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Friday, February 5, 2016

Este Carnaval, o que eu queria mesmo era um drone.


É que primeiro, como ainda não decidi de que me hei-de mascarar dá-me para estas divagações, segundo porque assim do nada não se fala de outra coisa e apesar de eu ser contra modismos papalvos, estou a achar piada a estas maquinetas que me lembram os robozinhos amorosíssimos O Milagre da Rua 8.



É verdade que os drones (e  autênticas "invasões" dos ditos) andam a dar com algumas pessoas em doidas e a levantar questões de segurança (até já se treinam águias para caçar drones perigosos ou indiscretos, how cool is that?) mas também servem para dar coças em terroristas, para obter imagens espectaculares e para coisas mais criativas, como cobrir a modéstia de bailarinos que decidem dançar em trajes menores. 
Prestam-se a tudo, estas engenhocas.


Ora, eu não me vou vestir de drone no Entrudo porque além de precisar de voar para o disfarce ficar credível, acho que não me ia favorecer (e o mais certo era ninguém perceber a fatiota). Mas ter um drone folião para pregar partidas a pessoas malvadas seria divertidíssimo.

Nada de partidas muito feias, mas é Carnaval, ninguém leva a mal, logo imaginem: porem um drone a seguir para todo o lado, mas todo o lado mesmo, aquela criatura intolerável (quase toda a gente tem uma criatura intolerável ou mais na sua vida, que uma pessoa aplica o "perdoai-lhes que eles não sabem o que fazem" mas factos são factos). Ou vá, qualquer alma declaradamente malvada que vos tenha feito trinta por uma linha, ou ainda aquele falso amigo que vos arreliou e a coisa não é grave, mas adoravam ficar quites. Adiante.



Punha-se então o drone, com o ar imperturbável de descaramento que só uma máquina pode ter (e mais um drone, que é pequenino, com ar de quem diz "eu sou tão adorável, por acaso incomodo?") a voar sempre perto da pessoa, a zumbir os seus barulhinhos de drone (suponho) no firme propósito de a azucrinar. Se a alminha apressava o passo, incomodada, o drone apressava o voo. Se lhe virava as costas, o drone dava a volta, esvoaçando à sua frente.  A "vítima" por acaso ia ao restaurante ou ao cabeleireiro, desses pindéricos com vidros por todo o lado? Lá ficava o drone colado à montra. A não ser que vos apetecesse fazê-lo sair da terrina da canja ou do armário das toalhas, em modo stalker, para armar verdadeiro rebuliço. E todo o santo dia nisto, a filmar a cara de enfado do alvo. 
Caso desatasse a correr, aí é que eram elas: podia accionar-se a opção de cobrir o (a) desinfeliz de farinha, ovos e confetti, bem à Entrudo de outros tempos. Ou seria a tecnologia posta ao serviço da malandrice carnavalesca de cada um. Sonhar não paga imposto (até porque creio  que não teria paciência para aprender a comandar um drone, logo podem estar tranquilos...).



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