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Tuesday, March 29, 2016

Glossário do dia: o que é ser uma "mulher de trouxa"?





Li esta há dias por esta internet de Deus, e achei muita graça ao termo, apesar de se referir a uma coisa muito feia...

Ser uma "mulher de trouxa"  não é exactamente andar por aí com uma trouxa na mão, de casa às costas, ou com uma carteira muito grande. Tão pouco andar entrouxada em roupa ou exagerar nas trouxas de ovos (o que é um acto perfeitamente compreensível, pelo menos em data festivas).
Não, meninas e meninos: uma "mulher de trouxa" é uma rapariga ou mulher casada/ comprometida com um banana, um homem beta, um palerma de marca maior que (ora por ser um fraco, ora por se armar em feministo muito moderno ou em capitão salva galdérias) não se importa -  e até a incentiva- a andar em preparos pouco decentes por aí. 

É claro que qualquer homem de bom senso e seguro de si não se sente ameaçado por ter a seu lado uma bela mulher, antes pelo contrário. Qualquer cavalheiro de gosto aprecia ver a sua mulher bem vestida e embonecada: a beleza e elegância dela reflectem-se nele. Um pouco de ciúme é inevitável se uma mulher vira cabeças quando passa, mas se ela está ataviada com discreta elegância, dificilmente atrairá olhares ou ditos ofensivos, que a envergonhem ou sejam uma falta de respeito para a sua cara metade...

Tão pouco a impedirá de ter amigas ou vida própria: mas se ela mostrar pouco siso, saberá impor-se com firmeza, pois nenhuma equipa funciona sem regras... nem nenhuma pessoa sensata, homem ou mulher, gosta que façam de si tola.

A mulher de trouxa é obviamente outra coisa: é a que  usa exclusivamente o mais curto/justo/decotado/provocante com o único objectivo de dar nas vistas. Quanto mais vulgar, melhor! O que conta é BRILHAR e arrasar e esses verbos serigaitos todos. E o homem sente-se (ou finge que se sente) lisonjeado com isso, que é a inveja do bairro (ou do ginásio, ou do clube de dança, ou de outros antros onde esta espécie pulula muito) quando na realidade é alvo de troça.

Conheci um assim - e pasme-se, o casal era *supostamente* católico e temente a Deus! Ela uma serigaita tonta, não necessariamente má mulher mas pateta, que gostava de se mostrar tão vistosa como pudesse apesar de estar a ficar bastante rechonchuda. Ele magrinho, lingrinhas, bonzinho, tontinho, insistia que ela calçasse sempre saltos de stripper, porque "gostava de ver"...e coisas assim. Se ela queria andar em ladies night lá por fora enquanto ele trabalhava como um mouro, tudo lindo! Afinal, ele era um homem moderno e ninguém é de ninguém...long story short, ela fugiu com um Carlão de ginásio. 

Está certo que não lhe cabia pensar pela esposa, que há mulheres aparentemente discretas que fazem outro tanto e que quando uma mulher se quer portar mal, tanto faz correr como saltar, pôr-lhe um daqueles cintos medievais ou fechá-la numa torre: mas haja princípios e zele-se ao menos pelas aparências! São precisos dois para dançar o tango. Para que uma mulher se vista como uma mulher de trouxa, é preciso que (além de não ter princípios nem pudor) esteja ao lado de um homem que não opine, não tenha valores, não diga nada, que seja, enfim, um trouxa... o respeito e a dignidade são plantas que se cultivam, nas coisas pequenas e nas grandes...



 

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