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Netscope

Wednesday, January 27, 2016

Uma mulher prudente vale o dobro, até os bárbaros o sabem.


Há dias estava a passar um dos filmes de Conan, o Bárbaro, com Arnold Schwarzenegger, que me divertiam bastante em pequena. Não me franzam o sobrolho, eu adorava o Conan em BD. Uma escolha estranha para uma rapariga, talvez, mas gostava mesmo. Não só pela figura desempenada do bárbaro mas pelas guerreiras, bruxas e princesas que encontrava pelo caminho. Bruto e bárbaro ou não, Conan era um homem Alfa. Conan não aturava desaforos. Conan levava tudo à frente à espadeirada até se tornar rei. Conan não falava muito, dizia "Crom!" quando se espantava com alguma coisa e olhem lá. Era mais um homem de acção e eu sempre preferi gente de poucas falas.


Para terem uma ideia, eu que nem gosto muito de ir ao cinema (partilhar uma sala apertada com estranhos, sem poder fazer pause ao filme quando me apetece e sentir-me na obrigação de lá ficar mesmo que me aborreça de morte não é o meu cup of tea- para isso, vou ao teatro) quis ir ver a versão nova, com o bem apessoado Jason Momoa. Fail. É claro que não gostei. A atmosfera não tinha nada a ver com a dos filmes originais. 

Mas voltemos à personagem do Conan, arquétipo da masculinidade no seu estado mais puro. A dar uma olhadela à história com olhos de adulta, notei algo que me tinha passado despercebido. A Princesa que a pandilha do Conan está a ajudar começa a ter um fraquinho por ele e pede umas dicas à guerreira Zula (a lindíssima Grace Jones) que, não sendo mulher de meias tintas, lhe diz o seguinte:



E a boa da Princesa Jehna decide levar o conselho ao pé da letra. No final, sem sequer avaliar como quem não quer a coisa se o herói está interessado, pede-o em casamento à frente de todo o mundo. Ah rapariguinha decidida e descaradona. Mas o bárbaro, que além de não ser pássaro de gaiola (naquele momento, pelo menos) é um rapaz à moda antiga, fica perplexo com a lata e recusa categoricamente: "terei o meu próprio reino, e a minha própria Rainha". Uffff, que vergonhaça. 

Teria sido melhor se se fizesse misteriosa, não? Ao menos não levava uma tampa MEGA diante da corte inteira. Ela ainda lhe dá um beijo (que isto a dignidade às vezes escapa até nas melhores famílias) a ver se o Conan muda de ideias, mas ná. Até podia ser uma Princesa, mas perdeu o encanto quando fez de flausina. Ele não gosta de serigaitas, como qualquer homem de brio. Bárbaro ou não bárbaro, Conan é um cavalheiro: prefere arrebatar a mulher dos seus sonhos, sentir-se um conquistador, a contentar-se com a primeira que se lhe oferece de bandeja. Porque já se sabe, isso tira a piada toda, vai contra a Natureza e não costuma dar bom resultado.

E é claro que mais tarde Conan casa, tem o seu reino e a sua Rainha, fazendo justiça ao ditado: "não é que ele não fosse homem para casar. Não lhe apetecia era casar contigo". Livra... #dignidadefeminina. Cabe em todo o lado e poupa embaraços!

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