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Tuesday, February 9, 2016

Tens a mania que és impermeável, ou quê?


O assunto das más companhias já não é novo por aqui. Nem o de pessoas supostamente virtuosas e sofisticadas que por um certo vício decadente (ou porque a sabujice as diverte) acham graça a conviver com gente grosseira, duvidosa ou de má índole, julgando que por serem muito cínicas e muito superiores, escapam à lei do "diz-me com quem andas,
 dir-te-ei quem és".

Mas a verdade é que ninguém escapa a isso, assim como ninguém lhe foge o pé para o chinelo por nada. Isto é como as partilhas e aprovações de conteúdos nas redes sociais: dizem muito de quem partilha ou de quem, à socapa, faz o seu like em páginas ou imagens suspeitas em modo "o que acontece no facebook, fica no facebook". Afinal, a boca fala daquilo de que o coração está cheio. Depois, é um ciclo vicioso: a pessoa gosta dessas coisas ou companhias sórdidas porque está de certo modo corrompida, mas ao expor-se a elas cada vez se corrompe mais.  E se acreditarmos, como vimos aqui recentemente, que há uma lei da física que dita "as coisas reles tendem a agrupar-se" fica mesmo tudo explicado.



 É claro que qualquer um pode enganar-se. Dar o desconto a esta ou aquela pessoa, pensando erradamente "é espalha brasas, mas não é mau diabo" ou até tentar fazer de Bom Samaritano, enturmando a alminha na tentativa de a influenciar para melhor. 

Ou ainda -isto acontece bastante-  deixar-se convencer (por ingenuidade ou numa má fase da vida) por pessoas bajuladoras, loureiras, que dão graxa e se fazem de inofensivas, santinhas ou coitadinhas por interesse. Porém, uma vez descoberta a verdade, há o dever moral de, sem jurar vinganças nem guardar ódios, lhes cortar a confiança. De fugir à sua má influência de uma vez por todas e de não querer, nem por sombras, nem que seja na brincadeira, proximidades com tal tropa fandanga ou ver-se associado a gente dessa. Quem não faz isso, voltando ao mesmo, é porque ou é estúpido de todo, ou acha que é imune e impermeável (que é outra forma de se ser estúpido de todo).

Quase sempre, quem age assim pensa "sei muito bem o que ali está, mas acho piada ao servilismo dele (a). Dou-me com toda a gente e isso não me prejudica nada". Erro crasso...

Pessoas assim, não é que descreiam que basta uma maçã podre para contaminar o cesto. Fazem pior: não se importam de ter um cesto cheio de maçãs podres em casa, porque não tencionam comer as maçãs, só querem ver como apodrecem... sem reparar que com isso enchem a casa de mosquitos e de um pivete a azedo.

Não há que tapar o sol com a peneira nem inventar nuances: quem sabe com quem anda e não se aflige com isso, declara ao mundo, bem alto "sou um deles".


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