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Sunday, April 17, 2016

As avós avisam: no amor, brincadeira tem hora.





Hoje chegou-me um texto que recomendo mesmo, de um professor de desenvolvimento humano que se especializou em recolher pérolas de sabedoria das pessoas mais velhas.

No artigo, o professor Pillemer detalhou os quatro sinais de alarme a não desprezar no início de uma relação (ou a corrigir com urgência no caso de um relacionamento que, apesar de tudo, já seja firme): violência de qualquer tipo (como já vimos aqui noutro post), ataques de raiva inexplicáveis, desonestidade nas coisas grandes e pequenas e finalmente...constantes provocações, troças e sarcasmos.

Vale a pena ler o texto na íntegra, mas desta feita o que me chamou a atenção foi o último sinal de alarme - talvez porque não recebe tanto destaque nos textos do tipo "se a sua cara metade faz isto, pense duas vezes". É que essa forma de crueldade ou violência psicológica é bastante subtil; passa muitas vezes por brincadeira inocente, por vício de nervos, ou por aquilo que gosto de chamar "complexo de palhacito". 

Arreliar amorosamente o outro faz parte de uma certa cumplicidade ou pode mesmo demonstrar química - principalmente na fase de flirt, quando as coisas ainda não desabrocharam entre os dois. É uma forma de dizer "tu perturbas-me" semelhante à dos rapazitos que puxam as tranças ou pregam partidas à menina de quem gostam.

Porém, se a brincadeira  incomoda, cansa, se é demasiado frequente e/ou os ditos deixam de ter graça para passarem a ferir - pior ainda se as "graçolas" forem proferidas diante de terceiros-cuidado. Exceder-se nas troças é como fazer cócegas a mais: em pequenas doses tem graça, em exagero é tortura.


  Bem dizia uma campanha recente contra a violência no namoro que abordámos aqui: quem te ama, não te humilha.

Conheço imensos casais assim, infelizmente: da mulher que diz, diante dos amigos do marido, que ele não faz nada com jeito ao namorado ciumento que acusa a amada de "galdéria", passando pelos que só estão bem a pôr defeitos e a descobrir as carecas um do outro, em vez de se apoiarem mutuamente. O amor não devia servir para embaraçar as pessoas - muito menos para as deixar inseguras.Onde não há empatia nem respeito pelos mais subtis sentimentos da outra parte, não pode haver amor.

Voltemos ao artigo, e passo a citar: Margaret, de 90 anos, conta que teve de se pôr em campo para dar um basta às provocações que o marido lhe fazia. Conseguiu (adoraria saber como chegou a tal acordo com o brincalhão) mas avisa: "arreliar é muito perigoso. É como bullying. Esse tipo de comportamento jocoso degrada o outro. É suposto ser a brincar, mas é um bom sinal de aviso porque diminui a outra pessoa".

Brincadeiras têm limites- e as avós, que têm sempre razão, sabem bem disso.


Margaret, age 90, had to reach an agreement with her husband to end teasing in their relationship. She told me:
Teasing is very dangerous. Teasing is like bullying. It demeans the other person, that kind of mocking behavior. It’s supposed to be kidding, but it’s a good warning sign, because it really devalues the other person.
- See more at: http://goodmenproject.com/featured-content/hlg-dating-warning-signs-when-seeking-a-partner-dont-be-dumb/#sthash.Gk6q7PCz.dpuf

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