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Wednesday, February 24, 2016

Olhem que mais esta...


Pronto, esta semana tenho andado a reparar em grafittis, outdoors e etecera. Bem vos digo que quem está atento ao que se passa nunca sofre de tédio. Ia eu numa rotunda quando me deparo com um cartaz parecido com este, todo proletário, do Partido Comunista Operário ou coisa semelhante, que parecia que uma pessoa tinha voltado aos tempos da Revolução Russa ou algo do género. 

Acho curioso como os comunistas são tão, bem... vintage. Dizem sempre a mesma coisa e são super fiéis à sua imagem gráfica.  E depois eu é que sou careta. Se não tivesse desde pequenina mais medo de vermelhices que do bicho papão (quanto mais não seja, nunca se viu ninguém a saltar o Muro de Berlim para fugir para o lado oriental nem a escapar para nado até Cuba; por alguma razão será) achava isto muito engraçado. Bem sei que há pessoas super à esquerda muito bem intencionadas, mas ideologias baseadas na inveja, que apelam à batatada entre classes e que querem pôr toda a gente de igual ou nacionalizar as coisas dos outros assustam-me.



E depois, sempre com a cassete da revolução. Andam nisto desde o sec. XIX, pelo menos, e não há meio de essa coisa da Revolução, que nem eles próprios devem saber muito bem o que é, estar feita. Já o disse antes, deve ser como as obras de Santa Engrácia ou as tarefas domésticas. Uma pessoa lava a louça e dali a nada há pratos sujos de novo. Manda a roupa à lavandaria só para precisar de o fazer novamente logo a seguir. Um "camarada" revoluciona um bocadinho mas depois há mau tempo, ou reacccionários (como eu) ou falhas técnicas e lá é preciso recomeçar. Nem matando uns czares e espatifando toda a herança cultural chinesa essa coisa ficou concluída. É uma tarefa hercúlea. Não há camaradas que cheguem para as necessidades.

Vi o cartaz e comecei a elaborar isto, barafustando de tal absurdo. E conforme eu ia dizendo o que vos disse, mais coisa menos coisa, mas que raio vem a ser a revolução e como é que continua por fazer, a pessoa que ia ao meu lado no carro respondeu simplesmente "não sei, mas estou a morrer por um café".

E lá fomos, sem fazer caso da revolução- que a existir, ia complicar muitíssimo a simples aquisição de cápsulas. Ainda acabávamos a plantar café no jardim, porque importá-lo e comprá-lo é um mal do capitalismo. Se calhar é por essas coisas simples que não há revolução para ninguém. Não seria prático.



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