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Wednesday, February 10, 2016

La bella mafia


Dizia Mario Puzo que na Sicília, as mulheres são mais perigosas do que as armas. Eu acho graça brincar com isso e com a minha costela de que me orgulho bastante, embora tenha tanto jeito para o mal como para fazer crochet. Às vezes calhava bem, porque isto na vida não se pode ser sempre bonzinho, mas tenho de me contentar em vestir como uma vilã de vez em quando (já se sabe que em qualquer enredo a má da fita veste sempre melhor). Nem conseguia copiar nos testes, por amor da Santa! Porém, as mulheres da Sicília têm fama de serem duras de roer, danadas mesmo, mulheres fortes e capazes...e com isso já me identifico, até porque tenho exemplos de sobra na família. Não esqueçamos também a sua mística, sensualidade e sentido de estilo, que tanto inspiram as colecções da Dolce & Gabbana, os anúncios da Martini e inúmeros filmes.


Mas às vezes a realidade supera a ficção: há pouco vi uma notícia que - sem ter graça nenhuma, vá- me fez sorrir. Parece que um grande clã mafioso na Catânia foi apanhado (cerca de 100 pessoas foram presas, suspeitas de trabalharem para a família Laudani)...incluindo várias mulheres, que com os maridos atrás das grades deram andamento aos negócios. Aliás, diz que havia uma que era a autêntica Patroa, a Madrinha daquela gente toda, a cumprir o código da omertà e a cuidar da famiglia de tal maneira que nenhum homem se atrevia a desafiá-la...espertalhona, a senhora!

É pena que o sentido de clã lhes desse para o crime, porque em tudo o resto são, como diria Eça, uns mulherões, capazes de tomar os assuntos nas próprias mãos e de manterem a parentela unida contra o inimigo. Há tradições que não mudam.



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