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Tuesday, February 2, 2016

S.Bernardo de Claraval dixit: "de boas intenções está o inferno cheio"




A famosa frase terá sido dita por S. Bernardo de Claraval e reforçada por S. Francisco de Sales, que insistiu nessa grande afirmação do reformador da Ordem de Cister (e um dos responsáveis pelo ideal de nobreza Cristão a partir do sec. XII). "Nunca duvideis de que S. Bernardo dizia a verdade quando avisava que o inferno está cheio de boas intenções e vontades", lembrava. 

 Mas muitas outras personalidades citaram tal máxima, que é veraz todos os dias. Há até quem acrescente "o inferno está cheio de boas intenções; o céu está cheio de boas acções" e existe ainda aquela versão "a estrada para o inferno é pavimentada de bons propósitos".

Claro que para se fazer um uso mais amplo e prático da frase é necessário não a considerar só numa perspectiva espiritual e religiosa, já que nem toda a gente crê no inferno (o que não quer dizer que não tenha os seus infernos privados). Pensando nesse sentido, adequa-se mais outra frase célebre: quando as acções falam, as palavras são insignificantes. Ou outra ainda, esta mais dramática: as lágrimas mais amargas derramadas sobre sepulturas devem-se a palavras por dizer e coisas por fazer.


Intenções ou palavras, vai dar tudo ao mesmo (embora haja palavras tão importantes que valem por  acções e ditas no momento certo, poderiam mudar o curso de muitas histórias por aí). O que conta aqui é que muita gente tem os propósitos mais nobres e elevados, as melhores intenções, grandes ideias, mas por preguiça/soberba/cobardia/egoísmo/ imaturidade, nunca as leva adiante. Acha sempre que tem todo o tempo do mundo, que tudo lhe é devido, que a oportunidade não passará, sabe-se lá.

E como tudo tem consequências neste mundo -até a inércia e o silêncio - mais cedo ou mais tarde a brincadeira corre mal, criando-se ali um inferno, nem que seja um inferno emocional. Ou porque se perde algo ou alguém, ou porque é demasiado tarde para compensar fulano ou beltrano pelos agravos, ou simplesmente porque o remorso é uma entidade bem viva e insistente. Alguém disse "o medo de agir é temporário, o arrependimento é eterno". Não há pior tortura do que o "e se?", do imaginar o que poderia ter sido. Tragédia é a diferença entre o que foi e o que poderia ter sido.

O propósito era bom, mas a intenção é como a Fé: sem obras, torna-se vazia e incompleta.


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