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Friday, March 11, 2016

Frase do dia: Super Mulher (que remédio!)



Washington Ivring, autor the The Legend of Sleepy Hollow, dizia das mulheres:

"Muitas vezes pude notar a grandeza de alma com que a mulher suporta os mais esmagadores revezes da fortuna. Os desastres que quebram e prostram o homem, parecem estimular toda as energias das mulheres, dando-lhes tal intrepidez e elevação de carácter que, por vezes, atinge o sublime".

Isto é muitíssimo verdade: a capacidade feminina de fazer face à adversidade, ser forte ante a dor física e moral ou virar-se do avesso para proteger o seu clã é uma das nossas maiores heranças- e um dos nossos super poderes. Mas como todos os super-poderes, tem o seu senão: é a razão pouco ética de certas empresas menos democráticas preferirem contratar mulheres (queixam-se pouco e trabalham além das suas forças) e o motivo de a mulher suportar o insuportável, aturar o intolerável ou tentar consertar o que não tem arranjo.

E isto é paradoxal, se acreditarmos que a natureza feminina se sente atraída por tudo o que é belo, que tende para o conforto, a delicadeza, a suavidade. Delicada mas forte como as cordas de um piano, é o que eu digo sempre. Espada numa mão e livro, bâton ou frigideira na outra (then again, a frigideira é uma arma estupenda em caso de necessidade...).

Mas bom seria que este super poder não precisasse de ser usado tantas vezes. Que o mundo e o sexo forte não se fiassem nele para atirar sobre ombros frágeis, feitos para o roçagar das sedas e o brilho das jóias, penas e fardos desnecessários. Isso de ser Super Mulher é muito lindo e fica muito bem dizê-lo, mas nem sempre é uma escolha. Até Joana D´Arc fez o que pôde; não o que quis.






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