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Monday, February 8, 2016

Se ainda não decidiram de que se vão mascarar, fica a sugestão de uma heroína


Se têm algum tipo de farda em casa, podem sempre improvisar uma fatiota para homenagear Nancy Wake: uma delicada e sexy australiana bem casada com um rico industrial francês que praticamente sozinha, deu com a Gestapo em doida e matava Nazis com as mãos nuas.

 Começou por trabalhar como enfermeira e jornalista autodidacta, mas viria a tornar-se membro de uma força especial dos Aliados que cooperava com uma facção da Resistência Francesa e uma das mulheres mais medalhadas da Segunda Guerra Mundial.

 Nancy usava a sua perícia em combate e o seu irresistível sex appeal para derreter tudo o que lhe barrava o caminho. Com a cabeça a prémio, escapou de várias ciladas, salvando sempre os seus tesouros: pó de arroz, um frasco de creme de rosto, um saco de chá e uma almofada de cetim. Muitas vezes despistava a Gestapo dirigindo-se aos agentes com o seu sorriso mais doce e perguntando com uma piscadela de olho se gostariam de a revistar. Mais tarde (morreu com 98 anos) recordaria esses episódios com uma mistura de remorso e malandrice "céus, que sacaninha namoradeira que eu era!". 



O seu único arrependimento relativamente às aventuras que viveu foi a morte do seu amado marido, Henri- torturado e executado pelos alemães - pela qual se culpava. De resto, nunca teve medo de morrer: viver sem liberdade, afirmava, não era vida para ninguém.

Os camaradas diziam dela: "é a mulher mais feminina que já vi, até o combate começar. Aí vale por cinco homens!".

Mais uma que não precisou de se declarar feminista  nem de agitar bandeirinhas ou tirar a roupa em público para fazer o trabalho que só uma rapariga pode levar a cabo como deve ser; outra menina que fez jus ao que digo sempre: uma mulher deve ser delicada mas forte como as cordas de um piano. Ou melhor, à frase de Shakespeare: "parecer-se com a flor frágil, mas ser a serpente que se esconde sob ela". Bem podem pregar as extremistas que uma mulher tem de ser masculina para ser levada a sério. Nancy Wake, sempre de resposta pronta, dir-lhes-ia, e passo a citar: "podem meter essas ideias onde o macaco guarda as nozes!". O que quer que isso signifique só ela saberia, mas soa-me a resposta bem torta!


3 comments:

maria madeira said...

Ahahahah, gostei tanto deste seu final, com humor q.b. como se quer.

"Bem podem pregar as extremistas que uma mulher tem de ser masculina para ser levada a sério. Nancy Wake, sempre de resposta pronta, dir-lhes-ia, e passo a citar: "podem meter essas ideias onde o macaco guarda as nozes!". O que quer que isso signifique só ela saberia, mas soa-me a resposta bem torta!

Boa semana, Sissi :)

PS: Admito que desconhecia a história de vida desta heroína. Fiquei curiosa. Vou ter que ler muito bem o link que deixou no texto.

Portuguesinha said...

A história é bonita, mas quem conta um conto, acrescenta um ponto. A veracidade de tudo isso é relativa. E tem outro aspecto a considerar: A época em que ela viveu. De glamour, em que a mulher ideal era a famme fatale, a artista de cinema... Todo e qualquer homem, inimigo ou não, se gostasse de mulheres, não importaria a nacionalidade... para esse tipo de mulher, que flirta e tem esse aspecto, eles permitem tudo.

Se fosse hoje, isso continuaria verdade. Porém penso que não ia resultar tantas vezes, pois o que não faltam por aí são mulheres a usar os seus recursos naturais para flitar com os homens e se insinuarem. Algumas de forma bem vulgar, inclusive. Antes as mulheres eram recatadas. Nos gestos, nos trajes. As de sonho eram ousadas - nos gestos e nos trajes. Hoje é quase o contrário pelo que o efeito não seria o mesmo. E ela arriscar-se-ia a ser presa numa dessas tentativas de conseguir os seus intentos com sedução.

Imperatriz Sissi said...

@Maria, ejeheheh obrigada :D

@Portuguesinha, é bem capaz de ser verdade. Se bem que os homens são muito básicos às vezes. Por mais que se tenha banalizado, verem-se alvo dessas atenções desarma-os. Até porque este tipo de mulher é mais subtil do que as doidinhas de hoje e o que não se vê é mais sedutor do que aquilo que é óbvio..

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