidadas tentam homenagear o anfitrião usando alguma criação sua. 

Mas Rita Ora, a menina que quer por força ser uma versão ghetto de Gwen Stefani, tentou ter aquilo que no seu entender é o melhor dos dois mundos: cumprir o costume e não deixar de roubar as atenções aparecendo o mais provocante possível. E conseguiu-o (já lá vamos) usando este vestido que na passerelle não parecia mal de todo  mas que no chão e numa figura que apesar de esbelta não é de manequim, lhe deu um ar baratinho todos os dias.



Já disse por aqui várias vezes a minha opinião sobre Versace: faz coisas admiráveis (como as maravilhas usadas nos últimos anos por Angelina Jolie e Lady Gaga) e tem um conhecimento fantástico do corpo feminino...quando se afasta um pouco do estilo que a celebrizou: cortes, aberturas, redes, alfinetes, cores ácidas e toda uma sensualidade que na vida real raramente funciona como deveria (veja-se este vestido, que consegue fazer Irina Shayk parecer rechonchudinha).

 Mas voltemos à assistência do desfile: nestas circunstâncias, não é suposto usar-se o mesmo que se leva para uma qualquer entrega de prémios. Embora haja uma certa carta branca, a intenção é parecer mais uma conhecedora do que ficar com ar de quem vai pisar a passadeira encarnada. Pede-se uma certa subtileza (e estar confortável q.b. , afinal a ideia é ficar algum tempo sentada a ver e a comprar ; não tanto a ser vista). Outras convidadas como Lara Stone e Miroslava Duma, mais entendidas nestas andanças, apresentaram-se com o que é costume: calças, casacos, vestidos de dia com qualquer coisinha a mais e uns saltos bonitos. A própria Donatella foi de perfecto em pele e calças.


Elena Perminova, Joan Smalls, Lara Stone e Miroslava Duma

Mas não a Ritinha, que quando me tentam vender como it girl quem escorrega para o vulgar não me convence e não me convence mesmo e nisto eu raramente me engano, pronto.


Até pode ter havido uma razão qualquer para gelar e estar mal sentada o tempo todo neste mini vestido (que além de tudo me parece um tamanho acima do dela) e com umas não-sandálias, mas não foi essa ideia que passou nem às revistas da especialidade, por isso vou arriscar dizer que foi assim porque lhe deu na realíssima gana e que o contexto não salvou o look. Se gostava do vestido, comprava-o para levar aos próximos prémios MTV (para isso é adequadíssimo, goste-se ou não do modelo). Nesta situação, a contrastar com toda a gente confortável, simples e devidamente encasacada, Rita Ora dá a impressão de que Donatella perdeu o tino, convidou umas bailarinas de kizomba para animar a festa, e que uma se deixou ficar à socapa a conviver com a assistência. Just my two cents here e isso vale o que vale, mas que destoou, destoou.



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