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Monday, February 8, 2016

Mas as pessoas perderam a noção do bem e do mal, ou quê??


Por aqui já se falou ad nauseam na moral de elástico, no relativismo exacerbado, nas pessoas tíbias ou sem sal, nos "amigos" que não escolhem lados mas se admiram de serem chamados "Judas" com todas as letras, no "não julgueis" que é moda agora e na máxima (super em voga) que resume tudo isso: nada é errado se te faz feliz. Nem que seja imoral, pouco ético, desonesto, sórdido ou faça o próximo infelicíssimo. Este é o status quo, o esprit du temps.

Mas apesar de não ser já novidade, cada exemplo que aparece ainda consegue espantar. De facto, vêem-se pessoas que levam a pensar se o mundo anda ainda mais cheio de psicopatas encapotados do que se pensa. Fazem o piorio, as maiores baixarias, com uma candura (ou lata) tal que se diria nunca lhes ter sido explicada a diferença entre o certo e o errado. Mentem, intrujam, descem às piores torpezas, traem, vigarizam e ainda muito obrigada por cima ou (se forem mesmo obrigadas a explicar-se a alguma alma que vá contra a corrente ultra tolerante com os pecados alheios e não esteja para defender malucos) dizem que agiram assim porque alguém as tratava mal, ou porque foram vítimas disto ou daquilo em pequeninas.

É o velho caso do trapaceiro que sobe na vida à custa de trampolinices e se confrontado, se justifica atacando "tu não percebes, tu sempre tiveste tudo de bandeja!" (como se não ter pais ricos seja desculpa para a desonestidade) ou da mulher infiel que encolhe os ombros dizendo "eu não era feliz, ele não me tratava bem, sentia-me sozinha!" (como se a separação não fosse uma forma honrada de lidar com tal aborrecimento ).

Fazem coisas destas, e outras, e acham naturalíssimo que ninguém os considere más pessoas. 

Continuam a cumprimentar e a convidar todos, até pessoas que ofenderam se for preciso, tratando meio mundo com uma mistura untuosa de peçonha e mel. E alguns ingénuos caem mesmo nisso, ou porque ficam desarmados com tanta desfaçatez - afinal, quem não deve não teme e quem anda tão à vontade não pode ter feito o que dizem- ou porque quem tem telhados de vidro não atira pedras.

Porém, se as "más pessoas" agem com tanta ousadia, se posam de simpáticas inocentes e pobres coitadinhas como se nada se tivesse passado, é mesmo porque o ambiente é propício a isso: muito pouca gente hoje em dia se afasta de fulano ou beltrano só porque é pantomineiro, de hábitos duvidosos ou moral questionável: é preciso um patife para defender outro, ou quanto mais não seja para o desculpar.

O mais grave é que actualmente, a maioria não acredita já no critério antigo de "ser uma pessoa honrada", logo caiu em desuso a máxima "para que o mal triunfe, é necessário que os bons fiquem a ver"...




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