Estava eu a finalizar o post oficial de S.Valentim e a comentar como é lindo o casal do filme que usei para o ilustrar (hoje em dia, com a moda dos actores imberbes, já é tão raro ver-se um par realmente impressionante no cinema...) quando a senhora mãe me diz com ar pouco dado a romantiquices "é uma imagem à Corín Tellado, mas é bonita". E eu... "onde é que já ouvi isso?".
Respondeu-me que era o mesmo que romance de cordel, ou um termo dos anos 70 (acho) para designar, grosso modo, qualquer romance folhetinesco do tipo Harlequin ou de Dame Barbara Cartland - sabem, aqueles xaropentos que as donas de casa e balconistas adoravam ler mas que às vezes até têm uns enredos de jeito (os da tia Bárbara ao menos passavam-se sempre em épocas interessantes) e mal por mal eram honestos; não se faziam pomposamente passar por literatura.
Mas não me dei por achada e lá fui confirmar o que era ao certo isso de Corín Tellado...reconhecendo imediatamente o género de livrinhos com desenhos coloridos e títulos muito engraçados que se encontram imenso nas feiras de velharias. Tenho visto alguns tão cómicos que até os fotografei:
E a senhora Tellado lá continuou a escrever até quase ao fim da vida: aos 79 anos ainda publicava coisinhas românticas para mulheres sonhadoras. Sem algemas nem palavrões e com umas capas mais giras que as das 50 sombras....sem falar que provavelmente a prosa seria um bocadinho mais correcta!





