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Monday, March 21, 2016

16 coisas que só bloggers entendem


Como dizem os brasileiros, "quem nunca?"


1- A sensação "estarei a escrever para o boneco?"



2- Ou de repente, o feeling oposto "tenho de ter cuidado com o que ponho aqui, que isto está  a ficar muito povoado". Um blog deixa de ser um espaço para desatinar à vontadinha e começa a tornar-se assim uma coisa pública, embora uma pessoa não saiba ao certo como nem porquê.



3- Receber MUITOS comunicados de marcas que esperam promoção sem ao menos dar a testar o produto ou convidar a blogger a conhecer o conceito, eu sei lá. Alguns com temas que não se adaptam minimamente ao conteúdo que produzimos.  Hello, não falta assunto para escrever. Uma pessoa sensata não recomenda coisas que não conhece, muito menos baseada num press release chapa-4 enviado a toda a imprensa e blogosfera. E em última análise, em alguns casos é muito "venha a nós". Lata, anyone?




4- Haver sempre uma alma que se sente atingida pelo que escrevemos, por mais brando e inocente que até seja o texto,  e não só fica danada como se mostra TODA triste. Se as carapuças servem enfim, mas quando as pessoas ficam tristinhas há assim um remorsozito.



5- Receber aqueles emails ou comentários que nos aquecem o coração e fazem uma blogger sentir que salvou o dia. Ou que torna o dia de alguém mais animado.



6 - A impressão de já conhecer bem quem nos lê, mesmo que vivam do outro lado do oceano. E vice versa, quando um seguidor ou seguidora nos envia um artigo porque já sabe que nos vai interessar ou motivar comentário/post. Great minds think alike.


7 - Rir enquanto se escreve...e depois achar piada quando comentam "o que eu me ri com isto". E pensar que às tantas, os guionistas de stand up comedy podiam caçar talentos na blogosfera. Ou que temos alguma vocação para palhacitas em part-time.



8- Começar a ver por aí expressões características nossas (e de outros bloggers) que até aqui ninguém utilizava *momento twilight zone*.


9- Escrever um post só por carolice, achando que não interessa a ninguém, e ter um eco enorme; escrever outro que achamos interessante e actual e ...nah, nem por isso.


10 - Às vezes, só às vezes, pensar "devia marimbar-me para a qualidade e fazer um ego blog ridículo só com pseudo sessões fotográficas de moda". Não necessariamente com retratos muito bons nem corrector ortográfico. É que uma pessoa nem é de intrigas, mas vê-se cada disparate com milhares e milhares de fãs que ou é tudo comprado, ou anda tudo doido.




11 - Ficar arreliada se alguém se inspira em trabalho nosso (nada de mal nisso, toda a gente o faz e essa interacção é um dos encantos da blogosfera, mas a César o que é de César) ou faz um post a propósito de um nosso sem deixar o devido link para referência nem dizer " fulana de tal mencionou isto e também gostaria de dizer da minha justiça"

E ficar em modo "digo alguma coisa, ou deixo passar?". Já não falo de batatadas à conta de supostos plágios que por aí se vêem na blogosfera, às vezes com razão outras sem, em modo paranóico (principalmente quando uma blogger menos conhecida acusa outra mais famosa de copiona, em modo "tanta reputação e afinal copia os outros esperando que ninguém note").

 Mas se imitação é a maior forma de elogio e o acrescentar um ponto ao que outra blogger disse faz completamente parte do jogo, as boas maneiras cabem em todo o lado. Um post não tem menos valor por o mote inicial ter sido dado por outro blog. Não temos de ser as masterminds por trás de todas as ideias do planeta; elaborar a partir do que foi escrito por outrem e assumi-lo não só é a coisa mais normal do mundo (escritores, cientistas, todos o fazem) como prova inteligência e boa educação. O "finjo que foi ideia minha e ninguém vai reparar" não engana ninguém e cai mal. Não há necessidade.


12 - Escrever um texto enquanto o diabo esfrega um olho (às vezes parece que já estão escritos dentro da nossa cabeça e é só psicografá-los)...e depois perder imenso tempo à procura das imagens certas para o ilustrar. Argh.



13 - Sentir que o blog é um tamagochi. Mas menos barulhento e mais trabalhoso. E sorrir quando um amigo nos diz que vai começar um blog, o que é óptimo, mas já se sabe que a maioria desiste pelo caminho. Como deixavam morrer os tamagochis. Then again, eu dei o meu tamagochi para adopção porque não aguentava ver o bicho sempre a finar-se, o que não sei se prova amadurecimento ou que tenho mais jeito para inventar/partilhar conteúdo escrito do que para limpar caixinhas de areia virtuais.


14 - Férias, fins de semana e datas especiais para as outras pessoas são só isso mesmo (ou vá, agora há a obrigação implícita de partilhar alguma coisa no Facebook ou no Instagram, senão para muita gente é como ir a Roma e não ver o Papa). Mas para quem bloga é uma aflição. Ir de férias e a internet não ser lá grande coisa? Que contrariedade. Preguiça de Domingo ou mais que fazer? E o blog, e o blog? Devia inventar-se um nome específico para o stress da blogosfera. Depois, há o reverso da medalha:  por muito rápido que se escreva e até nem custe muito, há sempre quem pense "esta não faz nenhum, não tem vida, só pode". Não é assim. Só que há quem perca duas horas da sua vida que ninguém lhe devolve a fazer as unhas de gel ou a ir a jogos de futebol e há quem tenha outros hobbies.

15 - As pessoas esperarem que tenhamos sempre opinião sobre tudo. Estilo "o que é que pensas disto, hein?". A contar com algo extremamente espirituoso, sarcástico e divertido, e nós "bom...nada?" ou estarmos para lá de Bagdad quanto ao assunto. 
Chama-se a isso ter opinião segmentada, ou seja, ter uma posição forte sobre algumas coisas e neutralidade quanto a outras. Não, não se chama, inventei agora. Mas às vezes andamos mais distraídos, ou um tema não nos apaixona, ou temos o modo "sarcasmo" desligado. It happens.



16 - Ter MUITA dificuldade em não vir contar a correr certas situações ridículas que ouvimos, com medo que alguém venha a reconhecer-se no post ou a sentir-se identificado com a história. Que tentação. Os dedinhos a saltar, o texto a correr na cabeça, uma vontade de desabafar gigante porque o tema está mesmo a pedi-las, mas seria aborrecido ou mesquinho fazê-lo. Naquele dia, pelo menos. Must...fight...Satan.

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