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Saturday, March 26, 2016

Que tal um detox emocional de Primavera?



Recentemente cruzei-me com este artigo muito engraçado que sugere 18 formas de detox bem úteis: não tanto no que respeita à alimentação, mas mais no sentido de deixar ir maus hábitos ou coisas/pessoas que causam mau estar. Das meias sem par aos rancores, passando pelos contactos inúteis no telemóvel. E como estamos em época de renovação, acho isso muito sensato. Se as florzinhas nascem de novo, porque não havemos nós de fazer uma actualização?

A Quadra apela à paz e à bondade. Mas sermos caridosos e tolerantes com os demais não implica lidar de perto com o que indispõe, com o que não faz bem, ou manter, por costume ou por qualquer obrigação que se formos a ver, não é tão séria quanto isso, proximidades que não trazem nada de bom. 

Cada um terá a sua lista de padrões, comportamentos ou tipos de pessoas que gostaria de deixar para trás - e aquilo que quer chamar a si. Pessoalmente, passei a colocar a bondade como o critério mais importante para escolher quem deve andar por perto. Fulano (a) ou beltrano (a) poderá ser carismático (a), fascinante, divertido (a), bem sucedido (a), sofisticado (a) ou, em última análise, uma pessoa honesta, leal e honrada, (três características que estão sempre no topo da minha lista). Mas se não for intrinsecamente bondoso (a) - tendo sempre em conta, claro, que perfeito ninguém é - confesso a minha pouca vontade de conviver de perto.

Uma pessoa bondosa pode andar triste, mas nunca será amarga, revoltada ou ressentida; pode ter mágoas para com este ou aquele com justa causa, mas não faz disso o centro da sua vida nem passa o tempo a alfinetar, a bater num cavalo morto; não se melindra por qualquer coisa, dá o desconto aos outros e à vida,  esquece-se de si própria e como não é egocêntrica, dificilmente se torna maçadora e maldisposta. Se tiver sentido de humor, troça do que bem entender mas conhece os limites do bom gosto. Quem é bondoso (a) raramente exagera, raramente pisa o risco...e se o fizer, sabe desculpar-se. Põe-se no lugar dos outros. Tem sensibilidade para pensar "se calhar não devia dizer ou fazer isto" em vez de julgar que tudo lhe é devido.

Ora, quanto mais crescemos mais a nossa paciência se torna selectiva. Mais criteriosos ficamos quanto ao dispêndio da nossa energia. Tornamo-nos uns snobs emocionais. E devíamos exercer esse direito sem complexos de culpa. 

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