1- Traje social x traje de gala
Ou vestido de cockatil/vestido de noite x vestido de gala...e outras confusões de dress code. Muita gente acha que o casório da prima às nove da manhã é a ocasião perfeita para copiar o vestido comprido cheio de lantejoulas que a Cristina Ferreira usou na última gala da TVI. Fail.
2- Chocolate quente x leite com chocolate (quando não é pudim)
Nada contra leite com chocolate, mas quando se paga (geralmente mais caro) por chocolate quente, espera-se chocolate em barra derretido com um bocadinho (ou não) de leite. E ainda há estabelecimentos que servem uma versão escaldante e derretida de pudim boca doce, mas não muito doce, que não arrefece de maneira nenhuma e que é preciso comer à colher. Moral da história: se não há quem sirva o real deal, mais vale preparar a beberagem em casa...
3- Ser feminina x ser uma flausina ridícula
Já se viu em detalhe aqui: uma coisa é ser delicada, graciosa, meiga, evitar fazer de "chica esperta", não recear ser ocasionalmente a ser a "donzela em apuros" e deixar que os homens façam o seu papel de cavalheiros. Outra é fazer-se "fofinha", falar à bebé, ter o conteúdo cerebral de um peluche da Hello Kitty e ficar histérica, aos guinchos, perante qualquer percalço (e.g pneu furado) ou ante a vista de um rato ou aranhiço. Isso não é amoroso, não é giro, não é (blhec) quiduxo. É patético. Bitch please.
4- Dar apoio x "mais valia e estar calado"
Encorajar quem está em baixo, fazer de ombro com paciência de santo nos momentos mais negros de um amigo ou, no limite, dar-lhe um choque de realidade é uma coisa. Mas dizer coisas parvas do estilo "talvez não te tenhas esforçado o suficiente" quando a pessoa já se virou do avesso...isso não é nada produtivo. Ou bem que se tem a resposta para o problema, ou bem que se é um bom ouvinte e mais nada. Afinal, ninguém gosta de ouvir sentenças que pouco adiantam.
5- Efeito "bronzeado" x base terrosa
Algumas pessoas ficam melhor bronzeadas - principalmente as de pele dourada, morena ou parda, que às vezes parecem macilentas no Inverno. Depois, um pó bronzeador estrategicamente aplicado pode dar aquele ar "dispendioso" a uma maquilhagem, mesmo em caras pálidas. Mas - tal como acontece com o blush- nas mãos erradas (ou tom errado) o desastre é muito provável. Duas manchas cor de tijolo nas faces não dizem "faz de conta que fui esquiar a St. Moritz" como algumas trapalhonas julgarão. No entanto, pior ainda é tentar conseguir o efeito bronzeado recorrendo ao fond-de-teint. Por mais que certas esteticistas de esquina armadas em maquilhadoras continuem a dizer o contrário, a base deve ser do tom da pele: serve para uniformizar a cútis, não para "dar cor".
6- Respeitar as mulheres x ser um "capitão salva galdérias"
Tratar toda a gente com respeito- em especial o sexo frágil - e não ser um chauvinista é cavalheirismo. Já não fazer distinções e valorizar da mesma maneira uma rapariga bem comportada, elegante, que se pode apresentar aos pais ou uma serigaita vulgar, de moral questionável, com a desculpa da modernidade ou dos "direitos iguais"...é uma opção individual, claro.
Muito do agrado de certos homens-beta- de- mente- aberta que defendem o "amor livre" porque assim acham que somam conquistas fáceis mas acabam "caçados" assumindo um relacionamento sério com uma das doidivanas com quem pretendiam apenas divertir-se.
Outros ainda sentem-se uns salvadores da pátria ao fazerem de raparigas problemáticas "mulheres honestas", achando que assim afirmam a sua masculinidade e que elas lhes ficarão gratas para sempre. Quase sempre o conto acaba com o homem "modernaço" a queixar-se de ter feito figura de parvo, porque já se sabe: podemos tirar a rapariga da barraca, mas não a barraca da rapariga. E com o "cavaleiro andante" ter dificuldades em arranjar mais tarde uma mulher decente, porque a fama corre e uma reputação estragada não conhece sexos.
7- Guiar devagar x "devagar, tipo rally"
To be continued....






